Esportes

Paralimpíadas de Los Angeles 2028

Yeltsin terá pela frente dois mundiais antes do sonhado tricampeonato

Medalhista de ouro em Paris, o sul-mato-grossense bateu seu próprio recorde na prova dos 1.500 m

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Yeltsin Jacques quer seguir o mesmo caminho e buscar o tricampeonato na Paralimpíada de Los Angeles 2028.
Vencedor de duas medalhas de ouro na prova dos 1.500 metros classe T11 (atletas cegos) de atletismo, conquistadas em Tóquio 2020 e Paris 2024, o atleta sul-mato-grossense terá pela frente dois mundias e os Jogos Parapan-Americanos para buscar a vaga na Paralimpíada, com objetivo de manter o primeiro lugar no pódio.

Ao Correio do Estado, o atleta de 33 anos falou sobre buscar sua preparação nos próximos quatro anos para participar de mais uma Paralimpíada.

“Minha meta principal agora é Los Angeles 2028. A gente vai ter neste meio de ciclo dois campeonatos mundiais e os Jogos Parapan-Americanos, mas o foco total é nos Jogos Paralímpicos, em busca do tricampeonato”, disse Yeltsin.

Em Paris, o campo-grandense bateu seu próprio recorde mundial na prova da conquista do ouro, tornando-se bicampeão paralímpico dos 1.500 metros.

Yeltsin e o guia Guilherme Ademilson concluíram a prova em 3m55s82, tempo menor que o estabelecido pelo recorde anterior do atleta de MS, que era de 3m57s60, conquistado na Paralimpíada de Tóquio 2020.

O pódio dos 1.500 m teve dobradinha brasileira, com Julio Cesar Agripino conquistando o bronze com o guia Micael dos Santos, concluindo a prova em 4m04s03. A prata ficou com o etíope Yitayal Silesh Yigzaw, que finalizou em 4m03s21.

Além do ouro, Jacques também foi ao pódio na prova dos 5.000 m, conquistando a medalha de bronze nessa categoria com a marca de 14min52s61.

O primeiro lugar ficou com Júlio Cesar Agripino, que passou pela linha de chegada com o tempo de 14min48s85, a segunda colocação foi alcançada pelo atleta japonês Kenya Karasawa, com 14min51s48.

“A sensação de conquistar mais estas duas medalhas para o Brasil e o bicampeonato é muito gratificante, agradeço a todos que fizeram parte da minha equipe. Chegar nestas conquistas já é muito difícil, e manter é muito mais difícil. Exigiu muita preparação, treinamento, esforço e muita abdicação”, declarou o atleta de MS.

Yeltsin também enaltece o resultado final dos atletas paralímpicos brasileiros, que alcançaram o quinto lugar no quadro geral de medalhas nesta edição dos Jogos. “Para mim, é sensacional fazer parte do histórico quinto lugar, estar somando com toda esta construção do esporte paralímpico, que traz orgulho para todos os brasileiros”.

Com as duas medalhas conquistadas em Paris 2024, Yeltsin tem no total quatro medalhas em paralimpíadas.

Na edição passada, em Tóquio, Jacques conquistou o ouro nos 1.500 m e nos 5.000 m da classe T11.

MUNDIAL E PARAPAN

Em maio, o atleta sul-mato-grossense conquistou o título mundial de atletismo, em Kobe, no Japão. A medalha dourada veio após Yeltsin completar a prova dos 5.000 m classe T11 em 14min53s97, atual recorde mundial do percurso.

O melhor tempo até então era do japonês Kenya Karasawa, de 14min55s39.
Na disputa pela medalha dos 1.500 m no Mundial de Kobe, Yeltsin sofreu com uma queda na final, que o levou a ser desclassificado. 

Ao todo, em campeonatos mundiais de atletismo, Yeltsin tem cinco medalhas, sendo duas de ouro, dos 5.000 m em Kobe e dos 1.500 m em Paris, conquistada no ano passado, além de uma medalha de prata e duas de bronze no Mundial de Lyon, em 2013.

Nos Jogos Parapan-Americanos, o campo-grandense é bicampeão dos 1.500 m e dos 5.000 m. No Parapan do Chile, em 2023, Yeltsin Jacques, com os atletas-guias Edelson Ávila e Guilherme Ademilson Santos, comandou a prova de ponta a ponta, garantindo o ouro nos 5.000 m, conquista que foi alcançada pelo atleta pela primeira vez nos Jogos de Toronto 2015 pela classe T12.

