Ensinamento

Confúcio deixou uma lição sobre ressentimento: exija muito de si e espere pouco dos outros

Ensinamento está em coletânea de diálogos reunida pelos discípulos do filósofo chinês

Uma máxima atribuída a Confúcio oferece uma resposta direta à mágoa: exigir muito de si mesmo e esperar pouco dos outros. O ensinamento está nos Analectos, coletânea de diálogos reunida pelos discípulos do filósofo chinês após sua morte, e resume o núcleo de sua obra.

O raciocínio por trás da frase é simples: quando depositamos expectativas no comportamento alheio, ficamos reféns de decisões que não controlamos. Esse terreno favorece o ressentimento. Ao voltar a atenção para a própria conduta, em vez de esperar reciprocidade, reduzimos boa parte do rancor.

O mundo que formou esse pensamento

Confúcio viveu numa época de fragmentação política e disputas territoriais. Como funcionário e conselheiro, testemunhou os efeitos da ambição descontrolada sobre a convivência coletiva.

Em vez de propor enfrentamento ou ruptura radical, ele defendeu uma transformação que começaria pelo indivíduo. A mudança não viria de leis mais duras ou punições severas, mas do exemplo pessoal de quem ocupa posições de liderança e convive com os demais. Nessa visão, o indivíduo transforma a sociedade ao cultivar o próprio caráter.

A pessoa nobre e o autodomínio

Dessa visão emerge o conceito de junzi, expressão traduzida como "pessoa nobre" — não por herança ou título, mas pela forma como cultiva retidão no dia a dia. Trata-se de quem pauta a conduta pela integridade, mesmo quando ninguém observa. A autodisciplina deixa de ser privada para moldar o ambiente ao redor.

Essa ideia se conecta a outras duas bases do pensamento confuciano: o ren, que une humanidade e benevolência, e o li, que trata rituais como guia de comportamento, não mera formalidade. Para Confúcio, a ordem social não nasce da imposição, mas do exemplo moral de quem lidera.

Ele comparava o líder a uma estrela polar imóvel, em torno da qual a comunidade orbita naturalmente. A imagem do líder como estrela polar atravessou séculos e ainda orienta parte da cultura oriental.

Ciência

Cientistas confirmam afundamento de cidade que está rebaixando 21 cm por ano

O levantamento foi publicado na revista Nature.

13/10/2026 14h17

Imagem gerada por inteligência artificial

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Pesquisadores mapearam o rebaixamento do solo em 465 cidades ao redor do mundo. E descobriram que a Cidade do México lidera o ranking de afundamento, com trechos específicos cedendo aproximadamente 217 milímetros — ou 21 centímetros — por ano.

O levantamento, publicado na revista Nature, analisou dados coletados entre 2014 e 2023 em regiões da Ásia, da Ásia Central e Ocidental e da América do Norte. O fenômeno ameaça construções, eleva o risco de inundações e revela como o subsolo das grandes cidades está em transformação contínua.

Ao longo de menos de um século. A capital mexicana já afundou mais de 12 metros — evidência de um processo que se acelerou com o crescimento urbano e o aumento das demandas por água.

Como o solo se movimenta

O estudo utilizou dados de InSAR, obtidos por radar orbital, para captar com precisão as variações na superfície terrestre. A mediana do rebaixamento em toda a Cidade do México é de 8 milímetros por ano. Bem abaixo dos picos registrados em áreas específicas onde construções e atividades humanas intensas se concentram sobre o subsolo.

Embora a capital mexicana seja o caso mais crítico, outras cidades importantes apresentaram estabilidade no mesmo período. Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevidéu e Nápoles registraram taxas anuais entre 0,1 e 1,9 milímetros — um patamar considerado baixo nessa escala de medição.

Essa diferença entre municípios reflete como a geologia local e o padrão de uso dos recursos subterrâneos moldam o ritmo do afundamento.

Os principais culpados do afundamento

A extração intensa de água subterrânea é o principal fator do colapso do solo na Cidade do México. O lençol freático encolhe aproximadamente 40 centímetros por ano, enquanto cerca de 40% da água distribuída à população é perdida em vazamentos. Essa pressão dupla força o bombeamento cada vez mais profundo.

O peso das infraestruturas urbanas e a retirada de minerais e gases naturais amplificam o problema.

Fatores naturais também desempenham um papel relevante, e a compactação de sedimentos, comum em cidades construídas sobre deltas de rios, planícies aluviais e regiões costeiras, contribui para o movimento descendente do terreno. Períodos prolongados de seca aumentam essa pressão ao reduzir a disponibilidade de água na superfície, obrigando as cidades a intensificar o bombeamento subterrâneo.

