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CARIOCA

Vasco vence o Botafogo reserva no primeiro clássico

Vasco vence o Botafogo reserva no primeiro clássico

g1

02/02/2014 - 20h10
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O primeiro clássico carioca em 2014 referendou o bom começo de ano do Vasco. O time esteve melhor no gramado do Maracanã no início da noite deste domingo e conseguiu uma justa vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, formado por jogadores reservas - os titulares foram preservados para a Libertadores. Thalles saiu do banco no segundo tempo para fazer o único gol da partida.

Com o resultado, o Vasco se manteve na segunda colocação, com 11 pontos, dois atrás do Flamengo, o líder do Carioca. O Botafogo, com apenas cinco, está em nono. A vitória cruz-maltina quebrou uma série de cinco partidas sem triunfo sobre rival.

Adilson Batista aprovou a atuação do Vasco, apesar de reconhecer a queda no aspecto físico nos minutos finais:

- Foi importante a terceira vitória seguida. Sabíamos que teríamos dificuldades pela repetição do time, até pelo aspecto físico. Foi notório nos últimos dez minutos do jogo. É importante ganhar para ir em busca do objetivo. Um clássico é sempre um jogo gostoso. A equipe trabalhou bem, teve mais volume no segundo tempo, estava um jogo bem controlado. No fim eles arriscaram com o Elias. No geral, gostei do que vi.

Do outro lado, Eduardo Hungaro lamentou o gol sofrido num momento em que, segundo ele, o Botafogo era superior:

- No primeiro tempo, a equipe sentiu o bom momento do Vasco, que fez dois bons jogos recentemente e encontrou uma maneira de jogar forçando pelo lado. Foi melhor. No segundo tempo, quando estávamos melhor, perdemos um gol (com Elias). No lance seguinte, o Vasco fez. O clássico se decide em detalhes. Poderíamos ter ganho, estivemos perto, mas perdemos. Mesmo sabendo que a vitória deles foi justa. O Vasco, no todo, foi melhor do que nós.

As duas equipes voltam a campo na quarta-feira, às 22h, mas por competições diferentes. O Alvinegro recebe o Deportivo Quito no Maracanã pela etapa prévia da Libertadores, em busca de vaga na fase de grupos. Precisa vencer por dois gols de diferença para avançar. O Vasco, pelo Carioca, visita o Volta Redonda.

Vasco melhor no primeiro tempo
Um ou outro detalhe, um ou outro erro no penúltimo lance, e assim o Vasco perdeu a chance de pular na frente no primeiro tempo. O time de Adilson Batista, completo, foi superior aos reservas do Botafogo. O goleiro Renan foi muito exigido. O empate nos 45 minutos iniciais decorreu da atuação dele.

O Vasco funcionou especialmente bem pelo lado esquerdo na primeira metade do duelo. Faltou Bernardo encaixar seus lances. Ele foi participativo, mas falhou repetidas vezes no primeiro tempo - o suficiente para amenizar a soberania vascaína. Mesmo assim, se alguém teve que agradecer pelo empate parcial, foi o Botafogo. Renan fez defesa impressionante em chute de Fellipe Bastos e depois voltou a agir em conclusão de Edmílson. A contrapartida da equipe comandada por Eduardo Hungaro foi quase nula. Gegê e Octávio não conseguiram abastecer Elias.

Thalles dá vitória ao Vasco

As duas equipes voltaram modificadas para o segundo tempo. Adilson Batista surpreendeu: tirou Bernardo e colocou Pedro Ken. Foi chamado de burro por parte da torcida. No Botafogo, saiu Octávio, entrou Wallyson. O predomínio cruz-maltino foi mantido nos primeiros dez minutos, mas depois o Botafogo conseguiu deixar o jogo mais aberto.

Os goleiros tiveram que trabalhar. Martín Silva foi bem em chute de Gegê. Renan salvou antes que bola saída da direita chegasse a William Barbio. Mas, das trocas, a que efetivamente surtiu efeito foi a entrada de Thalles no lugar de Fellipe Bastos. Cruzamento de Edmílson, aos 28 minutos, encontrou a cabeça do garoto, apoiado sobre Anderson. Ele não perdoou: 1 a 0 para o Vasco.

O Botafogo não encontrou o caminho para a reação. Quando conseguiu ameaçar, parou em Martín Silva, como aos 38 minutos, em chute de Wallyson. O Vasco, com uma maturidade que não teve em 2013, manteve a partida sob controle e garantiu a vitória no primeiro clássico em um ano de reconstrução.

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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