Esportes

Roma Open

Sinner vence velho freguês na final do Roma Open e conquista o Career Golden Masters

Com o título na capital italiana, o líder do ranking mundial se juntou ao sérvio Novak Djokovic e é o segundo tenista a vencer todos os nove torneios Masters 1000 desde o início da série, em 1990.

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Diante de sua torcida que lotou o Campo Centrale no Foro Itálico, e do presidente da Itália, Sergio Matarella, o tenista Jannik Sinner venceu com facilidade o norueguês Casper Ruud na final do Roma Open por 2 a 0 (duplo 6/4) neste domingo e, com o título, alcançou marcas históricas, algumas inéditas.

Com o título na capital italiana, o líder do ranking mundial se juntou ao sérvio Novak Djokovic e é o segundo tenista a vencer todos os nove torneios Masters 1000 desde o início da série, em 1990. Além do Career Golden Masters, o italiano de 24 anos também ampliou a sequência recorde para 34 vitórias consecutivas em Masters 1000. A melhor marca anterior pertencia a Djokovic, com 31.

Sinner foi imbatível nos Masters 1000 nos últimos seis meses, conquistando também os títulos em Paris, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Madri, tornando-se o primeiro jogador na história a vencer cinco e agora seis torneios da série consecutivos.

Com sua décimo troféu de Masters 1000 neste domingo, Sinner se tornou o primeiro campeão italiano em Roma desde Adriano Panatta em 1976. Em todas as decisões de Masters 1000, Sinner não cedeu um set sequer aos adversários.

Ruud disputava uma final em Roma pela primeira vez e buscava sua primeira vitória contra o italiano em cinco confrontos. O domínio Sinner é tão grande e inclui uma vitória acachapante por 6/0 e 6/1 nas quartas de final no Roma Open no ano passado. O norueguês nunca venceu um set contra o italiano, e neste domingo a história se repetiu.

Ex-vice-líder do ranking e atualmente na 25ª posição até conseguiu equilibrar as ações com Sinner no início da final deste domingo. O confronto começou sem quebras até o nono game, quando o italiano confirmou o break point pela primeira vez e abriu 5 a 4. Na sequência, sacou e fechou o primeiro set.

O italiano aproveitou o momento de instabilidade do adversário e logo abriu 2 a 0 no segundo set. Com vantagem no placar, Sinner administrou o jogo e chegou a ter o saque ameaçado no oitavo game, mas manteve o serviço. O italiano confirmou o título sem ceder pontos no 10º game.

Com o título na Itália, Sinner chega a 14.700 pontos no ranking, abrindo uma vantagem de quase 3.000 pontos para o vice-líder, o espanhol Carlos Alcaraz, que tem 11.960 e se recupera de uma lesão no punho direito que o tirou da defesa do título em Roma.

Campeão de Roland Garros em 2024 e 2025, Alcaraz também está fora do Grand Slam francês. Com seu principal rival, contra quem tem 7 vitórias em 17 jogos, afastado do circuito, Sinner amplia suas possibilidades de um novo feito em Paris.

Roland Garros é o único Grand Slam que falta em sua coleção de troféus. Se for campeão do torneio, que começa no dia 24 de maio, o italiano conquista o Career Grand Slam e se iguala a nove lendas, em simples masculino, apenas nove atletas, que atingiram a marca.

Na Era Aberta, a partir de 1968, cinco tenistas foram campeões dos quatro Grand Slams: Andre Agassi, Roger Federer, Rafael Nadal, Djokovic e Alcaraz.

FUTEBOL

Fifa reúne com Federação Iraniana e promete Copa do Mundo 'o mais agradável possível'

Em sua quarta participação em Copas do Mundo, todos os jogos do Irã na primeira fase são nos Estados Unidos

16/05/2026 23h00

Foto: Divulgação / Fifa

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Federação Iraniana de Futebol (FFIRI, na sigla em inglês) e a Fifa tiveram um encontro de alinhamento para a Copa do Mundo na sede da Federação Turca, em Istambul, onde o time do Irã se prepara para o torneio. No encontro, a entidade máxima do futebol garantiu que a experiência da delegação iraniana na América do Norte será "o mais agradável possível".

Quem participou do encontro pela Fifa foi o Secretário-Geral Mattias Grafstrom. Também estiveram presentes os presidentes das federações do Irã, Mehidi Taj, e da Turquia, Ibrahim Haciosmanoglu. A seleção turca voltará ao Mundial após 24 anos.

"O senhor Grafstrom reiterou a posição da Fifa e dos organizadores para fazer a experiência do Irã na Copa do Mundo o mais impecável, produtiva e agradável possível", disse a entidade, em nota.

