Sinais do céu?

Após tsunami em Santa Catarina e recuo do mar em Santos, fenômeno no céu é visto em Salvador

Espetáculo visual inusitado na sexta-feira (25).

O céu de Salvador presenteou moradores com um espetáculo visual inusitado na sexta-feira (25): um grande círculo luminoso envolvendo o Sol, popularmente chamado de halo solar. O efeito, semelhante a um arco-íris ao redor da estrela, chamou atenção de quem olhou para cima naquela tarde. A cena ocorreu enquanto o país era marcado por eventos climáticos extremos.

Dias antes, no litoral catarinense, um tsunami meteorológico havia provocado destruição e surpresa em comunidades costeiras.

Como se forma o fenômeno luminoso

O círculo que cercava o Sol resulta de um processo físico bem definido na atmosfera. Nuvens altas do tipo cirrostratus contêm cristais de gelo que desviam a luz solar quando ela passa através deles.

Esse desvio, chamado refração, altera a trajetória dos raios solares e cria o anel brilhante observado a uma distância angular média de 22 graus do Sol — daí o nome halo de 22 graus. O efeito ocorre na troposfera, camada mais baixa da atmosfera terrestre.

Fenômenos naturais ganham evidência

O halo em Salvador ganhou relevância em um contexto marcado por manifestações intensas da natureza. Na segunda-feira (21), um tsunami meteorológico atingiu o litoral Sul de Santa Catarina, afetando Jaguaruna, Laguna e Imbituba com elevação repentina do nível do mar. Não houve registro de vítimas.

Diferente dos tsunamis sísmicos causados por terremotos, esse fenômeno resulta de mudanças bruscas na pressão atmosférica combinadas com ventos intensos sobre o oceano. Rajadas entre 60 e 90 km/h coincidiram com a rápida subida da água, causando alagamentos e danos em edificações e embarcações.

Radares meteorológicos, satélites e marégrafos confirmaram uma linha de instabilidade na região. O impacto foi tão severo que o mar avançou sobre áreas ocupadas. Na Praia do Cardoso em Laguna, o avanço atingiu o Restaurante Brisa do Mar por volta das 6h.

Rarezes e desafios climáticos

Ambos os fenômenos compartilham uma característica: a dificuldade em prever sua ocorrência com precisão. O tsunami meteorológico é considerado um evento raro cuja previsão permanece desafiadora para órgãos responsáveis pelo monitoramento climático.

Eventos naturais extremos — desde secas e inundações até tempestades e manifestações atmosféricas incomuns — têm reforçado a vulnerabilidade das cidades e populações diante da força bruta da natureza. A combinação desses fenômenos chama atenção para a importância do acompanhamento contínuo dos alertas emitidos por órgãos especializados.

Segredo do universo

Pode acontecer com a Terra? Astrônomo confirma que o Sol engoliu um planeta gigante

A descoberta resolve um antigo mistério.

25/09/2026 18h22

Foto: Pixabay/Pexels

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O Sol engoliu um planeta gigante durante seu estágio inicial, alterando profundamente sua estrutura interna. Um estudo do astrônomo turco Mutlu Yıldız, baseado em dados heliosísmicos e modelos astrofísicos, apresenta evidências sólidas dessa captura planetária, que ainda deixa rastros químicos na estrela.

A descoberta resolve um antigo mistério: a propagação do som no interior solar não coincide com as previsões dos modelos tradicionais. Quando o planeta — batizado de Dev Dilek — se dissolveu nas entranhas solares, o excesso de metais que trouxe modificou a opacidade da região abaixo da zona de convecção e corrigiu essas discrepâncias.

Por que o sistema solar é diferente

Diferentemente da maioria dos sistemas exoplanetários conhecidos, o nosso não possui super-Terras nas regiões internas. Os astrônomos levantaram uma hipótese para explicar essa ausência: esses mundos existiram originalmente, mas caíram em direção ao Sol durante a juventude da estrela.

