Famosos

Aos 79 anos, guitarrista do Queen transforma fazenda em refúgio com mais de 100 mil árvores

Ele transformou uma antiga propriedade rural em uma floresta.

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Brian May, de 79 anos, dedica parte do tempo longe dos palcos a um projeto ambiental que ocupa 157 acres de terra na Inglaterra. O guitarrista do Queen transformou uma antiga propriedade rural em Bere Regis, no condado de Dorset, em uma floresta voltada à preservação de espécies nativas.

O espaço já recebeu cerca de 101 mil árvores e arbustos desde que o plantio começou, em 2013. O resultado é visível: insetos, aves e pequenos mamíferos que haviam desaparecido da área durante os anos de uso agrícola voltaram a ocupar o terreno.

Filosofia

"Talvez a maior prisão": a reflexão inspirada em Schopenhauer sobre viver para agradar os outros

Filósofo alemão produziu a obra Aforismos para a Sabedoria de Vida.

02/10/2026 15h39

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Viver fingindo estar bem só para não desapontar quem acredita nessa versão pode se transformar em uma prisão sem grades. Manter essa fachada por anos torna cada vez mais difícil admitir, até para si mesmo, que algo precisa mudar. Esse incômodo raramente nasce do medo de romper um casamento, deixar um emprego ou corrigir um erro antigo.

Muitas vezes, nasce da imaginação do que os outros vão pensar quando a verdade vier à tona.

Uma frase que ecoa o pensamento de Schopenhauer

A ideia de que a maior prisão seria sustentar uma vida infeliz só para parecer perfeita aos olhos alheios é associada ao pensamento do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, embora não exista registro de que ele tenha escrito essas palavras exatamente assim.

O conceito dialoga com suas reflexões sobre vaidade, reputação e o peso que a opinião de terceiros ganha nas escolhas de cada um.

Na obra "Aforismos para a Sabedoria de Vida", o filósofo separa três planos da existência humana: aquilo que a pessoa é de fato, aquilo que ela possui e a imagem que projeta para quem observa de fora. Esse terceiro plano ajuda a explicar por que tanta gente escolhe preservar as aparências em vez de buscar satisfação real.

Quando a imagem pesa mais que o bem-estar

Um casamento elogiado por todos pode não fazer mais bem a quem vive nele há tempos. Uma trajetória profissional vista como exemplo de sucesso pode esconder a vontade diária de abandonar tudo e recomeçar do zero em outra área.

O mesmo acontece com quem sustenta um padrão de consumo caro apenas para não contrariar a reputação de prosperidade construída ao longo dos anos. Reconhecer dificuldades financeiras, nesses casos, soa como expor uma falha diante de todos, e não apenas resolver um problema privado.

O elogio recebido que vira obstáculo

Receber reconhecimento por uma determinada imagem costuma tornar mais difícil abrir mão dela depois. Revelar uma crise conjugal pode soar, para quem sempre admirou aquele casal, como uma traição à história contada por anos a fio.

Trocar de profissão depois de ser tratado como referência na área pode parecer fracasso aos olhos de quem só enxergou o lado vitorioso dessa trajetória. Quem sempre exibiu uma rotina invejável acaba sentindo que precisa justificar qualquer sinal de que, por dentro, nem tudo vai bem.

O papel das redes sociais nesse cenário

Nunca existiu tanta facilidade para editar o que o mundo vê da própria vida quanto agora. É possível publicar a viagem e esconder as dívidas que vieram com ela, mostrar a conquista profissional e guardar em silêncio o cansaço que a acompanhou.

Essa seleção não torna falsa a parte exposta, mas reforça que nenhum recorte mostra uma existência completa. Ao reforçar essa versão editada por certo tempo, muitas pessoas passam a se sentir obrigadas a continuar correspondendo a ela, como se tivessem um compromisso silencioso com a própria plateia.

O limite entre insatisfação e necessidade de ruptura

Nenhum relacionamento, carreira ou rotina permanece perfeito o tempo inteiro, e admitir uma fase difícil não significa que seja preciso romper imediatamente com tudo. A visão de pessoas próximas também continua tendo valor e não precisa ser descartada por completo.

O ponto de atenção surge quando o único motivo para seguir em frente é não decepcionar quem observa de fora. A pergunta é: se ninguém mais soubesse de uma escolha, a decisão continuaria exatamente a mesma?

Os mais ricos do mundo

Enquanto Elon Musk tem patrimônio de R$ 4,68 trilhões, Jeff Bezos ganhou R$ 510 bilhões em 30 dias

Musk é a pessoa mais rica do mundo.

