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Saída de Falcão provoca debandada na Seleção Brasileira de futsal

Saída de Falcão provoca debandada na Seleção Brasileira de futsal

foxsports

09/04/2014 - 06h00
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Após 16 anos vestindo a camisa do Brasil, Falcão deixa a Seleção. Bicampeão mundial e quatro vezes melhor jogador do mundo, o ala de 36 anos foi o primeiro a anunciar sua saída, no dia 20 de março. Depois dele, outros sete jogadores de Seleção também se recusaram a continuar atuando sob a atual gestão da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS). Entre eles, o ex-capitão Vinicius, e Neto, eleito o melhor jogador do Mundial de 2013. No futsal feminino, Vanessa, eleita três vezes a melhor jogadora do mundo, também aderiu ao movimento. “Saí para chamar atenção ao que está acontecendo. Eu nunca vi nada parecido no esporte com esse nosso protesto: abrir mão de vestir a camisa da Seleção por mudanças na gestão”, diz Falcão.

As críticas são voltadas especialmente ao diretor de futebol, Edson Nogueira, que estaria cortando nomes convocados pelo treinador. “Os jogadores que fazem alguma crítica ou reivindicação são riscados, como eu, o Thiago e o Neto. Ele age como um ditador”.  

Vanessa diz que quase deixou de receber a declaração de prestação de contas da CBFS necessária para receber o Bolsa-Atleta, por causa de uma entrevista que havia dado, criticando o fato de que a Seleção Brasileira não participaria do Mundial. "A seleção do futsal feminino tem apenas uma competição e a CBFS diz que não tem verba para nos inscrever? Foi essa declaração que incomodou os dirigentes. Então liguei para o presidente, Aécio de Borba Vasconcelos, para pedir o documento que precisava para receber o Bolsa Atleta e ele me respondeu: 'Por que a Confederação vai ajudar a quem só nos critica?'. Tive que pedir desculpas para então receber o que me é de direito".

A atleta reclama da falta de organização nas principais competições da modalidade: a Liga Brasil e a Taça Feminina. "Não temos calendário até agora". Além disso, Vanessa conta que foram disputar o Mundial na Espanha sem fisioterapeuta, e que tiveram de ir atrás de um profissional por conta própria. Também diz que as 14 jogadoras ficaram hospedadas em um alojamento com dois quartos e um banheiro - sem ventilador e televisão. "Hoje eu tenho mais orgulho de vestir a camisa do meu clube, Unochapecó, do que a da Seleção, que sempre foi meu sonho de criança."

Falcão também reivindica melhoras nas estruturas do Centro de Treinamento e de hospedagem durante competições, e acusa a Confederação de não cumprir suas obrigações para com os atletas. “A gente está abrindo o olho de muita gente, inclusive do Ministério Público. Um esporte no qual entram R$ 40 milhões em dois anos e ainda assim deve para os atletas desde o ano passado. Tem que fazer uma varredura lá dentro, uma prestação de contas. Com patrocinadores tão fortes, não tem custo de ajuda para nenhum atleta e não consegue cumprir suas obrigações. Hoje em dia não tem mais cabimento o comando de uma entidade, que está lá há 40 anos, com todos os cargos ocupados por sobrinhos, filhos, amigos. Esse movimento é feito pelo bem da próxima geração”.

Para Falcão, os patrocinadores da Seleção Brasileira, que são os mesmos que o apoiam, também devem “abandonar o barco”: “O Banco do Brasil já saiu, os Correios dificilmente irão renovar. A Chevrolet também talvez não renove. E já estamos sem marca esportiva. A situação é muito complicada”.

No domingo passado, 30 de abril, a Seleção Brasileira jogou pela primeira vez sem os nomes de peso, contra a Argentina na final da Copa das Nações, e sofreu a primeira derrota na temporada. “O impacto é grande. Vimos uma seleção inexperiente, os jogadores não têm culpa. Não tem como passar o bastão de uma hora para outra. O ginásio estava vazio e o Brasil foi dominado pelo time adversário. O ego de um diretor não quer que ninguém o contradiga. Ele 'limpou' todo mundo, do treinador ao cozinheiro, e montou uma seleção própria”.

Procurada pelo FOXSports.com.br, a CBFS disse que só se pronunciaria por meio de uma nota oficial publicada no dia 26 de março. A entidade alega que não deseja polemizar com Falcão e defendeu que o futsal do País não andou 20 anos para trás, como diz o jogador: “Isso é esquecer a história vitoriosa que o próprio Falcão ajudou a construir, pois nenhum dos 209 países filiados à Fifa obteve, nem por sonho, como o Brasil, o láureo de heptacampeão masculino (em 10 títulos disputados), nem de tetracampeão mundial feminino (em 4 títulos disputados)".

Sobre os patrocinadores, a CBFS disse que a prioridade das empresas pela Copa do Mundo e pela Olimpíada tem dificultado a busca por novos apoiadores. A entidade também rebate a acusação de ter “virado uma ditadura”: "O atleta demonstra que ainda não tomou conhecimento de alteração estatutária aprovada pela unanimidade da Assembleia Geral".

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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