Esportes

DECISÃO

Supremo valida benefícios à Fifa previstos na Lei Geral da Copa

Supremo valida benefícios à Fifa previstos na Lei Geral da Copa

g1

08/05/2014 - 00h04
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Ricardo Lewandowski durante voto favorável à Lei Geral da Copa  (Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF)

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (07) validar os benefícios concedidos pelo governo brasileiro à Federação Internacional de Futebol (Fifa) previstos na Lei Geral da Copa.

Por unanimidade (onze votos a zero), os ministros consideram legal o fato de a União assumir responsabilidade civil por danos relacionados à Copa do Mundo e o pagamento de prêmios de R$ 100 mil com verba pública para ex-jogadores da seleção brasileira que atuaram em 1958, 1962 e 1970.

Em relação à isenção de gastos com processos judiciais para a Fifa, os ministros mantiveram a regra por dez votos a um - o único que discordou foi o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa (foto abaixo)

Para ele, a exoneração com despesas judiciais são "a ponta do iceberg" de "exonerações gigantescas que estão sendo concedidas" à Fifa. Barbosa disse que a Fifa ganhará "bilhões" e os brasileiros vão "ficar com a conta".

O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pela Procuradoria Geral da República ocorreu nesta quarta, a pouco mais de um mês para o início da Copa do Mundo que será realizada no Brasil.

Em junho do ano passado, a PGR pediu a suspensão de três artigos da Lei Geral da Copa: o que prevê que a União assumirá a responsabilidade por danos resultantes de incidentes relacionados à Copa do Mundo de 2014 (artigo 23); o que autoriza o pagamento de prêmios de R$ 100 mil e auxílios a ex-jogadores (artigos 37 a 43); e o que isenta a Fifa de pagar gastos com processos, honorários periciais e despesas judiciais (artigo 53).

Para a PGR, a União não pode se responsabilizar civilmente por atos da Fifa e por despesas processuais porque isso contraria a Constituição. O órgão destacou ainda que não se pode empenhar dinheiro público para pagar ex-jogadores.

O ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia Geral da União, defendeu as regras e disse que o Mundial tem potencial de movimentar R$ 183,2 bilhões. Segundo ele, o Brasil assumiu compromissos internacionais, que devem ser cumpridos.

O relator da ação, ministro Ricardo Lewandowski, disse que nenhum dos três itens questionados pela PGR contraria a Constituição.

Em relação à responsabilização da União, Lewandowski afirmou que a legislação atual já prevê que o Brasil assuma riscos em caso de terrorismo, por exemplo.

"Em situações de grave risco ou interesse público, pode o Estado ampliar a responsibilidade por danos de sua ação ou omissão. [...] Os recentes protestos contra Copa ou outros alvos que levaram multidões às ruas e às praças do país em junho de 2013 causando danos não só à propriedade pública, mas também à privada, geraram situações anormais que podem ocorrer de forma totalmente imprevisível. Só o prenúncio da realização já causou tumultos."

Segundo Lewandowski, a União "funcionará como asseguradora em favor de vítimas de danos incertos, excluídos os prejuízos que a própria encitade organizadora causar ou para os quais as vítimas tenham concorrido."

Sobre o prêmio aos jogadores, o relator comparou ainda que o Brasil concede pensão a ex-combatentes de guerra e seringueiros da Amazônia. "Parece justificada a intenção de legisladores em premiar a visibilidade positiva proporcionada por esse grupo restrito de atletas bem como evitar que sofram com penúria material, com a perda da dignidade pessoal, que ponha em cheque o profundo sentimento nacional em relação a seleções brasileiras."
O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, foi o único a se colocar contra os benefícios.

"O evento Copa do Mundo é evento privado, com potencial de renda para os entes e pessoas privadas extraordinário. Na casa de centenas de milhões de dólares. Bilhões, se levarmos em consideração os direitos de imagem que são cobrados de emissoras de televisão, rádio, do mundo inteiro. Tudo isso em benefício da Fifa. Toda espécie de produto em benefício dessa entidade ou seus associados. No contexto de uma entidade com essa capacidade extraordinária de gerar renda privada, faz sentido essa exoneração fiscal tão ampla com a motivação de que vai gerar benefícios à imagem do país?"
Outros ministros

Luís Roberto Barroso (foto abaixo) criticou, em seu voto, quem fica "torcendo contra".

"Eu teria muita frustração de contribuir para não conseguirmos cumprir nossos compromissos internacionais. [ ...] Tivemos improvisos, obras inacabadas, temos superado tantas dificuldades, mas somos o que somos, estamos onde estamos, e não haverá neve neste Natal. Só melhoramos, e andamos para frente. Não na velocidade desejada, mas na direção certa. Independentemente de objeção política deixou de ser uma questão de governo e passou a ser de nacionalidade, de o país fazer bem feito o que se comprometeu. Eu vejo com tristeza gente torcendo contra."

Teori Zavascki (foto abaixo) acrescentou que o Brasil também quis obter vantagem no acordo com a Fifa e os benefícios à entidade são, na verdade, uma contrapartida.

