Atualização

WhatsApp confirma celulares que deixarão de rodar o aplicativo a partir de outubro

A partir do próximo dia 26

A partir de outubro de 2026, o WhatsApp exigirá Android 6 ou superior para funcionar normalmente. Com isso, smartphones mais antigos que não receberam atualizações do sistema operacional deixarão de ter suporte. A medida busca garantir segurança, desempenho e compatibilidade com novas funcionalidades que esses equipamentos não conseguem suportar tecnicamente. Para usuários de iPhone, a mudança acontecerá em duas etapas.

Até 30 de novembro de 2026, o WhatsApp manterá suporte para iOS 15.1 ou superior. A partir dessa data, a versão mínima exigida passará para iOS 15.5, o que deixará sem suporte os iPhones que não puderem ser atualizados para esse nível.

Quais celulares ficarão sem o aplicativo

A compatibilidade não depende apenas da antiguidade do modelo, mas da versão do sistema operacional instalada e da capacidade real de atualizá-lo. Um telefone lançado há mais de uma década pode continuar funcionando se recebeu as atualizações necessárias e alcançou os requisitos mínimos.

Entre os celulares Android que perderão suporte estão o Samsung Galaxy S3, o Galaxy S4 Mini, o Galaxy Note 2, o Galaxy Core e o Galaxy Trend Lite. Também ficarão sem o aplicativo o Motorola Moto G e o Moto E de primeira geração.

Além de modelos da LG, como Optimus G, Optimus L5, Optimus L7, Optimus F7 e Lucid 2.

A lista inclui ainda o Nexus 4, LG G2 Mini e dois equipamentos Sony: Xperia Z e Xperia SP. A Meta esclarece que alguns desses modelos podem manter o acesso caso tenham recebido atualizações de sistema operacional posteriores ao lançamento original. Por isso recomenda verificar qual versão está instalada antes de desistir da compatibilidade.

Por que Meta retira suporte de celulares antigos

Dispositivos muito antigos deixam de receber atualizações de segurança e não possuem capacidade técnica para rodar novas funcionalidades. Recursos como inteligência artificial, videochamadas aprimoradas e proteções expandidas de dados exigem processamento e memória que celulares lançados há mais de dez anos não conseguem oferecer.

Manter o suporte nesses equipamentos criaria risco à segurança e limitaria a experiência do usuário, e por isso, a Meta revisa periodicamente os requisitos técnicos.

O que fazer antes de perder acesso

Meta recomenda aos usuários fazer backup de chats, fotos, vídeos e documentos armazenados no aplicativo antes que a mudança entre em vigor. Para verificar se o aparelho será compatível, basta acessar as configurações do dispositivo e conferir qual versão de Android ou iOS está instalada.

Se o celular não puder ser atualizado para atender aos requisitos mínimos do WhatsApp, será necessário trocar de aparelho para continuar usando o aplicativo.

Diferentes realidades

Enquanto Brasil discute fim da escala 6x1, na Noruega o normal é sair do trabalho às 15h

Sair do escritório no meio da tarde é a realidade dos trabalhadores noruegueses

26/09/2026 09h13

Porto Alegre tera ato pelo fim da escala 6x1 em dia de mobilizacao nacional (2)

Porto Alegre tera ato pelo fim da escala 6x1 em dia de mobilizacao nacional (2) Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Sair do escritório no meio da tarde é a realidade dos trabalhadores noruegueses, mesmo em um país cuja legislação prevê 40 horas semanais. Na prática, a jornada média é de 33 horas, e encerrar o expediente às 15h ou 16h passa despercebido entre empregadores e colegas, e é simplesmente a norma.

Essa rotina mais leve levanta uma pergunta: as pessoas estariam trabalhando além do necessário? A questão ganha peso quando cresce a pressão global por jornadas reduzidas, incluindo o Brasil, onde a escala 6x1 enfrenta críticas crescentes.

Números que justificam a mudança

Os indicadores noruegueses mostram que o país perde 2,2 milhões de dias de trabalho por trimestre. Desses afastamentos, 25% estão ligados a esgotamento, burnout e problemas de saúde mental relacionados ao trabalho. Entre os próprios trabalhadores, 27% consideram sair do emprego para dedicar mais tempo à família e à vida pessoal.

