Grande oportunidade

Ilha paradisíaca na Grécia busca novos moradores e oferece alojamento grátis

Ilha na Grécia está buscando novos moradores e oferece alojamento gratis

A ARCHELON, entidade grega de proteção às tartarugas marinhas, procura voluntários para cuidar dos filhotes que nascem nas praias do país em outubro. Não é preciso ter experiência prévia: basta ter mais de 18 anos, falar inglês e ter condições físicas para acompanhar o trabalho de campo.

O período coincide com o fim da reprodução, quando ainda há muitos ninhos em regiões como Zakynthos, o Peloponeso e Creta. Quem se inscrever acompanha o monitoramento das praias, participa das escavações após os nascimentos e ajuda a reunir dados sobre a reprodução da espécie.

Onde se inscrever

Alguns projetos ainda aceitam participantes nas próximas semanas. Em Creta, a iniciativa de Chania funciona até 10 de outubro, enquanto as frentes de Rethymno e Zakynthos continuam ativas até 15 de outubro.

Existe ainda uma opção que não depende da época de reprodução: o Centro de Rescate de Tortugas Marinas de Glyfada, perto de Atenas, recebe gente durante o ano inteiro. Ali o trabalho envolve reabilitação e devolução ao mar de animais feridos, e não o acompanhamento de ninhos.

A ARCHELON também oferece a possibilidade de participar por duas semanas nos projetos de praia — um diferencial para quem não consegue ficar o tempo usual de três a quatro semanas.

A participação tem custo, mas inclui hospedagem

A ARCHELON cobra uma taxa de participação, que ajuda a bancar a estadia e a manutenção das bases. O valor começa em 700 euros por quatro semanas, com hospedagem incluída nos projetos de praia. No Centro de Rescate de Glyfada, começa em 850 euros por cinco semanas.

Nas frentes de praia, a hospedagem costuma ser em acampamentos organizados pela própria entidade. Em Lakonikos, por exemplo, a base funciona dentro de um camping cercado de oliveiras, ao lado da praia de Mavrovouni. Já em Glyfada, a hospedagem é em um apartamento compartilhado em Paleo Faliro, com capacidade para até oito pessoas, cozinha, banheiro, sala, varanda e Wi-Fi.

As inscrições seguem abertas para quem quer participar entre o fim de setembro e outubro. As datas e vagas, porém, variam conforme o projeto escolhido e podem mudar de acordo com a necessidade de cada equipe.

Descoberta no espaço

Estrutura gigantesca foi encontrada na Via Láctea e libera partículas energéticas

O objeto fica a cerca de 12.000 anos-luz da Terra.

24/09/2026 20h00

Foto: Kostas Exarhos/Pexels

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Um grupo internacional de astrônomos identificou o primeiro microblazar já registrado dentro da Via Láctea, batizado de IRAS 18.293-941. O estudo foi aceito para publicação na revista Astronomy & Astrophysics e já está disponível no arXiv. Ele revela um par estelar capaz de disparar partículas com energia cerca de 100 vezes maior que a produzida no Grande Colisor de Hádrons.

O objeto fica a cerca de 12.000 anos-luz da Terra, distância que o torna um alvo raro para estudar de perto um fenômeno normalmente observado só em galáxias distantes. A estrutura funciona como um laboratório natural para entender como buracos negros produzem jatos capazes de acelerar matéria a velocidades extremas.

No centro dessa dupla está um buraco negro de massa estelar equivalente a 10 vezes a massa do Sol, que orbita uma estrela companheira a cada 11 dias. A força gravitacional do buraco negro puxa gás dessa estrela, formando um disco de material antes de parte dele ser arremessada de volta ao espaço em dois feixes opostos.

Um jato apontado quase direto para nós

Um desses feixes de matéria segue quase alinhado com a linha de visão da Terra, o que classifica o conjunto como microblazar. Essa orientação favorável é o que permite observar detalhes que normalmente ficam encobertos em objetos localizados a distâncias muito maiores.

Registros captados em radiofrequência mostraram como esse jato remodelou o espaço ao redor. A região afetada tem cerca de 100 anos-luz. Na escala cósmica, é pequena perto dos milhões de anos-luz alcançados por jatos de blazares mais distantes, mas expressiva para um sistema desse porte estelar.

A proximidade relativa do objeto compensa a escala menor, já que blazares maiores costumam estar tão longe que suas estruturas internas praticamente não podem ser resolvidas com precisão.

Colisão gera acelerador de partículas

O segundo jato, apontado para outra direção, colidiu com uma nuvem densa de gás interestelar. Esse choque criou condições para acelerar partículas a velocidades próximas da luz. As partículas atingiram energia estimada em cerca de 100 vezes a produzida pelo acelerador europeu e podem estar entre as mais rápidas já detectadas na galáxia.

