Alerta da Defesa Civil

Após alerta de tsunami, ondas de até 3 metros podem atingir litoral brasileiro

Ventos com rajadas devem manter o mar agitado.

Um novo alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, publicado em 22 de setembro, prevê ondas de até 3 metros no litoral catarinense, podendo chegar a valores ainda maiores mar adentro. Um dia antes, um raro tsunami meteorológico já havia deixado estragos em cidades do Sul catarinense.

Ventos com rajadas entre 50 km/h e 70 km/h devem manter o mar agitado, formando ondas de 2,0 a 3,0 metros. Segundo a Defesa Civil, o nível de risco para ressaca e mar agitado é moderado.

Pescadores, banhistas e praticantes de esportes aquáticos devem evitar o mar enquanto durar o aviso. A Defesa Civil também recomenda evitar a navegação e a pesca. E redobrar a atenção ao caminhar ou pedalar pela orla se as ondas atingirem a ciclovia, porque elas podem invadir esse trecho.

Água invadiu comércios na praia do Cardoso

Na madrugada de segunda-feira (21), a Praia do Cardoso, em Laguna, foi tomada por um avanço súbito do mar. Móveis foram derrubados, uma porta de vidro de restaurante se quebrou e embarcações de pescadores locais acabaram arrastadas pela força da água.

Segundo relato divulgado pelo Bom Dia Santa Catarina, o mar recuou bruscamente segundos antes de a onda atingir a orla. A mesma praia registrou um tsunami meteorológico em 2023, o que reforça a raridade e a dificuldade de prever o fenômeno no litoral catarinense.

Alagamentos em três municípios do Sul catarinense

Jaguaruna, Laguna e Imbituba sofreram os efeitos mais visíveis do fenômeno, com ruas alagadas, areia espalhada pelas cidades e barcos arrastados pela correnteza. Até o momento, a Defesa Civil catarinense não contabilizou vítimas, embora equipes municipais sigam levantando os prejuízos causados pela água.

No Farol de Santa Marta, em Laguna, pequenas embarcações foram levadas pela correnteza repentina que atingiu a costa. Em Jaguaruna, o mar chegou a atingir ruas e imóveis próximos à faixa litorânea, ampliando os danos já registrados em outros trechos do Sul do Estado.

Defesa Civil confirma o fenômeno raro

O meteorologista Caio Guerra confirmou o episódio em nota da Defesa Civil, relacionando-o a uma linha de instabilidade — uma faixa de tempestades que costuma trazer mudanças bruscas na pressão do ar. Ventos entre 60 km/h e 90 km/h atuaram no momento em que a onda avançou sobre a orla.

O mecanismo por trás do meteotsunami

Nuvens carregadas e rajadas fortes que se deslocam rapidamente sobre o oceano formam pulsos de pressão capazes de gerar pequenas oscilações na superfície da água.

A onda cresce quando a velocidade e a direção dessa força atmosférica se alinham ao movimento natural do mar. Esse processo de ressonância amplia a elevação até provocar uma inundação repentina perto da praia.

Ao contrário dos abalos sísmicos no fundo do oceano, que costumam gerar ondas com maior poder destrutivo, o meteotsunami nasce inteiramente da atmosfera. Essa origem torna o fenômeno raro, pouco compreendido e de previsão limitada, mesmo entre quem vive perto do litoral catarinense.

Tempestades castigaram toda a região Sul

O mesmo sistema meteorológico que gerou o tsunami em Santa Catarina atingiu o Rio Grande do Sul e o Paraná com temporais, vendavais e granizo. No Litoral Norte gaúcho, cidades como Capão da Canoa sofreram rajadas superiores a 100 km/h, com destelhamentos e falhas no fornecimento de energia.

Na Serra Gaúcha, Caxias do Sul e a região vizinha registraram alagamentos, enxurradas e quedas de árvores, com relatos de desalojados. Também houve desaparecidos: um carro com uma mulher de 43 anos, um adolescente de 13 anos e uma criança de 4 anos foi levado pela enxurrada em Parada Cristal, e os três seguem sem localização.

Um homem foi arrastado para uma galeria pluvial no bairro de Farroupilha. A previsão é de que o tempo fique mais seco e frio nos próximos dias, o que diminui as chances de surgir uma nova linha de instabilidade sobre o mar. Mas o aviso de ondas fortes segue valendo até quinta-feira (24).

Sem visitas

A ilha onde ninguém é bem-vindo: o povo isolado que rejeita qualquer contato com o mundo

Foi até criada uma área de exclusão em torno da faixa de terra, protegida por lei e pela distância

25/09/2026 12h15

Imagem: Reprodução de Youtube O Covil de Jack

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Os sentineleses vivem em um território no Oceano Índico chamado Sentinela do Norte, onde a aproximação pode resultar em morte. Eles formam um dos povos mais isolados do planeta e há gerações recusam qualquer vínculo com o mundo exterior.

Para impedir a aproximação de visitantes e pesquisadores, as autoridades indianas criaram uma área de exclusão em torno da faixa de terra, protegida por lei e pela distância. O grupo sobrevive da caça, da pesca e da coleta, usando arcos, flechas e arpões feitos pelos próprios moradores, sem praticar agricultura.

Não há registro de que produzam fogo por conta própria. Em vez disso, preservam brasas ou aproveitam focos que surgem naturalmente e mantêm o fogo aceso quando precisam.

Um idioma ainda sem tradução conhecida

A língua falada por esse povo não tem tradução conhecida, e não se sabe ao certo quantas pessoas vivem na ilha atualmente. Em 2001, um levantamento feito por helicóptero contou 21 homens e 18 mulheres na região. Cálculos mais recentes de organizações como a Survival International estimam uma população entre 50 e 200 pessoas.

