Tecnologia

Adeus ao ar-condicionado: nova tecnologia resfria a casa gastando 80% menos energia

Ele resfria o ar por meio da evaporação da água.

Batizado de Caeli One, um novo equipamento de climatização promete cortar em até 80% o consumo elétrico de quem recorre ao ar-condicionado para se proteger do calor. Em vez de compressores e gases refrigerantes, ele resfria o ar por meio da evaporação da água — técnica conhecida como resfriamento adiabático.

O lançamento surge justamente quando as altas temperaturas fazem o gasto com energia elétrica se tornar um peso maior no bolso de muitas famílias. Segundo a fabricante, o dispositivo entrega 16 watts de capacidade de refrigeração para cada watt elétrico consumido — cerca de cinco vezes a eficiência de sistemas convencionais.

Como o equipamento tira o calor do ar

O ar passa por um mecanismo interno que usa a água em evaporação para absorver parte do calor antes de devolver esse ar, agora mais frio, para dentro de casa. Quem sai do processo é o calor extraído, direcionado para fora da residência através de uma abertura na parede.

A lógica se aproxima da de climatizadores evaporativos já conhecidos no mercado, mas o sistema promete maior eficiência elétrica. Usar cerca de 20% da energia normalmente necessária para produzir o mesmo efeito de resfriamento é a meta declarada pela empresa responsável pelo projeto.

Água no lugar de gases refrigerantes

Ao eliminar completamente os gases refrigerantes que equipam boa parte dos aparelhos de ar-condicionado, a estrutura do Caeli One reduz o impacto ambiental associado à climatização. É um argumento ambiental que a empresa soma ao apelo econômico.

Em troca, o funcionamento depende de um insumo que o ar-condicionado tradicional dispensa: a água. Segundo a fabricante, 1 metro cúbico do líquido seria suficiente para quatro meses de uso contínuo, embora o consumo real varie conforme a intensidade de uso, a temperatura e as condições do ambiente.

Instalação do sistema

Instalar o Caeli One exige uma tomada elétrica, ligação com o abastecimento hídrico e a fixação de peças em uma parede com saída para o exterior. Essa configuração busca simplificar a infraestrutura e evitar as grandes unidades externas típicas dos modelos split.

Clima seco favorece o desempenho

Nem todo cenário climático extrai o mesmo resultado do processo evaporativo. Ambientes mais secos tendem a se beneficiar mais, enquanto locais muito úmidos enfrentam uma limitação física: a evaporação perde força quando o ar já está saturado de vapor. E a capacidade de resfriamento cai junto.

Por isso, o Caeli One funciona melhor como alternativa regional, não como substituto universal e imediato do ar-condicionado tradicional. A eficácia real do sistema depende do clima de cada casa antes de decidir pela troca.

Manter o ambiente fresco sem pesar tanto na conta de energia é um dos maiores obstáculos da climatização doméstica, e soluções como essa tendem a se popularizar caso a empresa comprove esses níveis de eficiência em diferentes situações de uso.

Ciência

Suíça descobre estrutura de 60 km no lado oculto da Lua e encontra pistas surpreendentes

Pesquisa foi publicada na revista Science Advance.

29/09/2026 15h31

Foto: Jay Brand/Pexels

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Uma formação rochosa de 60 km de diâmetro escondida na face oculta da Lua acaba de revelar uma pista rara sobre o passado do satélite. Pesquisa publicada na revista Science Advances mapeou uma anomalia magnética intensa na região de Dewar. E os traços encontrados ali sugerem que o interior lunar era muito diferente do que se imagina hoje.

A descoberta abre um caminho novo para entender o antigo campo magnético da Lua, até agora estudado principalmente a partir de amostras coletadas na superfície. Xi Yang e Anna Mittelholz, dois dos responsáveis pela análise, explicaram à Gizmodo que Dewar chamou atenção justamente porque reúne, num mesmo ponto, sinais que raramente aparecem juntos.

Uma rocha que guarda 4.200 milhões de anos

A estrutura investigada provavelmente nasceu de magma que subiu das camadas profundas da Lua e endureceu há cerca de 4.200 milhões de anos, segundo os cálculos do estudo. O que chama atenção nela não é só o tamanho, mas a magnetização incomum registrada nessa rocha, associada a outros sinais geológicos captados por observações feitas em órbita.

Ao cruzar essas informações, a equipe conseguiu reconstruir parte do que pode ter acontecido quando a Lua ainda era um corpo geologicamente jovem. Em Dewar, os cientistas identificaram algo pouco comum: uma anomalia magnética, uma anomalia gravitacional e um redemoinho lunar aparecem quase na mesma área.

O que são os redemoinhos lunares

Esses redemoinhos são padrões sinuosos visíveis na superfície do satélite, e costumam estar ligados a alterações no campo magnético local. Segundo Xi Yang e Anna Mittelholz, Dewar se tornou um caso raro justamente por reunir as três características ao mesmo tempo, o que permitiu ligá-las a uma única estrutura na crosta lunar.

Os cálculos indicam que o campo magnético necessário para deixar essa marca teria chegado a cerca de 11 microteslas. Como comparação usada pelos próprios autores, o campo magnético da Terra atualmente gira em torno de 50 microteslas — uma diferença que ajuda a dimensionar a força do fenômeno lunar antigo.

