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ESTADUAL 2019

Zagueiro marca contra, briga, é expulso e Comercial perde em casa

Zagueiro marca contra, briga, é expulso e Comercial perde em casa

RAFAEL RIBEIRO

27/01/2019 - 17h58
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O Comercial entrou em campo na tarde deste domingo (27) no Morenão sonhando em continuar na briga pela liderança do Estadual 2019. Mas, em dia para se esquecer do zagueiro André Bahia, o Colorado acabou sucumbindo para o Aquidauanense por 1 a 0, na abertura da terceira rodada.

Se o futebol é feito por protagonistas, como diz o ditado, André Bahia teve o seu status de vilão. O camisa 4 colorado marcou contra o único gol do jogo, ainda no primeiro tempo. Na saída para o intervalo, trocou ofensas e quase agressões com Paulo Roberto, seu próprio colega de equipe e, ao voltar para a etapa final, foi expulso.

Atuação esquecível em um dia muito abaixo do esperado do Comercial, que com o resultado perde sua invencibilidade no campeonato - vinha de uma vitória e um empate.

Melhor para a Aquidauanense. Recém-promovida da segunda divisão, o Azulão do interior alcança a liderança provisória do certame, com sete pontos. Para permanecer na ponta, depende de um tropeço do Águia Negra, único clube com 100% de aproveitamento e que encerrará a rodada deste domingo diante do Corumbaense, em Rio Brilhante, às 19h.

Foi um início de jogo muito abaixo do Manda Brasa, que assustou os 455 torcedores presentes (renda de R$ 3,2 mil). O time do técnico Mário Tilico, que repetiu a base do ano passado e vinha mostrando um futebol envolvente, foi presa fácil do Azulão. Tinha dificuldades na armação de suas jogadas e oferecia os contra-ataques para os interioranos, que aproveitariam uma das chances de maneira inusitada.

O fatídico lance veio aos 33 minutos de jogo. O Aquidauanense teve falta pelo lado direito do campo, na intermediária da área. Uelison Santana, o maestro do time interiorano, lançou para o miolo da área e André Bahia, o nome do dia, subiu mais que os rivais para testar. Contra a própria meta.

O gol contra pareceu desmonorar qualquer chance que ainda restava o Comercial. Para piorar, na saída de campo no intervalo, André Bahia e Paulo Roberto se estranharam e só não chegaram as vias de fato pela intermediação da turma do deixa disso.

Briga no próprio elenco, gol contra e futebol apático: um dia para se esquecer no Manda Brasa (Álvaro Rezende/Correio do Estado)

Tilico bem que tentou. Na volta ao campo sacou Paulo Roberto, mas a arbitragem estava de olho. Expulsou André Bahia, compliando ainda mais as chances coloradas.

No segundo tempo, apesar do Comercial se acertar dentro de campo (evitando assim tomar mais gols), o sólido esquema azulino impedia chances de gols rivais, diminuiu seu próprio ritmo e cozinho o jogo o suficiente para garantir os três pontos. 

"Jogador tem que ser espero. Eu cobrei deles. No intervalo e ir direto para o vstiário, sentar e esperar as orientações do treinador, não tirar satisfações assim, na frente de todo mundo. Tem que ter esse entendimento que nem sempre se ganha. As derrotas acontecem. Já cobrei e vou cobrar mais deles", disse Tilico à 'TV Morena', na saída do campo, comentando sobre a briga entre seus atletas. 

A chuva que caiu sobre o Morenão tampouco ajudou o Manda Brasa e seu jogo de toque rápido e futebol de velocidade, ajudando a selar o primeiro revés na competição.

Na próxima rodada, o Aquidauanense volta a campo na quarta-feira (30), em duelo contra o Chapadão do Sul, na casa do rival, às 16h.

O Comercial busca a reabilitação no mesmo dia, mas às 20h10, em confronto com o Urso, novamente no Morenão.

RODADA

A terceira rodada do estadual foi marcada por adiamento de partidas. Dois jogos programados para o último sábado (26), Sete de Dourados x União ABC e Novo x Operário de Dourados, foram adiados pela federação.

Juntam-se ao confronto entre Urso e Operário, que também havia tido sua data alterada. Os três jogos não têm previsão de realização.

Neste domingo, o Chapadão do Sul recebeu o Costa Rica em casa, no clássico interiorano, e acabou perdendo por 2 a 1.

O Costa Rica, dono do elenco mais caro e que mais investiu, de novo, quebra desse jeito seu jejuns de vitórias na temporada. E também um jejum de triunfos na casa do rival, onde nunca saiu vitorioso antes na história.

LUTO

Morre o ex-jogador Leivinha, tio do volante douradense Lucas Leiva

Mesmo que a causa da morte não tenha sido oficializada, o ídolo do Palmeiras e Atlético de Madrid vinha lutando contra o Alzheimer há anos

04/06/2026 15h30

Leivinha (à esquerda) é tio de Lucas Leiva (à direita), nascido em Dourados

Leivinha (à esquerda) é tio de Lucas Leiva (à direita), nascido em Dourados Foto: Montagem

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O ex-jogador João Leiva Campos Filho, conhecido como Leivinha, morreu na tarde desta quinta-feira (04), no interior paulista. O ídolo do Palmeiras e do Atlético de Madrid (ESP) era tio de Lucas Leiva, ex-volante nascido em Dourados e que construiu a carreira no futebol europeu.

