Esportes

DE MS PARA O MUNDO

De MS, 'cowboy de aço' ganha ouro na Copa do Mundo na Alemanha

Fernando Rufino garantiu lugar mais alto no pódio nos 200 m da classe VL2 e neste domingo (17) o Brasil marca presença em três finais, todas na paracanoagem

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Neste sábado (16) o Brasil marcou presença duas vezes no topo do pódio na etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem, com o sul-mato-grossense Fernando Rufino, o "Cowboy de Aço", garantindo a dobradinha brasileira em território alemão. 

Antes dele, o baiano Isaquias Queiroz venceu os 500 metros da categoria C1 (canoa individual), enquanto o sul-mato-grossense garantiu o ouro nos 200 m da classe VL2 (canoa para atletas que utilizam braços e troncos para remar).

Rufino concluiu os 200 m de sua prova em 53s44, com mais de 1 segundo de vantagem para o ucraniano Andrii Kryvchun, que levou a prata. O britânico Edward Clifton completou o pódio. 

O Cowboy de Aço, apelido do canoísta brasileiro, que faz 41 anos no próximo dia 22 e é bicampeão paralímpico, perdeu parte dos movimentos das pernas depois de ser atropelado por um ônibus.

Ouro brasileiro

Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo uma dourada, Isaquias, de 32 anos de idade, finalizou os 500 m em 1min52s55, 10 centésimos a frente do chinês Ji Bowen, que o tinha superado na etapa de Szeged, na Hungria, há uma semana. 

E teve dobradinha brasileira no pódio alemão, já que o também baiano Gabriel Assunção, revelação de apenas 20 anos, garantiu o bronze, com tempo de 1min54s60.

Mais dois brasileiros foram ao pódio em Brandemburgo. Nos 200 m da classe KL1 (caiaque para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril), Luis Carlos Cardoso chegou em segundo, com tempo de 49s85, superado em quase 2 segundos pelo húngaro Peter Kiss, pentacampeão mundial e duas vezes medalhista de ouro paralímpico. O francês Remy Boulle levou o bronze. 

Natural do Piauí, o canoísta, que era dançarino antes de uma infecção na medula o tornar cadeirante, foi prata nas Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, e Paris, na França.

Nos 200 m da classe VL3 (canoa para atletas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas), Giovane Vieira de Paula ficou com o bronze, concluindo a prova em 49s. Ele ficou a menos de 15 centésimos do ucraniano Vladyslav Yepifanov (ouro). O britânico Stuart Wood terminou em segundo. 

O paranaense, prata nos Jogos de Paris, teve a perna esquerda amputada devido a um acidente de trem.

Neste domingo (17), o Brasil marca presença em três finais, todas na paracanoagem. 

Às 10h23 (horário de Brasília), a sul-mato-grossense Débora Benevides disputa medalhas nos 200 m da classe VL2. Em seguida, às 10h29, Rufino briga por outro pódio nos 200 m, agora no caiaque (KL2), e o paranaense Flavio Reitz também compete. 

Por fim, às 10h41, será a vez do paranaense Miqueias Rodrigues e do baiano Gabriel Porto nos 200 m da classe KL3 (caiaque para atletas com deficiência moderada de membros inferiores).

 

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Futebol

Memphis publica mensagem em meio à renovação com Corinthians: 'Grandeza está a se revelar'

Nos bastidores, Corinthians e representantes do atacante avançaram nas negociações

29/07/2026 23h00

Memphis Depay

Memphis Depay

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Enquanto aguarda a conclusão das negociações para renovar seu contrato com o Corinthians, Memphis Depay deu sinais de que a permanência no Parque São Jorge está próxima.

Nesta quarta-feira, o atacante holandês publicou uma mensagem enigmática nas redes sociais e voltou a demonstrar identificação com o clube, alimentando a expectativa da torcida pelo anúncio oficial.

Em uma de suas contas no Instagram, o camisa 10 escreveu que está "esperando como todo mundo" e afirmou que "a grandeza está prestes a se revelar novamente".

Pouco depois, compartilhou uma imagem em que aparece usando uma corrente com o escudo do Corinthians, em uma referência ao ensaio fotográfico realizado para a revista Hypebeast.

