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ELIMINADO

Sem inspiração, Corinthians empata com o Penapolense

Sem inspiração, Corinthians empata com o Penapolense

g1

16/03/2014 - 17h24
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Os gritos da torcida do Penapolense logo aos 30 minutos do segundo tempo mostraram um pouco do que vive o atual Corinthians. “Eliminado! Eliminado!”. O empate sem gols com a equipe de Penápolis, na tarde deste domingo, no Estádio Tenente Carriço, eliminou o Timão do estadual. Um vexame confirmado após a derrota do São Paulo por 1 a 0 para o Ituano, no Morumbi, que deixou o time do interior muito perto da vaga. O Audax é o outro candidato.

O time passou longe de mostrar futebol para se classificar. Após uma série de quatro vitórias, a formação de Mano Menezes regrediu – nem a volta de Jadson resolveu a falta de criação que havia prejudicado o Alvinegro na derrota para o São Paulo. O empate levou a equipe aos 21 pontos no Grupo B. O Penapolense, já classificado, foi a 19 no Grupo A.

Enquanto a torcida do time de Penápolis brincou e fez piada com o sofrimento do adversário, os corintianos não reclamaram. Alternaram músicas de apoio com gritos ofensivos ao goleiro do Penapolense – Rogério Ceni teve a mesma recepção no clássico.

Na última rodada do Paulistão, o Corinthians recebe o Atlético Sorocaba, domingo que vem, às 16h (horário de Brasília), no Pacaembu. No mesmo horário, o Penapolense visita o Ituano, no Estádio Novelli Júnior.

Rival não ajuda; Timão não se ajuda

Durante a semana, o discurso repetido à exaustão pelos corintianos era de que, primeiro, o time precisava fazer sua parte para depois pensar no que ocorria no jogo do São Paulo. Antes mesmo de o Ituano abrir o placar no Morumbi, ficava claro que o Timão teria enorme dificuldade para se impor em Penápolis.

De volta à equipe, Jadson não conseguiu se livrar da marcação. Outro discurso recente de Mano era que o Corinthians não dependia de seu camisa 10 para armar jogadas. Imagine se dependesse... Com o meia pegando pouco na bola, o Timão viveu de lançamentos em profundidade para Luciano e Romarinho. Quando a jogada tinha futuro, o gramado irregular do estádio Tenente Carriço atrapalhava e fazia a bola “pipocar”.

O Penapolense parecia ser o time que buscava a vaga (e já está classificado!). O caminho para chegar ao gol de Cássio foi estudado e aprendido com os rivais recentes do Corinthians: explorando as laterais. Guaru e Petros em Fagner, e Neto em Fábio Santos. O lateral-esquerdo voltou a ser titular após seis meses e sentiu a falta de ritmo de jogo – avançou muito pouco e perdeu na marcação, sua especialidade.

O gol do Ituano não mudou o comportamento alvinegro em campo – só nas arquibancadas, onde o grito ficou mais forte na tentativa de fazer o time não desanimar. Antes do intervalo, um torcedor do interior, com sotaque caraterístico da região, bradou:
- Volta logo, Tite – disse, em alusão ao antigo técnico do Corinthians.

Adeus, Paulistão!

Sem a criação necessária no meio-campo, Mano Menezes pediu mais bolas aéreas no segundo tempo. Por ali, o panorama melhorou um pouco, mas não o suficiente para o gol sair. Romarinho, de cabeça, teve grande oportunidade – só que a bola “pipocou” de novo no gramado e subiu demais.

A entrada de Renato Augusto no lugar de Bruno Henrique demorou a fazer efeito, até porque o meia havia treinado a semana toda no lugar de Guilherme, o outro volante. O técnico fez um esboço de três meio-campistas em linha, com Romarinho mais avançado. Tentativas não faltaram. A situação, que já não era boa, ainda foi prejudicada pelo árbitro Vinícius Gonçalves Dias Araujo, que não marcou pênalti claro em Uendel.

O Penapolense controlou o fim do jogo e levou perigo nas bolas paradas de Guaru. Para o Timão ficou ainda mais difícil após a expulsão de Cléber. O time do interior não precisava do resultado e se contentou em estragar um pouco mais o Campeonato Paulista do Corinthians, eliminado da competição a uma rodada de seu fim. Incompatível para um clube com tanto investimento e expectativas.

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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