Curiosidades da Natureza

A maior ave do mundo tem presas de dinossauro; a menor mede só 5 cm e pesa 2 gramas

Uma pesa 70 quilos e é letal, a outra parece um inseto voando.

O zunzuncito pesa menos que uma moeda pequena, cabe na palma da mão e vive em Cuba. Já o casuar fica no outro extremo: essa ave enorme das florestas tropicais pesa mais de 70 quilos e possui garras que lembram as de dinossauros.

Essas duas espécies representam os extremos de tamanho no mundo das aves, cada qual adaptada para viver em condições bem distintas. Enquanto uma flutua entre flores com batidas de asas quase invisíveis, a outra atravessa a vegetação densa usando força bruta e pernas poderosas.

O menor pássaro do mundo cabe numa mão

O zunzuncito, também chamado de colibrí abeja, tem nome científico Mellisuga helenae e vive apenas em Cuba, onde ocupa bosques e áreas de vegetação rasteira. Um exemplar adulto mede entre 5 e 6 centímetros e pesa entre 1,6 e 2 gramas — o suficiente para parecer, à primeira vista, um inseto voando entre as flores.

Suas plumas iridescentes e o bater de asas em alta frequência permitem que ele permaneça suspenso no ar enquanto suga o néctar. Com isso, o zunzuncito atua como polinizador nos ecossistemas onde vive e transporta pólen de uma planta a outra.

Um gigante que não voa, mas impressiona pela força

No extremo contrário encontra-se o casuar, encontrado nas matas da Austrália, da Papua-Nova Guiné e de ilhas próximas. Incapaz de voar, o animal tem em compensação um porte físico avantajado, podendo alcançar 1,8 metro de altura e ultrapassar os 70 quilos de peso.

A garra central do casuar mede cerca de 12 centímetros e é comparada às garras de dinossauros extintos. Ela serve como arma quando o animal se sente ameaçado.

Diante de perigo, ele aplica chutes rápidos com as pernas fortes. Casos assim são raros, mas quando acontecem — geralmente quando alguém se aproxima demais do animal — podem resultar em lesões sérias.

Um papel ecológico além da fama de perigosa

Apesar do temperamento defensivo, o casuar cumpre função essencial nas florestas onde vive. Como se alimenta de frutos, a ave dispersa sementes das quais várias árvores tropicais dependem para se reproduzir.

A ave também se desloca a quase 50 km/h em terra firme e nada bem o suficiente para atravessar rios, o que facilita seu deslocamento pela vegetação densa das matas onde habita.

Duas estratégias opostas de sobrevivência

O zunzuncito sobrevive pela leveza e pela agilidade no ar, enquanto o casuar aposta em massa corporal e capacidade de defesa física. Uma pesa menos que uma moeda pequena; a outra ultrapassa a marca dos 70 quilos sem nunca decolar do chão.

Cada uma dessas aves ocupa um nicho ecológico próprio, moldado por milhões de anos de adaptação ao ambiente em que vive. A distância entre os 2 gramas do colibrí cubano e o peso do gigante das florestas tropicais mostra o quanto a evolução das aves pode variar dentro do mesmo grupo animal.

Caso de Justiça

Aos 83 anos, mulher é demitida após trabalhar 53 anos como doméstica sem receber salário

Justiça determinou indenização.

26/09/2026 13h13

Foto: Gabriel Frank/Pexels

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Uma trabalhadora doméstica de 83 anos conquistou o direito a R$ 200 mil em indenização após passar mais de cinco décadas em uma residência de Santos. No litoral paulista, sem contrato formal e sem receber remuneração.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que reconheceu todo o período de trabalho, entre 1972 e 2025, como relação de emprego válida. Aos 30 anos de idade, ela ingressou na casa em 1º de julho de 1972 e ali permaneceu até 13 de março de 2025, quando foi dispensada.

Ao longo de todos aqueles anos, seu sustento limitou-se a moradia e alimentação — nada além disso foi oferecido em troca dos serviços domésticos prestados diariamente.

A investigação por trabalho análogo à escravidão

O Ministério Público do Trabalho abriu inquérito para examinar se havia dimensão coletiva no caso, isto é, se a família submetia outros funcionários às mesmas condições. Uma audiência foi marcada para 19 de outubro, com objetivo de discutir medidas que impeçam o empregador de repetir tal prática com novos trabalhadores.

