O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, admitiu que a entidade também cometeu erros na preparação para a Copa do Mundo no Brasil. Em entrevista à emissora britânica “BBC”, Valcke contou qual seria o maior erro da entidade nesses sete anos de preparação: "foi sobre os estádios privados e a questão das instalações temporárias. Acho que teremos que esclarecer qual o nível das instalações e quem é o responsável financeiro (por obras futuras) para não entrarmos de novo em uma discussão interminável", afirmou Valcke.
Apesar disso, ele não esclareceu quem pagou por essas estruturas em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo e disse que o principal problema é fazer com que esse tipo de estádio construa algo que não irá utilizar no futuro.
Sobre as tensões entre o Brasil e a Fifa durante a preparação para o Mundial, o secretário fez um mea-culpa, afirmando que os problemas não foram entre a entidade e o país, mas "foram problemas entre o Brasil e eu. Em uma ou duas ocasiões, acho que as palavras usadas por mim foram muito fortes, mas em uma parceria em que há tantas partes envolvidas, tensão às vezes é normal".
Valcke disse ainda que a Fifa, realmente, quase excluiu Curitiba da Copa do Mundo. Porém, segundo ele, a entidade tem que ter certeza que algo não será entregue para tirar uma cidade-sede e, no Brasil, as pessoas disseram "que entregariam no último minuto, mas entregariam".
Ele explicou que a expectativa de todos com o evento é de "perfeição" e que é por isso que a Fifa exige tanto dos países-sede. O secretário também comentou sobre os casos de corrupção e superfaturamento na construção dos estádios, mas se limitou a dizer que "não podemos interferir no que acontece no país, mas a Fifa exige que não haja nenhum tipo de corrupção" nas construções dos estádios.