Impactos visíveis nas estruturas urbanas

O rebaixamento do solo já deixou marcas visíveis no patrimônio da Cidade do México. O monumento Anjo da Independência teve 14 degraus adicionados para compensar o afundamento do terreno — uma solução paliativa que ilustra a magnitude do fenômeno.

Estudos recentes mostram que o solo cede mais de 2 centímetros por mês em algumas áreas específicas, velocidade que coloca em risco fundações, tubulações e toda a infraestrutura urbana.

Por que faltam soluções globais

Apesar da gravidade do problema, a compreensão sobre o afundamento global permanece fragmentada. Pesquisas anteriores utilizaram métodos distintos, abrangeram períodos diferentes e concentraram-se em um pequeno número de cidades — obstáculos que dificultam comparações confiáveis em escala mundial.

Regiões construídas sobre solos mais compactos tendem a sofrer menos com esse movimento. Mas a falta de registros padronizados sobre essas áreas dificulta a formulação de políticas públicas voltadas às regiões de maior risco. Sem comparação global confiável, fica mais complexo direcionar recursos e implementar intervenções urgentes onde o solo cede mais rapidamente.

O mapeamento realizado pela Nature representa um passo importante para mudar esse cenário e alertar cidades ao redor do mundo sobre um risco crescente e frequentemente ignorado.

Profecia

Ela previu o 11 de Setembro e deixou uma profecia para 2027

Transformações extraordinárias na espécie humana.

13/10/2026 13h49

Foto: Jacoby Clarke/Pexels

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Uma suposta profecia sobre o ano de 2027 promete transformações extraordinárias na espécie humana. O relato é atribuído à mística búlgara Baba Vanga, morta há mais de três décadas. Entre as previsões que seus seguidores costumam associar a ela está a antecipação do ataque às Torres Gêmeas, em 2001, o que mantém vivo o interesse por seus demais prognósticos. De acordo com o relato, uma parte da população passaria a apresentar capacidades fora do comum, classificadas como sobre-humanas.

Os relatos não deixam claro como essa mudança ocorreria, mas cogitam três origens distintas: o surgimento de uma doença ainda não identificada, um experimento genético ou uma intervenção proposital na biologia humana. Os relatos não esclarecem as consequências dessa mudança para a sociedade nem se esses indivíduos representariam uma ameaça ou um avanço evolutivo.

O que a profecia descreve

Os relatos modernos não detalham quais habilidades incomuns poderiam surgir. As interpretações incluem força ampliada, inteligência elevada, resistência a doenças ou até sintomas nunca documentados pela medicina. A suposta profecia sugere que apenas uma parcela da população seria afetada, o que criaria um pequeno grupo com capacidades diferentes das do restante da humanidade.

Essa divisão deixaria incerto o impacto futuro. O surgimento de pessoas com essas características poderia dividir permanentemente a espécie, mas não se sabe se isso representaria evolução, ameaça ou apenas uma transformação irreversível. O relato não esclarece esse aspecto central da visão.

Quem foi Baba Vanga

Nascida em 1911 com o nome de Vangeliya Pandeva Dimitrova, a mística búlgara ficou cega ainda criança, aos 12 anos, após ser atingida por um tornado. Esse evento coincidiu, segundo seguidores, com o despertar de suas supostas habilidades paranormais. Ao longo de sua vida, fez previsões frequentemente vagas sobre desastres naturais, mudanças políticas e avanços tecnológicos.

Vários acontecimentos reais — o desastre submarino de Kursk, o Brexit e a ascensão do ISIS — são apontados por apoiadores como confirmação de suas visões. Fenômenos climáticos e naturais recentes também entraram na lista de episódios que seguidores associam a previsões antigas de Vanga: o terremoto de magnitude 7,7 em Mianmar, registrado em março, somado a ondas de calor, incêndios florestais, inundações e tempestades em várias regiões do mundo.

De acordo com relatos, deixou previsões que se estendem até o ano 5.079. Especialistas alertam, porém, que suas profecias carecem de fundamentação factual e sofrem questionamentos sobre imprecisão nas interpretações.

Ceticismo e outras previsões

A atribuição de profecias a Baba Vanga enfrenta críticas porque ela nunca deixou registros escritos de suas visões. Grande parte dos relatos surgiu depois, por meio de sua sobrinha, Krasimira Stoyanova, e de seguidores que registraram as supostas visões. Essas interpretações foram criticadas por erros ou por possíveis falhas na compreensão do que a mística teria realmente comunicado.

Seguidores também atribuem a Baba Vanga outras profecias para 2026, anteriores à suposta transformação de 2027: a chegada de uma enorme nave espacial. A mudança da liderança russa antes do fim do ano e o início de uma Terceira Guerra Mundial. Sem comprovação factual, essas previsões permanecem no campo da especulação.

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