O eclipse solar total que está previsto para acontecer no dia 2 de agosto de 2027 vai escurecer o céu por mais de seis minutos e será o mais longo do século 21. A duração máxima ocorre na região de Luxor, no Egito, onde a escuridão completa deve durar 6 minutos e 22 segundos.
Uma faixa contínua de sombra vai atravessar Europa, África e Oriente Médio, passando por países como Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Fora dessa rota, o Sol aparece apenas parcialmente encoberto pela Lua, em regiões da Europa, África, sul da Ásia e leste da América do Norte.
Horários no fuso de Brasília
Pelo horário de Brasília, o eclipse parcial começa às 04h30, e a totalidade, às 05h23. O eclipse atinge o ponto de maior escuridão às 07h06, no auge da totalidade.
A escuridão completa termina às 08h49, e o eclipse parcial se encerra às 09h43. Quem estiver fora da rota principal ainda verá parte do eclipse, mas não a totalidade.
O que explica tanto tempo de sombra
A longa duração está ligada ao perigeu lunar, momento em que a Lua fica mais próxima da Terra em sua órbita. Nessa condição, a sombra projetada pelo satélite fica maior e cobre uma área estimada em 2,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície terrestre.
Embora o Sol seja 400 vezes maior que a Lua, ele também está cerca de 400 vezes mais distante. Por isso, os dois astros parecem ter o mesmo tamanho no céu. Essa relação permite ao satélite cobrir totalmente o disco solar durante o eclipse.

Um recorde que só será superado décadas depois
O eclipse de 2027 será o total mais longo na Terra entre 1991 e 2114. Para comparação, o eclipse de abril de 2024, que cruzou a América do Norte, durou 4 minutos e 28 segundos de totalidade — menos que o previsto para 2027.
Como fica o céu durante a totalidade
Durante a escuridão completa, o ambiente fica tão escuro quanto em um entardecer repentino, mesmo em pleno dia. Nesse momento, a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, fica visível a olho nu, algo que o brilho intenso do astro normalmente impede.
Em algumas regiões da faixa de totalidade, estrelas podem até aparecer no céu por alguns instantes. Essa combinação rara de fatores astronômicos é o que faz do eclipse de 2027 um evento que só vai se repetir depois de mais de um século.