Nos 1.500m, Yeltsin conquistou suas duas medalhas de ouro no Parapan de Toronto 2015 e de Lima 2019.
Em Santiago 2023, o atleta chegou na segunda colocação na final dos 1.500 m, porém, foi desclassificado pelos juízes da prova, que alegaram que Yeltsin cometeu uma infração na reta final de prova.

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FÓRMULA 1

Grid de largada do GP de Barcelona têm Russell na pole e Bortoleto em 12º

Brasileiro terminou o Q2 apenas com a 12ª posição e não conseguiu confirmar a vaga entre os dez melhores para o grid de largada

13/06/2026 23h00

 Russell superou Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes), e formaram as três primeiras posições

Russell superou Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes), e formaram as três primeiras posições Foto: Divulgação / formula1.com

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George Russell, o britânico da Mercedes, conquistou a terceira pole position da temporada na manhã deste sábado (13), após treino classificatório no Circuito de Barcelona-Catalunha, na cidade de Montmeló. Já o brasileiro Gabriel Bortoleto conseguiu a 12ª posição e foi eliminado no Q2.

Enquanto o piloto na terceira posição do campeonato cresceu nos momentos finais e liderou o Q2 e Q3, o cenário é diferente do lado do Brasil, já que na última semana, em Mônaco, Bortoleto não conseguiu disputar a segunda fase após sofrer um acidente e ficou em 16º.

Com o tempo de 1min14s679, Russell superou Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes), e formaram as três primeiras posições. Lando Norris (McLaren), Max Verstappen (Red Bull), Isack Hadjar (Red Bull), Oscar Piastri (McLaren), Liam Lawson (Racing Bulls), Nico Hülkenberg (Audi) e Charles Leclerc (Ferrari) completam as dez primeiras colocações.

Já o brasileiro Gabriel Bortoleto conseguiu a 12ª posição e foi eliminado no Q2. Na última semana, em Mônaco, ele não conseguiu disputar a segunda fase após sofrer um acidente e ficou em 16º.

Q1 sem surpresas

A disputa no treino classificatório começou sem grandes surpresas no Circuito de Montmeló, com Lewis Hamilton (Ferrari), George Russell (Mercedes) e Charles Leclerc (Ferrari) garantindo os melhores tempos. O heptacampeão fez 1min15s625 e garantiu a primeira colocação.

O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, garantiu a 14ª posição e conseguiu passar para o Q2, com 1min16s616. Na última semana, em Mônaco, o jovem piloto até conseguiu passar para a segunda etapa, mas errou em um dos trechos, sofreu um acidente nos últimos instantes e não pôde participar.

Já o experiente Fernando Alonso, da Aston Martin, vai largar na última colocação dentro de casa. Bicampeão da Fórmula 1, o piloto teve a pior colocação no grid de largada no GP de Barcelona, após terminar em 20º na corrida de 2022.

Os eliminados do Q1 foram: Esteban Ocon (Haas), Alexander Albon (Williams), Sérgio Pérez (Cadillac), Valtteri Bottas (Cadillac), Lance Stroll (Aston Martin) e Fernando Alonso (Aston Martin).

Bortoleto eliminado no Q2

O brasileiro terminou o Q2 apenas com a 12ª posição e não conseguiu confirmar a vaga entre os dez melhores para o grid de largada. O jovem teve desempenho semelhante durante o TL1 e o TL3. Apenas durante o segundo treino livre ele conseguiu estar entre os primeiros, fechando com a 8ª colocação.

Já a liderança ficou com George Russell, com 1min15s228. Ele foi seguido por Charles Leclerc e Kimi Antonelli. Líder do Q1, o britânico Lewis Hamilton ficou com a 5ª posição.

Os eliminados do Q2 foram, respectivamente: Arvid Lindblad (Racing Bulls), Gabriel Bortoleto (Audi), Franco Colapinto (Alpine), Pierre Gasly (Alpine), Oliver Bearman (Haas) e Carlos Sainz (Williams).

Q3 tem acidente com Leclerc

Em mais um final de semana frustrante, o monegasco Charles Leclerc sofreu outro acidente em circuito. Na tentativa de volta mais rápida, o piloto da Ferrari saiu de traseira e colidiu contra o muro.

Durante o GP de Mônaco, no último domingo (7), ele perdeu o controle na curva Antony Noghès durante a relargada e abandonou a prova na volta 65.