Pesquisas genéticas conduzidas em outros grupos das ilhas Andamão indicam que os ancestrais dos sentineleses habitam a área há mais de 60 mil anos. Essa evidência reforça a preocupação com a vulnerabilidade do povo a doenças comuns em outras populações, um risco para quem vive isolado há tantas gerações.

A lei que blinda o território

Uma zona de exclusão de cinco milhas náuticas cerca a ilha e é protegida pela Ley de Protección de las Tribus Aborígenes, aprovada em 1956. A norma impede a aproximação e busca preservar o modo de vida da comunidade sem interferência externa. O governo indiano mantém a política porque o contato poderia ameaçar a existência do povo.

Mesmo assim, houve tentativas de desembarque. Em novembro de 2018, o missionário norte-americano John Allen Chau entrou ilegalmente na área para pregar o cristianismo e morreu após ser atingido por flechas.

Antes de viajar, Chau havia recebido treinamento que incluía simulações de contato com populações hostis. A preparação, porém, não foi suficiente diante da realidade encontrada.

Tentativas recentes de se aproximar

Em março de 2025, o youtuber norte-americano Mykhailo Polyakov conseguiu se aproximar da costa em um caiaque inflável. Ele deixou uma lata de Coca-Cola e um coco como oferenda. A polícia indiana o prendeu pouco depois, e ele passou a enfrentar risco de pena de até cinco anos por violar a zona protegida.

Houve uma exceção nas tentativas de contato com esse povo. A antropóloga indiana Madhumala Chattopadhyay chegou perto da costa em expedições nas quais jogava cocos na água. Os moradores chegavam a se aproximar para recolhê-los. Ainda assim, ela não conseguiu pisar em terra firme e respeitou os limites impostos pelo povo.

Uma escolha respeitada pelo governo

Chattopadhyay sustenta que os sentineleses não precisam de proteção, mas que sejam deixados em paz. Essa visão orienta a postura oficial da Índia, que mantém o isolamento e desestimula novas tentativas de contato com a comunidade.

A ilha continua sendo um dos poucos pontos do planeta onde uma comunidade humana mantém contato praticamente inexistente com o mundo exterior. O isolamento é protegido por lei e pela determinação de seus habitantes em recusar intrusos.

Dica importante

Levei anos para entender por que não devemos descongelar a carne na pia da cozinha

Deixar a carne descongelando na pia parece prático quando a manhã é corrida, mas o calor pode prejudicar

25/09/2026 11h58

Foto: Alexas_Fotos/Pixabay

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Deixar a carne descongelando na pia parece prático quando a manhã é corrida, mas o calor acelera a proliferação de bactérias perigosas. Por isso, a recomendação no Canadá é evitar que a carne permaneça muito tempo em temperatura ambiente.

Quando fica exposto ao ar, o pacote esquenta rapidamente na superfície, enquanto o interior permanece congelado. Essa diferença cria a faixa de temperatura em que as bactérias proliferam com mais velocidade. O perigo é invisível: microrganismos se multiplicam nessa camada externa e produzem toxinas que resistem ao calor da panela.

Por isso, a aparência de carne bem cozida não garante segurança: o preparo passou por uma temperatura de risco antes mesmo de ir ao fogo. A solução é simples, e o Canadá aponta três métodos eficazes.

Geladeira: o método mais seguro

Guardar a carne na prateleira inferior da geladeira, dentro de uma travessa funda, desacelera a atividade microbiana e permite que o gelo se distribua de forma uniforme. O recipiente evita um risco adicional: líquidos da carne crua não pingam sobre outros alimentos já prontos, o que reduz a contaminação cruzada durante o armazenamento.

Esse método leva horas, dependendo do tamanho da peça, mas mantém a temperatura sob controle. Quem planeja a refeição com antecedência consegue descongelar a carne com segurança, sem pressa nem improviso. Por isso, é o método mais recomendado pelas autoridades de saúde canadenses.

Água Fria: rápido e seguro

Quando o tempo é curto, a imersão em água fria acelera o descongelamento sem comprometer a segurança. A embalagem deve estar bem vedada para impedir a perda de umidade e o contato com impurezas. O recipiente com água fria mantém a temperatura sob controle durante o processo.

A água precisa ser trocada periodicamente para continuar fria, e água morna estimula os microrganismos que queremos evitar. A troca regular do líquido reduz a multiplicação de patógenos e mantém o descongelamento rápido e seguro.

Micro-ondas: agilidade com atenção redobrada

O micro-ondas resolve o problema em minutos, mas aquece de forma desigual: algumas partes esquentam e começam a cozinhar, enquanto outras permanecem congeladas. Essa diferença cria o ponto intermediário de risco em que as bactérias encontram condições ideais para se proliferar. Por isso, qualquer carne descongelada no micro-ondas deve ir direto ao fogo, sem pausa, para ser completamente preparada.

Recipientes de vidro ou cerâmica próprios para aquecimento ajudam a distribuir o calor de maneira uniforme. Retirar todo plástico que não seja indicado para micro-ondas evita contaminação química adicional. A carne também não deve voltar à geladeira ou ao freezer sem antes ser cozida por inteiro.

Guardar uma peça apenas parcialmente aquecida cria condições para a presença de patógenos na refeição.

O risco que a maioria não vê

A contaminação pode causar quadros graves de intoxicação alimentar, com sintomas gastrointestinais dolorosos, mas a origem do risco — o descongelamento incorreto — passa despercebida. Escolher o método correto de descongelamento ajuda a prevenir o problema e protege todos à mesa.

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