Segundo Grafstrom, foram discutidas questões operacionais, "como é feito com todos os associados classificados". Todos os jogos do Irã na primeira fase são nos Estados Unidos. "Nós estamos trabalhando muito próximos e com grande expectativa de recebê-los na Copa do Mundo", disse o Secretário-Geral da Fifa.

No seu informativo sobre a reunião, a FFIRI foi mais firme. "A diplomacia no futebol vai além do orgulho nacional. O Irã entrou na questão não partindo de uma posição de exigência, mas sim de lógica e dignidade", escreveu a entidade iraniana.

"O que torna este encontro diferente não é apenas o encontro em si, mas o caminho que percorreu. A principal conquista deste encontro talvez não esteja apenas no conteúdo das negociações, mas na imagem que foi criada do futebol iraniano. A imagem de uma gestão que demonstrou estar disposta a dialogar, mas não a recuar", concluiu.

Esta será a quarta participação do Irã em Copas do Mundo. A seleção iraniana integra o G. A estreia será diante da Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois, o adversário será a Bélgica, na mesma cidade. O time fecha a primeira fase em Seattle, contra o Egito. A base do Irã será em Tucson, no Arizona.

 

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DE MS PARA O MUNDO

De MS, 'cowboy de aço' ganha ouro na Copa do Mundo na Alemanha

Fernando Rufino garantiu lugar mais alto no pódio nos 200 m da classe VL2 e neste domingo (17) o Brasil marca presença em três finais, todas na paracanoagem

16/05/2026 20h00

Rufino concluiu os 200 m de sua prova em 53s44, com mais de 1 segundo de vantagem para o ucraniano

Rufino concluiu os 200 m de sua prova em 53s44, com mais de 1 segundo de vantagem para o ucraniano Reprodução/CBCa/Isabella Oliveira

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Neste sábado (16) o Brasil marcou presença duas vezes no topo do pódio na etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem, com o sul-mato-grossense Fernando Rufino, o "Cowboy de Aço", garantindo a dobradinha brasileira em território alemão. 

Antes dele, o baiano Isaquias Queiroz venceu os 500 metros da categoria C1 (canoa individual), enquanto o sul-mato-grossense garantiu o ouro nos 200 m da classe VL2 (canoa para atletas que utilizam braços e troncos para remar).

Rufino concluiu os 200 m de sua prova em 53s44, com mais de 1 segundo de vantagem para o ucraniano Andrii Kryvchun, que levou a prata. O britânico Edward Clifton completou o pódio. 

O Cowboy de Aço, apelido do canoísta brasileiro, que faz 41 anos no próximo dia 22 e é bicampeão paralímpico, perdeu parte dos movimentos das pernas depois de ser atropelado por um ônibus.

Ouro brasileiro

Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo uma dourada, Isaquias, de 32 anos de idade, finalizou os 500 m em 1min52s55, 10 centésimos a frente do chinês Ji Bowen, que o tinha superado na etapa de Szeged, na Hungria, há uma semana. 

E teve dobradinha brasileira no pódio alemão, já que o também baiano Gabriel Assunção, revelação de apenas 20 anos, garantiu o bronze, com tempo de 1min54s60.

Mais dois brasileiros foram ao pódio em Brandemburgo. Nos 200 m da classe KL1 (caiaque para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril), Luis Carlos Cardoso chegou em segundo, com tempo de 49s85, superado em quase 2 segundos pelo húngaro Peter Kiss, pentacampeão mundial e duas vezes medalhista de ouro paralímpico. O francês Remy Boulle levou o bronze. 

Natural do Piauí, o canoísta, que era dançarino antes de uma infecção na medula o tornar cadeirante, foi prata nas Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, e Paris, na França.

Nos 200 m da classe VL3 (canoa para atletas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas), Giovane Vieira de Paula ficou com o bronze, concluindo a prova em 49s. Ele ficou a menos de 15 centésimos do ucraniano Vladyslav Yepifanov (ouro). O britânico Stuart Wood terminou em segundo. 

O paranaense, prata nos Jogos de Paris, teve a perna esquerda amputada devido a um acidente de trem.

Neste domingo (17), o Brasil marca presença em três finais, todas na paracanoagem. 

Às 10h23 (horário de Brasília), a sul-mato-grossense Débora Benevides disputa medalhas nos 200 m da classe VL2. Em seguida, às 10h29, Rufino briga por outro pódio nos 200 m, agora no caiaque (KL2), e o paranaense Flavio Reitz também compete. 

Por fim, às 10h41, será a vez do paranaense Miqueias Rodrigues e do baiano Gabriel Porto nos 200 m da classe KL3 (caiaque para atletas com deficiência moderada de membros inferiores).

 

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