Esse descontentamento chamou a atenção da 4 Day Week Global, uma organização sem fins lucrativos que trabalha para promover a transição para semanas de quatro dias. Com base em resultados positivos observados em países como a Islândia, a entidade decidiu testar a ideia por meio de programas-piloto.

O experimento na Noruega e na Suécia

Um programa de seis meses foi lançado no fim do ano anterior na Noruega e na Suécia, com previsão de se estender até o próximo verão. O teste observa como a população reage a começar o fim de semana. Já na tarde de quinta-feira — uma mudança menos radical do que parece para quem já trabalha 33 horas semanais.

A fórmula aplicada é conhecida como 100-80-100: os trabalhadores recebem 100% do salário, reduzem a carga horária para 80% do habitual e mantêm as mesmas exigências de produtividade. Experiência similar já foi testada em Valência, na Espanha, com resultados que sugeriram ser viável manter a eficiência operacional com menos horas na empresa.

Um padrão norueguês que facilita a adaptação

O hábito já consolidado na Noruega de encerrar o expediente no meio da tarde pode ser uma vantagem para esse teste. Diferentemente do que ocorre em culturas nas quais sair cedo ainda carrega o estigma de desempenho inferior. Lá, antecipar o fim de semana é visto como parte do equilíbrio entre vida profissional e pessoal, um valor amplamente aceito.

Se os resultados confirmarem que menos horas não prejudicam a produtividade, a semana de quatro dias deixará de ser apenas uma experiência isolada. E poderá virar referência para outros países que buscam conciliar produtividade com tempo livre em suas próprias leis trabalhistas.

Sinais do céu?

Após tsunami em Santa Catarina e recuo do mar em Santos, fenômeno no céu é visto em Salvador

Espetáculo visual inusitado na sexta-feira (25).

25/09/2026 20h00

Foto: Rogério Alves

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O céu de Salvador presenteou moradores com um espetáculo visual inusitado na sexta-feira (25): um grande círculo luminoso envolvendo o Sol, popularmente chamado de halo solar. O efeito, semelhante a um arco-íris ao redor da estrela, chamou atenção de quem olhou para cima naquela tarde. A cena ocorreu enquanto o país era marcado por eventos climáticos extremos.

Dias antes, no litoral catarinense, um tsunami meteorológico havia provocado destruição e surpresa em comunidades costeiras.

Como se forma o fenômeno luminoso

O círculo que cercava o Sol resulta de um processo físico bem definido na atmosfera. Nuvens altas do tipo cirrostratus contêm cristais de gelo que desviam a luz solar quando ela passa através deles.

Esse desvio, chamado refração, altera a trajetória dos raios solares e cria o anel brilhante observado a uma distância angular média de 22 graus do Sol — daí o nome halo de 22 graus. O efeito ocorre na troposfera, camada mais baixa da atmosfera terrestre.

Fenômenos naturais ganham evidência

O halo em Salvador ganhou relevância em um contexto marcado por manifestações intensas da natureza. Na segunda-feira (21), um tsunami meteorológico atingiu o litoral Sul de Santa Catarina, afetando Jaguaruna, Laguna e Imbituba com elevação repentina do nível do mar. Não houve registro de vítimas.

Diferente dos tsunamis sísmicos causados por terremotos, esse fenômeno resulta de mudanças bruscas na pressão atmosférica combinadas com ventos intensos sobre o oceano. Rajadas entre 60 e 90 km/h coincidiram com a rápida subida da água, causando alagamentos e danos em edificações e embarcações.

Radares meteorológicos, satélites e marégrafos confirmaram uma linha de instabilidade na região. O impacto foi tão severo que o mar avançou sobre áreas ocupadas. Na Praia do Cardoso em Laguna, o avanço atingiu o Restaurante Brisa do Mar por volta das 6h.

Rarezes e desafios climáticos

Ambos os fenômenos compartilham uma característica: a dificuldade em prever sua ocorrência com precisão. O tsunami meteorológico é considerado um evento raro cuja previsão permanece desafiadora para órgãos responsáveis pelo monitoramento climático.

Eventos naturais extremos — desde secas e inundações até tempestades e manifestações atmosféricas incomuns — têm reforçado a vulnerabilidade das cidades e populações diante da força bruta da natureza. A combinação desses fenômenos chama atenção para a importância do acompanhamento contínuo dos alertas emitidos por órgãos especializados.

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