02/10/2026 14h38

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Jeff Bezos voltou ao segundo posto entre os bilionários do planeta depois que investidores privados elevaram o valor de mercado da Blue Origin, sua fabricante de foguetes, e da startup de inteligência artificial industrial Prometheus.

O salto levou seu patrimônio a US$ 370 bilhões (R$ 1,85 trilhão) à 0h de 1º de outubro, no horário do leste dos EUA, segundo a Forbes.

O avanço de cerca de US$ 102 bilhões (R$ 510 bilhões) em um mês tirou Larry Page do segundo lugar pela primeira vez desde maio de 2025. Cargo que o cofundador do Google ocupava havia dez meses seguidos.

Page caiu para o terceiro posto mesmo com ganho de US$ 8 bilhões (R$ 40 bilhões), alcançando US$ 286 bilhões (R$ 1,43 trilhão).

Elon Musk é a pessoa mais rica do mundo, posição que ocupa desde maio de 2024. Em junho, tornou-se o primeiro trilionário da história. No mês seguinte, sua fortuna caiu para menos de US$ 700 bilhões (R$ 3,5 trilhões), algo que não acontecia desde dezembro. Em agosto, porém, o patrimônio voltou a crescer e se aproximou dos US$ 900 bilhões (R$ 4,5 trilhões).

Mudanças no topo da lista

Sergey Brin, parceiro de Page na fundação do Google, recuou da quarta para a quinta posição, mesmo com acréscimo de cerca de US$ 7 bilhões (R$ 35 bilhões) em seu patrimônio, que agora soma US$ 263 bilhões (R$ 1,315 trilhão).

Michael Dell assumiu o posto de Brin, e seu patrimônio somou aproximadamente US$ 28 bilhões (R$ 140 bilhões) e chegou a US$ 268 bilhões (R$ 1,34 trilhão).

As ações da Dell Technologies subiram 18% com a procura crescente por servidores voltados à inteligência artificial. O que colocou brevemente o fundador da empresa como segundo colocado do ranking ainda em setembro. Apenas três integrantes do grupo dos dez maiores bilionários mantiveram exatamente a mesma colocação do mês anterior.

Zuckerberg e Musk seguem em alta

Mark Zuckerberg permaneceu no quinto posto, mas viu seu patrimônio crescer cerca de US$ 55 bilhões (R$ 275 bilhões), somando US$ 251 bilhões (R$ 1,255 trilhão). O impulso veio da valorização de 27% nos papéis da Meta, controladora do Facebook, puxada pelo lançamento do assistente de inteligência artificial Muse.

Esse valor supera o dobro do patrimônio de Bezos. No segundo lugar, e é mais de seis vezes o montante de Warren Buffett, que retornou à lista dos dez primeiros mesmo após perder US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) no período.

Quedas na lista dos mais ricos

Buffett assumiu a vaga do magnata espanhol do setor de moda rápida Amancio Ortega, cujo montante recuou cerca de US$ 6 bilhões (R$ 30 bilhões), para US$ 141,8 bilhões (R$ 709 bilhões).

Larry Ellison foi o único outro nome do grupo a perder valor no mês. Com queda de aproximadamente US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões), e encerrou o período em US$ 179 bilhões (R$ 895 bilhões).

O recuo de 8% nas ações da Oracle fez Ellison cair da sétima para a oitava colocação entre os bilionários mais abastados. Juntos, os dez nomes do topo somam US$ 3,1 trilhões (R$ 15,5 trilhões), ante US$ 2,8 trilhões (R$ 14 trilhões) registrados um mês antes.

O que explica tamanha oscilação

Avaliações feitas por fundos e investidores privados em empresas ainda não listadas em bolsa, como a Blue Origin, costumam provocar saltos expressivos no patrimônio de seus donos. O mesmo vale para negócios ligados à inteligência artificial, setor que tem atraído aportes bilionários e inflado rapidamente o valor atribuído a startups do ramo, caso da Prometheus.

Oscilações do mercado acionário também pesam diretamente: altas ou quedas de poucos pontos percentuais nas ações da Dell Technologies. Da Meta, da SpaceX ou da Oracle bastam para mudar de lugar quem está entre os mais abastados do planeta. Por isso, a composição desse grupo seleto muda com frequência, mesmo sem qualquer evento concreto na vida pessoal dos bilionários envolvidos.

O retrato de outubro reforça como setores como aeroespacial, tecnologia e inteligência artificial concentram boa parte da riqueza global hoje.

A University of Pennsylvania, a University of Texas e a Harvard University, instituições historicamente associadas à formação de fundadores de grandes empresas de tecnologia. Seguem no centro do debate sobre como esse tipo de concentração patrimonial se forma e se mantém ao longo do tempo.

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