As publicações ocorrem em meio aos últimos ajustes para a assinatura do novo vínculo entre o jogador e o clube.

A expectativa é que Memphis passe por uma bateria de exames médicos antes de ser oficialmente reintegrado ao elenco comandado por Fernando Diniz.

Nos bastidores, Corinthians e representantes do atacante avançaram nas negociações após chegarem a um entendimento sobre os principais termos do contrato.

O novo acordo deve ter duração de duas temporadas e prevê uma reestruturação financeira, incluindo o parcelamento dos valores que o clube ainda deve ao jogador.

Antes de voltar a atuar, Memphis será submetido aos protocolos médicos adotados pelo Corinthians para jogadores que retornam ao elenco após um período de ausência.

Caso seja aprovado nas avaliações e tenha a documentação regularizada, a tendência é que fique à disposição de Fernando Diniz para os próximos compromissos da equipe.

Aos 32 anos, o holandês disputou 14 partidas pelo Corinthians na temporada, com um gol e uma assistência. Desde que chegou ao clube, em 2024, soma 79 jogos, 20 gols, 15 assistências e três títulos conquistados com a camisa alvinegra.

Esportes

Infantino acusa críticos da Copa de espalhar ódio e diz: 'Futebol não é política, é união'

Manifestação foi divulgada após um Mundial marcado por questionamentos sobre a organização da competição

27/07/2026 23h00

Foto: Reprodução/X

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, decidiu responder às críticas que acompanharam a Copa do Mundo com uma defesa enfática do torneio e uma mensagem direta aos seus opositores. Em uma carta publicada nas redes sociais, o dirigente afirmou que o futebol deve servir como ponto de encontro entre diferentes povos e resumiu sua posição em uma frase: "Futebol não é política, é união."

A manifestação foi divulgada após um Mundial marcado por questionamentos sobre a organização da competição, realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Infantino acusou os críticos de estarem mais preocupados em atacar a entidade do que em reconhecer o impacto do torneio para milhões de torcedores.

"A todos vocês que deixaram de ver crianças, bebês, avós e pais se reunirem em torno desse belo esporte, peço desculpas por os jogos já terem acabado e por vocês terem perdido toda essa alegria e união", escreveu.

Em outro trecho, o presidente da Fifa endureceu o tom e afirmou que parte das críticas foi motivada por informações falsas.

"Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na Fifa, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo", afirmou.

Infantino também destacou a presença de seleções de países envolvidos em conflitos ou crises e usou esses exemplos para reforçar a ideia de que o futebol seria capaz de aproximar sociedades divididas. Na avaliação do dirigente, a participação dessas equipes demonstrou que o esporte pode ultrapassar barreiras políticas e diplomáticas.

A declaração ocorre em meio às críticas relacionadas às restrições de entrada nos Estados Unidos, que afetaram torcedores, integrantes de delegações e profissionais ligados ao torneio. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, por exemplo, foi impedido de entrar no país apesar de possuir visto válido.

O dirigente, porém, citou o caso do Irã para defender a atuação da Fifa. "O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol é sobre paz. Não é sobre política", afirmou.

As questões disciplinares também apareceram entre os assuntos abordados por Infantino. Embora não tenha mencionado diretamente o caso de Folarin Balogun, o presidente da Fifa fez referência a decisões de arbitragem e punições que provocaram questionamentos durante a competição.

O atacante dos Estados Unidos havia recebido cartão vermelho e, inicialmente, seria suspenso automaticamente. A punição, no entanto, foi retirada antes da partida seguinte da seleção americana, após uma intervenção que gerou críticas e levantou suspeitas de influência política sobre a entidade.

Infantino argumentou que decisões controversas fazem parte do futebol e afirmou que situações semelhantes ocorrem em algumas das principais ligas do mundo. Para o dirigente, as críticas à Fifa não consideram que a entidade atua em um cenário muito mais amplo e complexo.

Ao defender o saldo da Copa, o presidente da Fifa afirmou ainda que o torneio transcorreu com segurança e destacou a participação de torcedores de diferentes nacionalidades. Segundo ele, o Mundial foi marcado por "alegria e felicidade".

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