O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse hoje que a investigação sobre um suposto esquema de corrupção para favorecer o Qatar como país-sede da Copa de 2022 deve ser concluída até o final de junho.
O processo está sendo liderado pelo americano Michael Garcia, chefe da câmara de investigação da Fifa, e conta com a ajuda de um ex-funcionário do FBI e outro da CIA.
"Espero que a investigação seja logo concluída e que já tenhamos o resultado", afirmou o francês.
Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, é um dos envolvidos nas denúncias. "Precisamos encerrar isso logo para começar a definir as cidades e os detalhes da organização do evento", disse o cartola.
O então vice-presidente da Fifa, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, é o principal alvo das denúncias. De acordo com o jornal inglês 'The Telegraph', ele teria recebido US$ 1,2 milhão de Mohamed Bin Hammam, articulador e financiador da campanha do país árabe para receber o Mundial.
Documento do dia 15 de dezembro de 2010, duas semanas após a vitória do Qatar sobre EUA, Coreia do Sul, Japão e Austrália, comprovaria a transação entre os cartolas.
Nele, a Jamad, uma empresa de Warner, pede o pagamento de US$ 1,2 milhão à Kemco, de propriedade de Bin Hammam, por trabalhos realizados entre 2005 e 2010.