Na última tentativa, os pilotos da Mercedes protagonizaram mais uma disputa acirrada na pista. Kimi Antonelli tinha o melhor desempenho, mas foi ultrapassado pelo companheiro George Russell, com 1min14s679. Com uma ótima performance, o experiente Lewis Hamilton se "infiltrou" entre os rivais e conquistou a segunda posição, com 1min14s743.

COMO FICOU O GRID DE LARGADA NO GP DE BARCELONA NA FÓRMULA 1

1. George Russell (ING/Mercedes), 1min14s679

2. Lewis Hamilton (ING/Ferrari), 1min14s743

3. Kimi Antonelli (ITA/Mercedes), 1min14s998

4. Lando Norris (ING/McLaren), 1min15s001

5. Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min15s021

6. Isack Hadjar (FRA/Red Bull), 1min15s077

7. Oscar Piastri (AUS/McLaren), 1min15s090

8. Liam Lawson (NZL/Racing Bulls), 1min16s542

9. Nico Hülkenberg (ALE/Audi), 1min16s657

10. Charles Leclerc (MON/Ferrari), sem tempo

11. Arvid Lindblad (ING/Racing Bulls), 1min15s840

12. Gabriel Bortoleto (BRA/Audi), 1min16s001

13. Franco Colapinto (ARG/Alpine), 1min16s191

14. Pierre Gasly (FRA/Alpine), 1min16s261

15. Oliver Bearman (ING/Haas), 1min16s389

16. Carlos Sainz (ESP/Williams), 1min17s827

17. Esteban Ocon (FRA/Haas), 1min17s073

18. Alexander Albon (TAI/Williams), 1min17s424

19. Sérgio Pérez (MEX/Cadillac), 1min17s545

20. Valtteri Bottas (FIN/Cadillac), 1min17s757

21. Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min18s758

22. Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), 1min18s815

ESPORTES

Seleção brasileira masculina chega à semifinal do Mundial de goalball

Brasileiros superaram a Ucrânia por 7 a 1 e enfrentam os donos da casa neste domingo, às 3h (horário do Mato Grosso do Sul)

13/06/2026 22h00

Se for à decisão, Brasil garante vaga na Paralimpíada de Los Angeles

Se for à decisão, Brasil garante vaga na Paralimpíada de Los Angeles Reprodução/Brenda Mendes/CBDV

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Neste sábado (13), a seleção masculina de goalball - modalidade praticada por atletas com deficiência visual - se classificou à semifinal do Campeonato Mundial de Hanghzou (China), mostrando que não é somente no futebol que o Brasil quer conquistar o mundo em 2026.

Os brasileiros superaram a Ucrânia por 7 a 1 e enfrentam os donos da casa neste domingo, às 4h (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, na sigla em inglês) no YouTube transmite ao vivo.

No goalball, são três atletas de cada lado. Todos usam vendas, para evitar que aqueles de baixa visão tenham vantagem sobre os totalmente cegos. A bola tem um guizo, que permite aos jogadores escutarem onde ela está para poderem defender os arremessos.

São dois tempos de 12 minutos, mas acaba antes se uma das equipes abrir dez gols de diferença.

A vitória brasileira teve gols de André (três), Leomon (dois), Parazinho e Paulo. O triunfo teve gosto de revanche. Os quatro artilheiros fizeram parte da seleção medalhista de bronze na Paralimpíada de Paris (França), em 2024, superada pela própria Ucrânia na semifinal.

Atual tricampeão mundial, o Brasil é o país com mais títulos da competição entre os homens. Se vencer a China na reedição da última final e se classificar à decisão, a seleção já garante vaga para os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, para buscar o segundo ouro paralímpico na história. O primeiro veio em Tóquio (Japão), em 2021.

O Brasil também esteve representado nas quartas de final do Mundial feminino, que ocorre simultaneamente ao masculino em Hanghzou. A seleção verde e amarela não resistiu à Turquia, atual campeã, mas ainda pode buscar a vaga paralímpica nos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru), em 2027.

Após um empate emocionante por 4 a 4 no tempo normal, com Victória Amorim (dois), Jéssica e Moniza marcando os gols brasileiros, a decisão da classificação à semifinal foi para os pênaltis - no goalball, o atleta de um time arremessa e o da outra equipe tenta defender sozinho. As turcas, campeãs paralímpicas em Paris, fizeram 3 a 2 e levaram a melhor.

 

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