Onda de calor

Alerta geral no Brasil para 8 estados: onda de calor prevê temperatura acima dos 40ºC

Fenômeno chega bem no começo da primavera.

Uma onda de calor vai castigar o Centro-Sul do Brasil a partir deste sábado (26), com previsão de se estender até as 18h da próxima quarta-feira (30). Para o período, o Instituto Nacional de Meteorologia colocou parte do país no aviso vermelho, o mais grave de sua escala, com possibilidade de temperaturas superiores a 40 graus em algumas áreas.

Ao todo, oito estados têm regiões incluídas no aviso: além do Paraná e de Mato Grosso do Sul, que entram por inteiro, também são afetados o norte catarinense, São Paulo, o sul fluminense, o sul mineiro, o centro-sul mato-grossense e o extremo sul goiano.

O fenômeno chega bem no começo da primavera, que teve início na última terça-feira. Segundo o Inmet, o calor elevado representa riscos à saúde que ultrapassam o simples desconforto.

Primavera deve vir com calor acima do normal

Em boa parte do Brasil, a primavera costuma marcar a virada do período seco para o chuvoso, com chuvas voltando aos poucos ao Centro-Oeste e ao Sudeste. Neste ano, porém, o clima já foge do padrão observado em setembro nos anos anteriores.

O meteorologista da Climatempo César Soares avaliou, em entrevista ao g1, que a estação deve ter temperaturas acima da média histórica. A atuação de um El Niño forte favorece o surgimento de ondas de calor e a irregularidade nas chuvas.

Entre as regiões com maior chance de enfrentar diversos dias seguidos com temperaturas acima dos 40 graus estão o norte mineiro e goiano, Mato Grosso, o interior nordestino, Tocantins, Pará, o leste amazonense e Roraima — áreas que devem concentrar o maior risco de calor extremo prolongado nos próximos meses.

Como funciona a escala de alerta

A classificação do Instituto Nacional de Meteorologia segue três níveis: amarelo para perigo potencial, laranja para perigo real e vermelho para grande perigo. Um aviso vermelho pede atenção redobrada da população, já que aponta risco elevado à saúde e à infraestrutura das regiões atingidas.

Especialistas em clima costumam definir onda de calor como um período de cinco dias ou mais com temperatura pelo menos 5 graus acima da média. O instituto usa um critério próprio: considera onda de calor qualquer alta de 5 graus sobre a média mensal, sem exigir duração mínima. As duas definições apontam para o mesmo fenômeno extremo.

Cuidados recomendados durante o calor extremo

O calor intenso deixa o corpo mais lento, cansado e sujeito a tonturas, além de aumentar o risco de desidratação e insolação em quem passa muito tempo exposto ao sol. Pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias tendem a sentir os efeitos com mais intensidade nesses dias.

O Ministério da Saúde orienta manter os ambientes ventilados e frescos, usar roupas leves e beber água com frequência ao longo do dia. Optar por refeições leves e de fácil digestão também ajuda o organismo a lidar melhor com o estresse térmico provocado pelas altas temperaturas.

A matéria foi assinada por Rodrigo Mozelli, jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e redator do Olhar Digital. Como o alerta vermelho vale até quarta-feira, moradores das áreas afetadas devem redobrar a atenção aos sinais de mal-estar provocados pelo calor.

Oportunidade

Ilha particular de 110 hectares com dois lagos está à venda pelo preço de um apartamento de luxo

No local há dois lagos de água doce.

15/10/2026 14h07

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Uma propriedade isolada na costa oeste da Escócia entrou no mercado imobiliário com preço de 350 mil libras, cerca de R$ 2,32 milhões: trata-se da ilha de Hildasay. O território tem cerca de 110 hectares, equivalentes a 1,1 milhão de metros quadrados, fica próximo ao arquipélago de Shetland e não tem acesso por terra, apenas por embarcação.

No local há dois lagos de água doce, e o litoral irregular serve de habitat para aves que variam conforme a época do ano. Mesmo com essa área extensa, pouca coisa foi construída ali: existem somente um cais pequeno e uma casa de pedra em estilo tradicional.

Desafios para morar em local isolado

A construção, conhecida como bothy, funciona como abrigo e não tem conexão à rede elétrica. Segundo Kelvin Anderson, agente imobiliário responsável pela venda, os proprietários anteriores usavam uma pequena turbina eólica e um gerador a diesel para atender às necessidades de energia. Quem comprar a propriedade precisará adotar sua própria solução de fornecimento.

Por dentro, a casa reúne uma sala equipada com fogão a combustível sólido, um mezanino aberto que funciona como dormitório e um banheiro completo, equipado com chuveiro, pia e vaso sanitário. Qualquer reforma para melhorar as condições de moradia exigirá licença de construção e autorizações legais específicas do governo escocês.

