Esportes

Campeonato Baiano

Vitória e Bahia empatam no 1º clássico do ano

Vitória e Bahia empatam no 1º clássico do ano

terra

23/02/2014 - 17h43
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Em melhor situação neste início de temporada, o Vitória, mesmo como mandante, não conseguiu levar a melhor no primeiro clássico estadual do ano. No Estádio do Pituaçu, o Leão da Barra saiu na frente do marcador com Juan, mas permitiu o empate logo no início do segundo tempo. Fahel colocou a bola no fundo das redes e definiu o Ba-Vi: 1 a 1, resultado não tão bom para as duas equipes.

Após três vitórias consecutivas pelo Campeonato Baiano, o Vitória perde o aproveitamento de 100%, mas segue na liderança do Grupo 2, nesta segunda fase. O Leão da Barra tem 10 pontos, dois a mais do que Galícia e Vitória da Conquista, que também brigam por uma vaga nas semifinais. Agora, antes de voltar a jogar pelo Estadual, o time rubro-negro faz o segundo jogo das quartas pela Copa do Nordeste, contra o Ceará, nesta quinta-feira, às 22 horas (de Brasília).

O Bahia, por sua vez, também é líder do Grupo 3, beneficiado pela baixa pontuação da chave. O Tricolor de Aço, com o empate deste domingo, chegou aos cinco pontos ganhos, um a mais do que Juazeirense e Catuense. Com apenas o Campeonato Baiano para se preocupar, o time da Fonte Nova volta a campo apenas no dia 5 de março, contra o Galícia, também no Pituaçu.

O jogo
Embalado com a classificação às quartas de final da Copa do Nordeste, o Vitória manteve a boa fase nas três primeiras rodadas do Campeonato Baiano, chegando no clássico com 100% de aproveitamento. Além disso, o time rubro-negro ainda era mandante do primeiro Ba-Vi do ano. As apostas não poderiam ser diferentes: o Leão da Barra era o favorito, mesmo jogando no Pituaçu, já que o Barradão passa por reformas neste início de temporada.

Com a bola rolando, no entanto, o Bahia mostrou o motivo pelo qual todo clássico da Boa Terra parece ter um tempero especial. Em minoria no estádio, os torcedores tricolores viram seu time bater de frente com o rival, equilibrar as ações e por pouco não abrir o marcador. Ainda assim, o Vitória era ligeiramente superior e conseguiu fazer com que essa postura refletisse no placar.

Sob o apoio da torcida rubro-negra, o time comandado por Ney Franco marcou o primeiro gol do clássico aos 31 minutos do primeiro tempo. Marquinhos começou a jogada pela esquerda, limpou o marcador e cruzou para Dinei. O atacante dividiu com a zaga, não conseguiu cabecear, mas a bola sobrou para Juan, que apareceu bem dentro da área e bateu forte de esquerda para marcar.

O gol mudou o panorama do jogo. Se o Bahia antes tentava equilibrar as ações, agora, em desvantagem, o Tricolor de Aço passou a ser melhor do que o rival e só não marcou ainda no primeiro tempo porque o goleiro Wilson Júnior estava em tarde inspirada. Nos dois últimos minutos da etapa inicial, o atacante Marcão e o zagueiro Titi deram trabalho ao arqueiro rubro-negro.

Na volta do intervalo, no entanto, a história foi diferente. Logo no primeiro minuto, em cobrança de escanteio, a bola caiu nos pés de Titi dentro da pequena área, o zagueiro tentou de calcanhar, a bola não ganhou força, mas a zaga do Vitória também não afastou. Desta forma, Fahel aproveitou o bate-rebate e colocou no fundo das redes. Era o Bahia chegando à igualdade, definindo o resultado no Pituaçu.

Vitória da Conquista vence e embola Grupo 2 - Se o grupo da Bahia tem uma pontuação muito baixa, a situação na chave de seu rival rubro-negro é bastante diferente. Neste domingo, o Vitória da Conquista derrotou o Serrano, por 3 a 0, e chegou aos oito pontos. Desta forma, fica empatado com o Galícia na segunda posição, enquanto o Leão da Barra é o líder com dez.

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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