"O Brasil também quis vantagem. Foi um grande negócio o que se fez com a Fifa. A isenção de custas processuais e a assunção de efeitos de responsabilidade são cláusulas legais de contrapartida assumida pelo Brasil. Eu acho que tem que ser examinado sob essa perspectiva, de ser uma contrapartida."

futebol

Bola de Ouro abre votação para escolher maior de todos os tempos sem Pelé e Maradona

Entre os candidatos, Ronaldo Fenômeno é o único brasileiro

20/10/2026 22h00

Foto: Divulgação

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A revista France Football abriu uma votação popular para eleger o maior vencedor da história da Bola de Ouro. Batizada de B.O.A.T. (Ballon d’Or of All Time, ou Bola de Ouro de todos os tempos), a iniciativa reúne dez lendas do futebol que conquistaram o prêmio pelo menos duas vezes. Entre os candidatos, Ronaldo é o único brasileiro.

A eleição faz referência à expressão G.O.A.T. (Greatest of All Time), utilizada mundialmente para definir o maior atleta de todos os tempos em determinada modalidade. A proposta da revista é permitir que os torcedores escolham seu favorito entre alguns dos nomes mais marcantes da história da premiação.

Para participar, é necessário pagar 1 euro, cerca de R$ 5,60. A contribuição dá direito a uma fotografia icônica relacionada à Bola de Ouro e habilita o torcedor a concorrer a dois ingressos para a cerimônia da premiação em 2027. A votação será encerrada em 27 de outubro de 2026, e o resultado oficial está previsto para o dia seguinte.

Além de Ronaldo Fenômeno, a lista conta com outros nove nomes que marcaram diferentes gerações do futebol mundial. Lionel Messi, com oito conquistas oficiais da Bola de Ouro, e Cristiano Ronaldo, com cinco, estão entre os principais destaques da seleção.

Confira os dez candidatos e o número de Bolas de Ouro conquistadas:

  • Lionel Messi (Argentina): 8 títulos
  • Cristiano Ronaldo (Portugal): 5 títulos
  • Johan Cruyff (Holanda): 3 títulos
  • Michel Platini (França): 3 títulos
  • Marco van Basten (Holanda): 3 títulos
  • Ronaldo Fenômeno (Brasil): 2 títulos
  • Alfredo Di Stéfano (Argentina/Espanha): 2 títulos
  • Franz Beckenbauer (Alemanha): 2 títulos
  • Kevin Keegan (Inglaterra): 2 títulos
  • Karl-Heinz Rummenigge (Alemanha): 2 títulos

Apesar de reunir grandes nomes da história do futebol, a lista não contempla lendas como Pelé, Diego Maradona e Garrincha. A ausência está relacionada aos critérios históricos de elegibilidade da Bola de Ouro e às regras utilizadas para definir os candidatos desta votação.

Durante décadas, a premiação teve restrições que impediram jogadores de fora da Europa de concorrer. A elegibilidade foi ampliada em 1995 para incluir atletas de qualquer nacionalidade que atuassem em clubes europeus e, em 2007, passou a abranger jogadores de todo o mundo.

Desejo Europeu

Atleta de MS é preterido por gigantes do futebol inglês

O zagueiro Arthur Dias recebeu propostas sondagens de Arsenal e Tottenham, e é monitorado por outros clubes do futebol europeu

20/10/2026 10h20

Arthur Dias em treino da Seleção Brasileira

Arthur Dias em treino da Seleção Brasileira Foto: Reprodução / Instagram

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Uma das principais revelações do futebol brasileiro em 2026, o zagueiro sul-mato-grossense Arthur Dias despertou o interesse de diversos clubes europeus. Tottenham e Arsenal, da Inglaterra, estão entre os clubes interessados no jogador do Athletico Paranaense.

De acordo com o Terra, o Athletico Paranaense recusou, em setembro, uma proposta de € 21 milhões por 80% dos direitos de Arthur Dias. Segundo apuração da Agência RTI Esporte, a oferta foi apresentada pelo Tottenham.

Athletico pede cerca de € 30 milhões por Arthur Dias

A diretoria rubro-negra recusou a oferta e estabeleceu um valor próximo de € 30 milhões para negociar o zagueiro, de 19 anos. Caso a venda seja concretizada por esse valor, Arthur Dias se tornará a maior venda da história do clube paranaense.

Além do Tottenham, o Arsenal também demonstrou interesse na contratação de Arthur Dias. O interesse aumentou após a Data Fifa, quando o zagueiro recebeu sua primeira convocação para a Seleção Brasileira.

Na ocasião, o atleta entrou no final do segundo jogo contra a Austrália e foi titular no duelo contra a Índia, no qual atuou por 61 minutos.

Antes mesmo da convocação, Arthur Dias já havia despertado o interesse do Barcelona. Em abril, o clube espanhol enviou um olheiro ao Brasil para acompanhar de perto o zagueiro.

Com a convocação para a Seleção Brasileira, o interesse dos clubes europeus por Arthur Dias aumentou.

Segundo o site paranaense UmDois Esportes, durante a Data Fifa, o número de clubes interessados chegou a 10. Todos fazem parte das principais ligas europeias. Veja a lista:

  •  Tottenham — Inglaterra
  •  Newcastle — Inglaterra
  •  Nottingham Forest — Inglaterra
  •  Brentford — Inglaterra
  •  Atlético de Madrid — Espanha
  •  Atalanta — Itália
  •  Como — Itália
  •  Benfica — Portugal
  •  RB Leipzig — Alemanha
  •  Bayer Leverkusen — Alemanha
     

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