A morte foi anunciada pelo clube alviverde pelo qual jogou entre 1971 e 1975 e, como o próprio Palmeiras cita, foi “um meia-atacante de toques rápidos e excelente finalização, presente entre os 15 maiores artilheiros da história do clube e entre os cinco que mais foram às redes pelo Verdão no Campeonato Brasileiro”.

Mesmo que seja parente próximo de um sul-mato-grossense, Leivinha nasceu em Novo Horizonte, no estado paulista. Em novembro de 2013, poucos meses antes da Copa do Mundo no Brasil, Lucas Leiva vivia a expectativa de poder ser convocado por Felipão e seu tio ex-jogador aproveitou para mandar um recado ao sobrinho.

“O importante é estar no grupo. O Luiz Gustavo está muito bem e deve ser o titular da posição na Copa, mas o Lucas é, com certeza, um reserva à altura”, disse na época.

Vale destacar que Leivinha esteve no elenco da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1974. Devido a problemas físicos e frequentes lesões, o ídolo palmeirense foi forçado a encerrar sua carreira em 1979, com apenas 29 anos. 

Pouco tempo depois do Palmeiras anunciar a morte do ex-jogador, Lucas Leiva se posicionou nas redes sociais. “Tenho certeza que vai fazer muito gol de cabeça no céu. Descanse em paz, tio”, lamentou.

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Postura

Marquinhos defende geração da seleção e cita aprendizado com derrotas

Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos

03/06/2026 23h00

Marquinhos, zagueiro da seleção brasileira

Marquinhos, zagueiro da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Aos 32 anos, Marquinhos será o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em sua terceira participação em um Mundial, o zagueiro do PSG, recém-campeão da Liga dos Campeões, afirmou que ainda não considera justo classificar sua geração, da qual fazem parte Neymar e Casemiro, como fracassada em Copas do Mundo.

"Vejo muitas reportagens com antigos campeões que fizeram parte de ciclos que não conseguiram vencer e depois participaram de campanhas vencedoras. Eles usam essa experiência de não ter conquistado o título, de sentir a dor da eliminação, como motivação. Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos.

O defensor admitiu que o momento em que o Brasil chega à Copa de 2026, disputada na América do Norte, é diferente das edições de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, quando a seleção figurava entre as principais favoritas ao título.

"Não faz sentido comparar com outras Copas. Chegamos bem em outras edições, com grandes expectativas, e não conseguimos vencer. Este é um momento muito diferente. O futebol entrega surpresas. Os últimos campeões mostraram isso. Souberam crescer durante a competição. Já vivi isso na Champions League: começamos sem estar tão bem e acabamos campeões. O importante não é como se começa, mas como se termina", afirmou.

Líder do elenco ao lado de Danilo, Casemiro, Alisson e Vinícius Júnior, Marquinhos defendeu que os jogadores mais experientes não devem assumir o papel de donos da verdade dentro do grupo. Enquanto ele concedia entrevista, os atacantes Rayan e Endrick, ambos de 19 anos, acompanhavam a coletiva na sala de imprensa do hotel onde a delegação brasileira está hospedada.

"Talvez não caiba apenas aos veteranos pensar que são os donos da verdade e que, por terem mais experiência, precisam ensinar tudo aos mais jovens. Todos nós temos responsabilidades. Eu falo muito da minha experiência no clube. Lá também temos um elenco com média de idade baixa, mas preparado para grandes desafios", disse.

O ABRAÇO EM GABRIEL MAGALHÃES

Viralizou no sábado, 30, o abraço que Marquinhos deu em Gabriel Magalhães após o zagueiro do Arsenal desperdiçar o pênalti que garantiu o título da Liga dos Campeões ao PSG. O capitão da seleção lembrou imediatamente do pênalti que perdeu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, na eliminação para a Croácia

"Acho que não cabe a mim falar sobre como ele está se sentindo. Não sei a dimensão exata do que ele viveu. Perder um pênalti em uma Copa do Mundo tem um peso muito grande. É uma cicatriz que eu também carrego. O melhor é que ele responda por si mesmo", disse.

"Na minha opinião, ele foi o melhor zagueiro do mundo nesta temporada. Não merecia carregar esse peso sozinho. Todos querem fazer o melhor, mas nem sempre conseguimos. Nada daquele momento apaga a temporada que ele fez. Vamos precisar muito dele aqui, e espero que consiga assimilar isso o mais rápido possível", afirmou.

Marquinhos disse ter se surpreendido com a repercussão do gesto, que considerou natural. Assim que Gabriel perdeu a cobrança, em vez de comemorar o título com os companheiros, correu em direção ao colega de seleção para confortá-lo.

"Ele me mandou uma mensagem agradecendo pelo apoio e pelo abraço Posso dizer que a maior vitória daquela noite foi justamente a repercussão que isso teve. Minha mãe ficou orgulhosa, minha esposa, meus irmãos, toda a minha família. Essa foi a minha maior vitória naquela noite. Nós, jogadores, precisamos seguir em frente rapidamente. Quando ganhamos um título, também não podemos comemorá-lo para sempre", concluiu.

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