O fenômeno não representa o acelerador natural mais potente já identificado no universo, mas se destaca como um dos mais extremos já registrados dentro da própria Via Láctea.

Benito Marcote, cientista sênior de apoio da ASTRON e do JIVE, afirmou que a descoberta abre caminho para estudar blazares remotos, formados por buracos negros supermassivos muito distantes, já que esses objetos ficam longe demais para serem detalhados em imagens diretas.

Segundo ele, ter um exemplo comparável dentro da própria galáxia permite examinar de perto a física por trás desses fenômenos.

Um objeto conhecido há décadas

IRAS 18.293-941 não é uma novidade recém-catalogada: sua existência já era conhecida desde 1983, quando foi captado pelo satélite infravermelho IRAS, dedicado a mapear fontes de radiação no espaço. O que mudou agora foi a interpretação sobre seu comportamento, revelada só com as observações de rádio mais recentes.

A classificação como microblazar torna esse ponto do céu uma referência para futuras pesquisas sobre buracos negros de massa estelar e sobre a formação de jatos relativísticos. A astronomia ainda tenta reconstruir como esses jatos se formam.

Proibição Nacional

Alerta da Anvisa: consumidores devem parar de usar shampoo, sabonete e outros produtos

Decisão foi anunciada pela Agência.

24/09/2026 19h20

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a venda, a fabricação e a distribuição de uma série de itens de higiene e cosmética no país. Shampoos, sabonetes, máscaras capilares, tônicos, bronzeadores e itens para ambientes estão entre os produtos atingidos pela medida. A proibição ocorreu porque os produtos eram comercializados e distribuídos sem a regularização sanitária exigida pela Anvisa.

Sem esse registro, não há garantia de que a composição e a fabricação seguem os padrões exigidos para o consumo seguro.

O que a proibição impede

A decisão da Anvisa vai além de tirar as mercadorias das prateleiras. Ela também barra a divulgação, a comercialização e até o uso continuado desses itens, que devem sumir de qualquer canal de venda, físico ou digital.

Quem já tem algum desses itens em casa deve interromper imediatamente o uso, segundo orientação da agência. A falta de regularização pode representar risco à saúde de quem aplica os produtos na pele ou no couro cabeludo.

Marcas capilares na mira

Entre os itens vetados estão dois voltados ao cuidado com os fios: o Bunne, um pó de fibra capilar, e o Maycheer Hair Rich Shading Powder. Ambos seguem o mesmo destino das demais mercadorias barradas pela agência.

A Essence Indústria e Comércio Ltda também teve itens apreendidos. A lista inclui o tônico ativador de crescimento capilar Capi Hair. O shampoo de crescimento capilar Essencial for Men, de 250 ml, e o Repelente bloqueador de odores para ambiente da linha Casa.

Bronzeador e Sabonete também barrados

Ainda da Essence, a Parafina bronzeadora Rainha Solar, com cenoura e urucum e FPS 8, de 120 gramas, está entre os vetados. O Sabonete em gel Mixderme, voltado para pele do diabético, com 200 ml, e o Fluido antimicose Ar Tratamento, de 30 ml, completam a relação da marca.

A partir da decisão do órgão regulador, nenhum desses itens pode ser fabricado ou revendido no território nacional. A recomendação de interromper o uso também vale para quem já adquiriu qualquer um desses cosméticos.

Grande lote de itens da Bunny

A marca Bunny foi a mais afetada pela decisão: 37 itens diferentes entraram na lista de proibição. O catálogo inclui géis de banho, hidratantes corporais, esfoliantes, sprays para ambiente e névoas para travesseiro.

Fazem parte do grupo linhas como The Bunny Club. Com versões de Body Polish, Body Splash e Shower gel, além de sabonetes líquidos para as mãos com fragrâncias como figo e mel, Chá Branco e Rosa com Fava Tonka. Também estão vetados os difusores e homesprays com aromas florais e amadeirados.

Produtos de banho e hidratação vetados

Entre os itens barrados da Bunny estão ainda diversas versões de Shower gel, Body Splash e Body Butter, com variações de cereja, morango, Maçã verde e baunilha. A linha Farmers Market, com Body Scrub e Body Splash de cereja e baunilha, também está na lista.

Névoas de travesseiro e sprays para o sono, como o The Sleep Time Pillow Mist e as versões com gengibre e Lavanda, completam o conjunto de itens proibidos dessa marca.

Quem tiver qualquer um desses itens em casa deve interromper o uso e acompanhar novas comunicações da Anvisa sobre a situação sanitária das marcas envolvidas.

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