Virou tendência

Paredes lisas ficam para trás: a nova tendência de 2027 aposta em texturas

As paredes completamente lisas vem perdendo cada vez mais espaço

As paredes completamente lisas, que por anos deram aos ambientes sensação de ordem e amplitude, perdem espaço em 2027. A decoração de interiores aposta em revestimentos que trazem profundidade visual e acabamento sofisticado, em uma proposta mais aconchegante.

A tendência já aparece em casas e apartamentos, sobretudo em cômodos onde o morador quer mudar o visual de uma parede sem recorrer a móveis grandes nem reduzir a metragem útil. Painéis, texturas e cores diferentes dão personalidade ao espaço sem exigir uma reforma completa.

O fim do fundo neutro nas casas

Uma parede lisa funciona bem como pano de fundo, mas não cria camadas visuais. Acabamentos com relevo, ao contrário, multiplicam os planos de profundidade e deixam o cômodo com uma atmosfera mais acolhedora.

O recurso ajuda quem quer dar identidade ao ambiente sem encher a sala de objetos decorativos. O formato do desenho na parede varia conforme o tamanho do cômodo e o estilo que o morador busca para a casa.

Materiais que ganham força em 2027

Painéis de madeira, ripas verticais e revestimentos têxteis despontam entre as escolhas mais procuradas para dar um novo relevo às paredes. Tintas com efeito texturizado e acabamentos em pedra ou cimento aparente completam essa lista de opções.

Cada material produz um efeito diferente no ambiente, por isso a escolha depende do resultado que se deseja alcançar. Madeira, tecido e pintura texturizada entregam resultados visuais distintos entre si, mesmo quando aplicados na mesma metragem de parede.

Como aplicar sem fazer obra grande

Para renovar o ambiente sem uma reforma de grande porte, o morador pode revestir apenas uma das paredes principais do cômodo. A tinta com efeito texturizado é a alternativa mais simples para criar esse impacto visual.

Quem busca um efeito mais marcante pode apostar em painéis de madeira, ripas ou revestimentos autoadesivos, que dispensam contratação de mão de obra especializada. Tons claros ajudam a manter a luminosidade e a sensação de amplitude do espaço, enquanto cores mais escuras ou com relevo mais marcado transformam a parede no ponto focal do ambiente.

Descoberta misteriosa

Após 7 anos no fundo do Ártico, microfone é encontrado com um arquivo intrigante

Aparelho permaneceu capturando sons durante sete anos

02/10/2026 10h27

Imagem: Tsy1980/Wikimedia Commons

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Um hidrofone instalado a 500 metros de profundidade sob o mar de Beaufort permaneceu capturando sons durante sete anos — período raro em uma das regiões mais hostis do planeta para pesquisa.

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Álamos analisaram os registros em um estudo publicado no Journal of the Acoustical Society of America. Os dados oferecem um mapa inédito de como a paisagem sonora do Ártico muda conforme as estações.

O equipamento integra as estações de monitoramento de ruído oceânico da NOAA, projetadas para captar sons que se propagam pela água durante longos períodos. Manter esse tipo de observação contínua no Ártico é difícil por causa das condições ambientais. Gelo, frio e isolamento tornavam rara qualquer permanência prolongada até agora.

O que o gelo e as ondas revelam

Os dados mostram que o fundo do Ártico não é um ambiente sonoro estável. No inverno, o movimento e a deformação do gelo marinho geram uma quantidade considerável de ruído subaquático, enquanto no verão as ondas assumem o papel dominante.

Essas variações sazonais afetam diretamente a capacidade dos instrumentos de identificar um som específico. Um som audível em uma época do ano pode desaparecer meses depois, mascarado pelo ruído de fundo.

Compreender esse padrão natural é essencial para diferenciar o comum do extraordinário. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, estabelecer uma referência acústica desse tipo permite interpretar futuras detecções nessa área do oceano Ártico com mais precisão. O arquivo de sete anos funcionou como um banco de dados do "som normal" da região.

O ruído que vem da superfície e do subsolo

Os registros capturam também prospecções sísmicas realizadas com canhões de ar — equipamentos usados para investigar a geologia sob o fundo marinho. Esse som de origem humana se mistura com o gerado pelo gelo, pelas ondas, pelo vento, pelas embarcações e pela fauna marinha.

O resultado é um cenário acústico complexo, no qual identificar a origem de cada sinal exige conhecimento prévio das condições ambientais.

A água oferece uma vantagem particular: certos sons percorrem longas distâncias por ela. Um terremoto pode produzir sinais acústicos detectáveis a quilômetros de distância, assim como explosões, cuja propagação depende da localização e das condições ao redor. O tráfego marítimo adiciona camadas extras de ruído que os cientistas precisam separar de eventos naturais genuínos.

Por que ter um padrão de referência importa

A dificuldade não se resume a notar quando o som subaquático aumenta. Os pesquisadores precisam determinar se esse aumento representa um evento excepcional ou apenas uma variação natural do ambiente.

O trabalho do Laboratório Nacional de Los Álamos fornece essa referência para um local específico do mar de Beaufort. Era o marco que faltava para monitorar com eficácia essa região crítica.

Poder da leitura

"Quem não lê terá vivido apenas uma vida": a reflexão de Umberto Eco sobre o poder da leitura

De acordo com ele, quem lê terá vivido 5.000 anos

02/10/2026 10h05

Foto: NWimagesbySabrinaE/Pixabay

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Chegar aos 70 anos sem nunca abrir um livro significa ter conhecido apenas a própria existência, segundo o escritor, filósofo e semiólogo italiano Umberto Eco. Em uma de suas frases mais lembradas, ele afirmou que quem lê terá vivido 5.000 anos.

Por trás dessa comparação está uma ideia simples: os livros multiplicam o tempo que uma pessoa tem para experimentar o mundo. Enquanto a vida real impõe limites de época, lugar e circunstância, a leitura rompe essas barreiras e oferece acesso a histórias que se passaram em outros séculos e contextos.

O que Eco quis dizer com a frase

Nenhum ser humano vive mais do que algumas décadas, e cada um atravessa apenas uma fração da história em primeira pessoa. Um romance ambientado em outro século, porém, permite experimentar indiretamente conflitos, costumes e emoções de gerações que já desapareceram.

Os "5.000 anos" mencionados pelo autor funcionam como uma metáfora, não como uma soma literal de tempo. A ideia central é que cada obra lida acrescenta uma camada de vivência emprestada, construída a partir do olhar de quem escreveu sobre outras épocas e outras formas de existir.

 

Como os livros ampliam a experiência

Uma biografia conta a trajetória de alguém que viveu sob circunstâncias diferentes das do leitor. Um livro de viagem apresenta paisagens e culturas que o leitor talvez nunca visite, enquanto um ensaio traz um ponto de vista que dificilmente surgiria sem essa leitura.

Esse efeito depende, sobretudo, da identificação com personagens e situações narradas nas páginas. Ao acompanhar uma trama, quem lê absorve pensamentos, decisões e sentimentos de figuras que nasceram em realidades distantes da sua.

Ficção, memória e identificação

Esse efeito se manifesta na ficção, mas também em relatos autobiográficos e testemunhos históricos. A literatura não substitui o que cada pessoa vive de fato — ela soma a isso um repertório de saberes e emoções que vêm de outras vozes.

Questões que já preocupavam autores de séculos passados continuam presentes em textos lidos hoje, o que demonstra como certos dilemas humanos atravessam o tempo sem perder força. Um livro aberto hoje reúne séculos de histórias que seguem vivas pela leitura.

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