Sinais de uma antiga Dinamo lunar

A explicação mais aceita pelos pesquisadores aponta para a existência de uma dinamo lunar no passado, um mecanismo que gera magnetismo pelo movimento de materiais condutores dentro de um planeta ou satélite. É um processo parecido com o que ainda mantém o campo magnético da Terra funcionando até hoje.

A hipótese de que a Lua teve sua própria dinamo já rendeu um longo debate entre pesquisadores.

Estudos paleomagnéticos anteriores sustentavam a existência de um campo ativo entre há 4.250 e 3.500 milhões de anos. Mas análises mais recentes de rochas trazidas pelas missões Apollo levantaram dúvidas sobre quanto tempo esse campo durou — e até sobre sua existência nas primeiras fases do satélite.

Como os cientistas cruzaram os dados

Os novos resultados vindos de Dewar trazem agora uma fonte de informação independente daquelas amostras coletadas na superfície. A equipe combinou dados do campo gravitacional com dados do campo magnético para calcular, ao mesmo tempo, a densidade e a magnetização da crosta lunar naquela região.

Esse método permitiu conectar as anomalias observadas a uma estrutura geológica específica e estimar a força mínima que o antigo campo magnético precisava ter para deixar aquele registro. Para os pesquisadores, essa abordagem impõe novos limites sobre como era a dinamo lunar, usando apenas informações coletadas em órbita, sem depender de rocha trazida à Terra.

A técnica usada em Dewar pode agora ser aplicada a outras regiões da face oculta da Lua com características parecidas, ampliando o mapa do que aconteceu no interior do satélite há bilhões de anos.

Ciência e tecnologia

Um dos aviões espiões mais famosos da história desaparece da NASA e levanta suspeita

Ele foi a última unidade a voar operacionalmente.

29/09/2026 15h00

Foto: Pixabay/Pexels

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Um exemplar do lendário SR-71 Blackbird não é visto desde meados de maio no Centro de Investigación de Vuelo Armstrong, instalação da NASA em Edwards, na Califórnia. Imagens de satélite analisadas pela Aviation Week indicam que a aeronave, de número 844, desapareceu de sua localização habitual por volta de 17 de maio.

O avião em questão é o exemplar 844, matriculado originalmente como 61-7.980 pela Força Aérea dos EUA — o último Blackbird fabricado e também a última unidade a voar operacionalmente. Seu desaparecimento ganha contornos ainda mais intrigantes diante de sinais recentes de interesse renovado da agência em aviões experimentais avançados.

Remoção para hangar e silêncio da NASA

De acordo com informações citadas pela Aviation Week, o avião teria sido transferido para um hangar no início de 2026 a fim de passar por inspeção.

Em resposta à Aviation Week, a NASA disse reconhecer o interesse pelo SR-71 e sua extraordinária história com a agência, mas afirmou não ter outras informações sobre o paradeiro da aeronave.

A resposta alimentou especulações sobre os motivos do deslocamento. Entre observadores do setor aeroespacial, ganhou força a possibilidade de um programa de retorno ao voo após mais de 26 anos de inatividade operacional.

Apresentação e novos aviões X

O desaparecimento ganha significado quando é associado a eventos recentes envolvendo Jared Isaacman, administrador da NASA. No All-In Summit de Los Angeles, Isaacman exibiu a silhueta de um avião coberto por um pano gigantesco, em uma alusão ao SR-71, sob o título "Reconstruindo nossa carteira de aviões X".

Questionado diretamente se o avião era um Blackbird, Isaacman respondeu com outra pergunta e não esclareceu o assunto. A NASA declarou que deseja ver mais aviões X voando nos próximos anos. E desenvolver tecnologias que permitam voos mais altos, mais longos e mais rápidos do que os realizados nas décadas anteriores.

A resposta não confirmou qualquer conexão entre a silhueta e o número 844.

Sinais de interesse persistente

Isaacman já havia manifestado fascínio pelo SR-71 em outras ocasiões públicas. No AirVenture de julho, afirmou que a NASA quer usar os novos aviões X para voar mais alto. E mais rápido, até tornar indistintas as linhas entre estar dentro e fora da atmosfera.

Questionado especificamente sobre um possível sucessor do Blackbird, conforme informou o El Confidencial, respondeu que veriam se conseguiriam fazer algo nos próximos anos, mas que essa era uma área de grande interesse do ponto de vista do desenvolvimento.

Em um painel posterior, perguntado qual avião que nunca havia pilotado gostaria de voar, Isaacman respondeu sem hesitar que era o SR-71 Blackbird. Quando o moderador insistiu e perguntou se ele tinha poder para trazê-lo de volta, Isaacman respondeu que aquilo era informação classificada.

Especulação sobre orçamento e futuro

A combinação das declarações de Isaacman e da NASA com a apresentação do 844, seu desaparecimento. E a reorientação do orçamento da agência para projetos radicais sugere um possível redirecionamento de recursos para iniciativas ambiciosas. Nada foi oficialmente confirmado, mas a coincidência dos eventos alimenta a expectativa sobre os planos da NASA para a próxima geração de aviões experimentais.

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