O caminho dessas super-Terras começou no disco protoplanetário solar primordial. Naquela época, regiões de baixa turbulência — chamadas de zonas mortas — acumularam material suficiente para formar esses gigantes rochosos perto do centro do sistema. O atrito exercido pelo gás fez com que migrassem gradualmente até colidirem com o Sol nascente.

As evidências que apontam o planeta engolido

Para determinar a massa exata do planeta devorado, os pesquisadores usaram simulações numéricas com os códigos estelares MESA e ANKİ. Eles calcularam o excesso de metalicidade observado no interior solar e integraram numericamente o perfil químico para estimar com precisão o tamanho do corpo capturado.

Os resultados indicam que o objeto era uma super-Terra rochosa, com massa entre 4,6 e 5,8 vezes a da Terra. Esse intervalo satisfaz simultaneamente as exigências de velocidade do som detectadas pela heliossismologia e a abundância química medida na fotosfera solar atual.

O quebra-cabeça do lítio solar

A ingestão planetária também explica outro mistério de longa data: a depleção de lítio observada na superfície do Sol. Os níveis fotosféricos atuais coincidem perfeitamente com as medições dos astrônomos porque o planeta devorado carecia de lítio, e sua mistura interna permaneceu superficial.

Os cientistas testaram se outros mecanismos estelares internos poderiam explicar as anomalias sem exigir a captura de um planeta — variações na opacidade, na equação de estado e processos de mistura turbulenta. Nenhum desses fatores isolados forneceu uma solução completa.

A combinação entre a ingestão planetária e uma mistura turbulenta suave produziu o modelo mais preciso, reduzindo os resíduos da velocidade do som a níveis mínimos.

Paraíso pouco conhecido

Praias de água doce e águas azuladas: a vila a brasileira cercada pela Amazônia

O acesso é facilitado pela rodovia.

25/09/2026 17h49

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A 37 quilômetros de Santarém, no Pará, uma vila cercada pela Floresta Amazônica muda completamente de cara conforme o rio Tapajós sobe ou desce. Alter do Chão reúne areia clara e vegetação densa às margens do curso d'água, formando um cenário raro no país.

O acesso é facilitado pela rodovia estadual PA-457, pavimentada, que liga o distrito a Santarém com rapidez. Essa ligação direta faz da pequena vila um destino de fácil chegada mesmo estando dentro do bioma amazônico.

Um refúgio moldado pelo rio

O nível do Tapajós comanda o visual da orla e o cotidiano de quem mora por ali. A alternância entre cheia e seca redesenha os bancos de areia e transforma a rotina da comunidade ribeirinha ao longo do ano.

Essa oscilação cria duas experiências bem distintas na mesma vila: quando o leito sobe, as faixas arenosas somem sob a correnteza; quando baixa, elas reaparecem largas e convidativas para quem busca descanso à beira d'água.

Verão amazônico e a Ilha do Amor

Na vazante, o curso d'água recua e expõe extensos bancos de areia branca, dando início ao chamado verão amazônico. É nesse período que surgem as praias mais procuradas por quem viaja até o distrito paraense.

O principal cartão-postal dessa fase é a Ilha do Amor, uma ponta arenosa em frente à vila que reúne quiosques junto à margem. O visual atrai quem quer relaxar sob o sol e aproveitar as tonalidades azuladas do rio.

Passeios possíveis na temporada de cheia

Quando as chuvas elevam o volume das águas, boa parte das praias fica submersa e o cenário muda de função. Em vez do banho de sol, ganham espaço os passeios de barco por igarapés e trechos de mata alagada.

Canoas conduzem visitantes por canais estreitos entre árvores parcialmente cobertas pela correnteza, criando um roteiro silencioso de observação da natureza. Comunidades ribeirinhas tradicionais costumam guiar essas incursões pela vegetação submersa, unindo Turismo e vivência local.

Seja na seca ou na cheia, a vila mantém seu charme: o que muda é a forma de explorar as paisagens que só a combinação entre floresta e rio Tapajós consegue oferecer.

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