História recente e repercussão internacional

A repercussão internacional da ilha cresceu depois que o livro "Finding Hildasay: How one man walked the UK's coastline and found hope and happiness" alcançou o primeiro lugar na lista de mais vendidos do Sunday Times. A obra documenta os três meses que o aventureiro Chris Lewis passou na ilha em 2020, durante a pandemia, depois que sua jornada a pé pela costa britânica o levou até ali.

Durante a caminhada, Lewis conheceu Kate, sua parceira, em novembro de 2020. Depois, ela se juntou a ele na jornada. O interesse pelo livro levou à proposta de uma campanha de financiamento coletivo para permitir que Lewis adquirisse a propriedade. A campanha foi abandonada depois, segundo o Shetland Times, no início daquele mês.

Descoberta científica

Astrônomos encontram planeta que pode ter se formado dos restos de uma estrela morta

Achado foi publicado na revista Nature Astronomy.

15/10/2026 13h44

Foto: Luz Calor Som/Pexels

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Um candidato a planeta orbita muito perto da anã branca HS 0209+0832, núcleo denso deixado após a morte de um astro parecido com o Sol. A composição química encontrada ao redor da anã branca não tem equivalente em nenhum objeto já catalogado no Sistema Solar, e o achado foi publicado na revista Nature Astronomy.

Um núcleo denso e extremamente quente

Quando um astro como o Sol chega ao fim do ciclo de vida, suas camadas externas se expandem e se dispersam pelo espaço, deixando apenas um núcleo compacto e muito quente. A HS 0209+0832 tem temperatura de cerca de 35.800ºC, e esse calor mostra a intensidade da energia liberada nesse estágio final.

Mais de 95% das estrelas da Via Láctea devem evoluir para se tornar anãs brancas, de acordo com o CNN Brasil.

Nem todo o material expelido nesse processo se perde no vazio. Parte dele pode permanecer em órbita e, aos poucos, se aglutinar até formar um novo corpo. Os cientistas chamam esse fenômeno de planeta de "segunda geração", em contraste com a formação clássica a partir de poeira e gás ao redor de um Sol recém-criado.

Química sem precedentes no espaço

Zinco, cobre e nióbio aparecem em concentrações elevadas na região observada, enquanto o silício é escasso e o ferro quase não existe. Nenhum planeta, asteroide ou meteorito conhecido reúne esses elementos nessa proporção, o que chamou a atenção da equipe responsável pela análise.

A hipótese ganhou força com outro dado: a variação de brilho captada por um telescópio espacial. A combinação entre esse sinal e a composição química sustentou a possibilidade de um planeta recém-formado.

O sinal captado pelo TESS

O telescópio espacial TESS registrou uma oscilação periódica no brilho do sistema, repetida a cada 4,4 dias — padrão que combina com a presença de um corpo massivo orbitando bem próximo do núcleo quente e sendo aquecido por sua radiação.

A hipótese mais forte é a de um planeta gigante, do tamanho de Júpiter, originado recentemente a partir do disco de restos deixado pela morte do astro. A radiação intensa estaria corroendo a atmosfera desse corpo, e os gases arrancados acabam capturados pela gravidade do núcleo denso — o que explicaria os elementos raros detectados.

Confirmação ainda depende de observação direta

Nenhum telescópio flagrou o objeto diretamente até agora, por isso ele segue classificado como candidato, não como planeta confirmado. A força da hipótese vem do cruzamento entre a química estranha e o padrão repetido de brilho.

O caso amplia a ideia de que sistemas planetários podem se formar também em fases tardias, muito depois do fim do ciclo ativo de um astro. Esse tipo de registro químico inédito pode ajudar outras equipes a identificar casos parecidos em futuras observações do mesmo telescópio.

Como os cientistas sabem que existe um planeta ali se ninguém viu?

O planeta não foi fotografado diretamente, mas deixa sinais indiretos. O telescópio TESS detectou que o brilho da anã branca diminui a cada 4,4 dias, de forma regular e previsível. Esse é o padrão esperado quando um objeto massivo passa em frente à estrela.

Além disso, a composição química ao redor da estrela — nióbio, cobre e zinco em concentrações elevadas — é diferente da encontrada em qualquer planeta ou asteroide conhecido no Sistema Solar. Esse padrão químico só faz sentido se a atmosfera de um gigante gasoso recém-formado estiver sendo despedaçada pela radiação e caindo na estrela.

A combinação dos dois sinais — o brilho periódico e a composição química incomum — sustenta a hipótese de que o planeta existe, mesmo sem uma imagem dele.

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