Entre as provas apresentadas ao tribunal estava uma notificação extrajudicial na qual a patroa descrevia a mulher como funcionária há aproximadamente 50 anos, realizando tarefas domésticas com muita presteza e cuidado. Esse documento foi crucial: contradisse a alegação da defesa de que tudo havia sido apenas uma relação familiar ou assistencial, sem vínculo trabalhista.

Os juízes consideraram o registro como reconhecimento implícito do emprego.

Sinais de negligência e continuidade do trabalho

Documentos apresentados ao processo evidenciaram a situação de vulnerabilidade vivida pela doméstica. A defesa mencionou visíveis sinais de desnutrição, e imagens anexadas à ação mostravam condições precárias de habitação. Além disso, um documento de 1994 indicava que a antiga empregadora a considerava semianalfabeta e dizia que ela não tinha, na época, para onde ir.

Quando a antiga empregadora faleceu em 2006, a mulher permaneceu no imóvel trabalhando para os herdeiros, agora como caseira. O tribunal teve que resolver uma questão técnica: uma decisão anterior havia limitado a indenização apenas aos períodos posteriores a outubro de 2020, baseando-se na prescrição trabalhista de cinco anos.

O TRT-2 reverteu essa sentença, argumentando que a caracterização de trabalho análogo à escravidão afasta a aplicação da prescrição, legitimando assim o cálculo indenizatório sobre toda a trajetória entre 1972 e 2025.

Atualização

WhatsApp confirma celulares que deixarão de rodar o aplicativo a partir de outubro

A partir do próximo dia 26

26/09/2026 12h22

Foto: Pixabay/Pexels

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A partir de outubro de 2026, o WhatsApp exigirá Android 6 ou superior para funcionar normalmente. Com isso, smartphones mais antigos que não receberam atualizações do sistema operacional deixarão de ter suporte. A medida busca garantir segurança, desempenho e compatibilidade com novas funcionalidades que esses equipamentos não conseguem suportar tecnicamente. Para usuários de iPhone, a mudança acontecerá em duas etapas.

Até 30 de novembro de 2026, o WhatsApp manterá suporte para iOS 15.1 ou superior. A partir dessa data, a versão mínima exigida passará para iOS 15.5, o que deixará sem suporte os iPhones que não puderem ser atualizados para esse nível.

Quais celulares ficarão sem o aplicativo

A compatibilidade não depende apenas da antiguidade do modelo, mas da versão do sistema operacional instalada e da capacidade real de atualizá-lo. Um telefone lançado há mais de uma década pode continuar funcionando se recebeu as atualizações necessárias e alcançou os requisitos mínimos.

Entre os celulares Android que perderão suporte estão o Samsung Galaxy S3, o Galaxy S4 Mini, o Galaxy Note 2, o Galaxy Core e o Galaxy Trend Lite. Também ficarão sem o aplicativo o Motorola Moto G e o Moto E de primeira geração.

Além de modelos da LG, como Optimus G, Optimus L5, Optimus L7, Optimus F7 e Lucid 2.

A lista inclui ainda o Nexus 4, LG G2 Mini e dois equipamentos Sony: Xperia Z e Xperia SP. A Meta esclarece que alguns desses modelos podem manter o acesso caso tenham recebido atualizações de sistema operacional posteriores ao lançamento original. Por isso recomenda verificar qual versão está instalada antes de desistir da compatibilidade.

Por que Meta retira suporte de celulares antigos

Dispositivos muito antigos deixam de receber atualizações de segurança e não possuem capacidade técnica para rodar novas funcionalidades. Recursos como inteligência artificial, videochamadas aprimoradas e proteções expandidas de dados exigem processamento e memória que celulares lançados há mais de dez anos não conseguem oferecer.

Manter o suporte nesses equipamentos criaria risco à segurança e limitaria a experiência do usuário, e por isso, a Meta revisa periodicamente os requisitos técnicos.

O que fazer antes de perder acesso

Meta recomenda aos usuários fazer backup de chats, fotos, vídeos e documentos armazenados no aplicativo antes que a mudança entre em vigor. Para verificar se o aparelho será compatível, basta acessar as configurações do dispositivo e conferir qual versão de Android ou iOS está instalada.

Se o celular não puder ser atualizado para atender aos requisitos mínimos do WhatsApp, será necessário trocar de aparelho para continuar usando o aplicativo.

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