Contra a extinção

Buenos Aires procura voluntários para proteger ave ameaçada e oferece casa, comida e seguro

Inscrições estão abertas para voluntários interessados em participar do projeto de conservação da ave

Aves Argentinas e Estâncias Las Lilas estão com inscrições abertas para voluntários interessados em participar do projeto de conservação da Loica Pampeana, uma das aves mais ameaçadas da Argentina. O programa de 15 dias oferece alojamento, alimentação, equipamento de subsistência e seguro contra acidentes durante toda a permanência.

A iniciativa acontecerá nas regiões de Saavedra e Puan, no sudoeste de Buenos Aires, entre outubro e dezembro de 2026. Os interessados precisam chegar por conta própria até Pigüé ou Tornquist, de onde saem os traslados para o trabalho de campo.

Por que a Loica Pampeana precisa de proteção

A espécie habita os campos naturais do sudoeste de Buenos Aires, mas a perda e a transformação do habitat ameaçam sua sobrevivência. Durante o período reprodutivo, predadores também atacam os ninhos e reduzem a sobrevivência dos filhotes.

Desde 2021, o projeto reúne Aves Argentinas e Estâncias Las Lilas a outras organizações dedicadas à conservação da biodiversidade. O trabalho dos voluntários ajuda a estudar as colônias reprodutivas e a traçar estratégias de preservação da espécie.

Tarefas que os voluntários executarão

Os participantes colaboram com pesquisadores na procura e no monitoramento de ninhos com câmeras armadilha, na contagem de aves, na pesagem de filhotes e na instalação de proteções. Também capturam exemplares com redes de neblina, fazem anilhagem para identificação e coletam medidas e amostras biológicas.

Os participantes também registram sistematicamente os dados coletados no campo. O objetivo é reunir informações para entender o ciclo de vida da Loica Pampeana e os fatores que afetam sua reprodução.

Quem pode se inscrever

Podem se inscrever pessoas acima de 18 anos interessadas na conservação da natureza. Não é obrigatório ter diploma universitário, mas experiência prévia em trabalho de campo ou estudos ligados ao ambiente é valorizada.

Os requisitos essenciais são: boa condição física, disposição para trabalhar em grupo, capacidade de conviver no ambiente rural e permanência mínima de 15 dias. Quem tem formação em Biologia, Veterinária, Ciências Ambientais, Conservação ou passou pela Escola Argentina de Naturalistas recebe prioridade na seleção.

Como se candidatar

Interessados devem preencher o formulário de inscrição e anexar o currículo. Candidatos com experiência em conservação ou pesquisa podem incluir uma carta de recomendação de um profissional da área para reforçar a candidatura. As inscrições terminam em 30 de setembro de 2026, e a seleção considera a disponibilidade para permanecer mais tempo no projeto.

Grande oportunidade

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25/09/2026 07h21

Foto: Max Vakhtbovych/Pexels

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A ARCHELON, entidade grega de proteção às tartarugas marinhas, procura voluntários para cuidar dos filhotes que nascem nas praias do país em outubro. Não é preciso ter experiência prévia: basta ter mais de 18 anos, falar inglês e ter condições físicas para acompanhar o trabalho de campo.

O período coincide com o fim da reprodução, quando ainda há muitos ninhos em regiões como Zakynthos, o Peloponeso e Creta. Quem se inscrever acompanha o monitoramento das praias, participa das escavações após os nascimentos e ajuda a reunir dados sobre a reprodução da espécie.

Onde se inscrever

Alguns projetos ainda aceitam participantes nas próximas semanas. Em Creta, a iniciativa de Chania funciona até 10 de outubro, enquanto as frentes de Rethymno e Zakynthos continuam ativas até 15 de outubro.

Existe ainda uma opção que não depende da época de reprodução: o Centro de Rescate de Tortugas Marinas de Glyfada, perto de Atenas, recebe gente durante o ano inteiro. Ali o trabalho envolve reabilitação e devolução ao mar de animais feridos, e não o acompanhamento de ninhos.

A ARCHELON também oferece a possibilidade de participar por duas semanas nos projetos de praia — um diferencial para quem não consegue ficar o tempo usual de três a quatro semanas.

A participação tem custo, mas inclui hospedagem

A ARCHELON cobra uma taxa de participação, que ajuda a bancar a estadia e a manutenção das bases. O valor começa em 700 euros por quatro semanas, com hospedagem incluída nos projetos de praia. No Centro de Rescate de Glyfada, começa em 850 euros por cinco semanas.

Nas frentes de praia, a hospedagem costuma ser em acampamentos organizados pela própria entidade. Em Lakonikos, por exemplo, a base funciona dentro de um camping cercado de oliveiras, ao lado da praia de Mavrovouni. Já em Glyfada, a hospedagem é em um apartamento compartilhado em Paleo Faliro, com capacidade para até oito pessoas, cozinha, banheiro, sala, varanda e Wi-Fi.

As inscrições seguem abertas para quem quer participar entre o fim de setembro e outubro. As datas e vagas, porém, variam conforme o projeto escolhido e podem mudar de acordo com a necessidade de cada equipe.

Filosofia de vida

A lição de Schopenhauer sobre a vida: "O homem comum se preocupa com como passar o tempo"

Mas existe outra forma de se relacionar com o tempo.

24/09/2026 20h44

Imagem gerada por IA

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Preencher as horas com distrações e atividades automáticas é uma estratégia comum para evitar o tédio, mas existe outra forma de se relacionar com o tempo. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer resumiu essa diferença em uma reflexão que atravessou séculos: enquanto o homem comum se preocupa em como passar o tempo, o homem inteligente pensa em como usá-lo.

A frase aparece em Parerga e Paralipomena , obra publicada em 1851, na qual o pensador reuniu ensaios sobre diversos aspectos da existência e do comportamento humano. A distinção de Schopenhauer vai além da semântica: mostra como cada pessoa decide viver suas horas.

Passar versus usar: duas relações com o tempo

"Passar" o tempo significa ocupar a mente com entretenimentos, distrações e atividades que transcorrem quase em piloto automático. O objetivo é manter a atenção preenchida enquanto o dia avança, evitando o vazio que o tédio deixaria.

"Usar" o tempo, por sua vez, implica uma escolha deliberada: decidir quais atividades têm valor real e que lugar ocupam na vida de cada um.

Essa segunda opção não demanda ser produtivo ou cumprir listas de tarefas rigorosas. Descansar, estar com amigos, ler um livro ou até não fazer nada podem ser maneiras genuínas de usar o tempo — desde que sejam decisões conscientes.

Não se trata apenas de preencher minutos vazios, e a diferença está em quem governa a escolha: a pessoa ou o vazio do tédio.

Por que a ideia de Schopenhauer permanece relevante

Vivemos em rotinas densas de compromissos, onde estar ocupado costuma ser confundido com ser produtivo. Uma agenda repleta de tarefas não garante que o tempo tenha sido bem aproveitado — pode ser apenas um jeito de manter a mente afastada de questões mais profundas. A quantidade de atividades realizadas em um dia não equivale ao valor que carregam.

A ideia de Schopenhauer não é lotar ainda mais os dias de afazeres, mas estabelecer uma relação mais consciente com o tempo disponível. Um período breve dedicado a algo que importa de verdade pode valer mais do que horas gastas em distrações sem sentido. É a escolha intencional que transforma a passagem do tempo em seu uso.

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