Bebê em fuga?

Bebê de 1 ano e 6 meses foge sozinho da creche e caminha até o trabalho da mãe em Santa Catarina

Criança percorreu cerca de 50 metros pelas ruas de Braço do Norte

Uma criança de 1 ano e 6 meses saiu sozinha de uma creche em reforma. E percorreu cerca de 50 metros pelas ruas de Braço do Norte até chegar ao local onde sua mãe trabalha. O fato ocorreu na manhã de sexta-feira, 25, e foi documentado por câmeras de segurança da região.

As imagens mostram o menino atravessando uma via com carros em movimento. Durante o trajeto, a criança tropeçou e caiu, mas se levantou e continuou sozinha até bater no vidro da porta do prédio onde a mãe trabalha. Uma recepcionista identificou a presença do bebê e o levou até Naiara Vieira, encerrando a apreensão da família.

 

Reação da mãe e impacto do episódio

Naiara Vieira relatou à NSC TV que ficou apavorada ao ver o filho chegar sozinho ao local de trabalho. A mãe afirmou que o ocorrido poderia ter resultado em tragédia, porque o menino atravessou a rua desacompanhado, exposto a veículos em movimento.

Após o episódio, a família retirou a criança da creche onde o fato aconteceu e a transferiu para outra unidade de ensino. A decisão reflete a perda de confiança na segurança da instituição, que estava em obras no momento do incidente.

Investigações administrativas e criminais

A Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer como a criança deixou a creche sem supervisão e determinar responsabilidades. A secretária Joana Silva Lessa, da Secretaria Municipal de Educação e Desporto de Braço do Norte, pediu uma sindicância administrativa para apurar os procedimentos adotados pela unidade.

O Ministério Público de Santa Catarina também abriu uma apuração sobre o caso. Na investigação, a promotora visitará a creche para ouvir os profissionais envolvidos. A Promotoria requisitou ainda todas as gravações das câmeras de segurança da instituição do dia do episódio, com prazo de três dias para que sejam entregues.

A Secretaria afirmou que protegerá os dados pessoais e a identidade dos envolvidos porque o caso envolve uma criança.

Impacto forte

Asteroide provoca efeito catastrófico no Mar do Norte e levanta tsunami de mais de 100 metros

Impacto deformou uma extensa área do fundo oceânico e deslocou a água.

30/09/2026 09h50

Foto: Ray Bilcliff/Pexels

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O leito do Mar do Norte foi atingido há 43 a 46 milhões de anos por um asteroide de 160 metros de diâmetro, que viajava em alta velocidade e entrou em um ângulo baixo. O impacto deformou uma extensa área do fundo oceânico e deslocou a água.

A colisão criou a Cratera Silverpit, cuja origem permaneceu discutida por mais de duas décadas, até que imagens sísmicas, amostras de rocha. E dados sobre a idade dos sedimentos confirmassem que se tratava de um impacto.

Localizada a aproximadamente 130 quilômetros de Yorkshire, a cratera está soterrada a cerca de 700 metros de profundidade no leito marinho e permanece invisível para quem navega acima dela. Levantamentos sísmicos feitos originalmente para explorar o subsolo identificaram ali a prova geológica do impacto.

Simulações do impacto indicam que o tsunami gerado nas proximidades superou os 100 metros, transformando a região em poucos segundos.

A magnitude oculta da deformação

A cavidade central da Cratera Silverpit mede aproximadamente 3,2 quilômetros de diâmetro. A deformação causada pela colisão se estende por aproximadamente 18 quilômetros, quase seis vezes o diâmetro da cavidade principal deixada pelo impacto.

A diferença entre o tamanho do asteroide e a área que ele alterou mostra a escala da colisão. A energia liberada no impacto comprimiu e moveu sedimentos por uma extensa área do fundo oceânico, criando uma zona de destruição que perturbou as camadas rochosas muito além dos limites do impacto direto.

A deformação pode incluir crateras secundárias e fraturas que se propagaram pelo subsolo marinho.

 

Décadas para confirmar a causa real

A Cratera Silverpit foi identificada em 2002 durante levantamentos sísmicos de rotina, mas sua origem permaneceu controversa por mais de duas décadas. Alguns pesquisadores argumentavam que movimentos de sal no subsolo poderiam gerar uma geometria semelhante à de uma cratera de impacto, mantendo viva a dúvida sobre as verdadeiras causas da deformação.

A combinação de novas imagens sísmicas, amostras de rocha e informações sobre a idade dos sedimentos foi decisiva, segundo estudo publicado na Nature Communications.

Esse conjunto de dados eliminou as alternativas e confirmou que um asteroide colidiu com o leito marinho dezenas de milhões de anos atrás. As marcas da colisão permanecem até hoje, e a Silverpit é um dos raros exemplos de impacto confirmado em ambiente submarino.

Raridade entre crateras marinhas

A dificuldade em detectar impactos submarinos reside na profundidade, que oculta evidências visuais diretas, e na capacidade do oceano de apagar rapidamente sinais superficiais. A Silverpit mostra como eventos extremos podem ser rastreados e confirmados mesmo sem indícios visíveis na superfície. O caso também pode ajudar a identificar outros impactos antigos ainda ocultos nas profundezas dos oceanos.

NASA em ação

Missão de 8 dias durou 9 meses: NASA dá novo impulso à nave da Boeing

Investimento milionário foi aplicado na operação

30/09/2026 09h28

Imagem: Divulgação/NASA

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A NASA confirmou na última segunda-feira (28) um investimento de US$ 359 milhões para adaptar a espaçonave Boeing e certificá-la para um foguete diferente do que ela usava até agora. O plano inicial previa oito dias na Estação Espacial Internacional.

Os astronautas Sunita Williams e Barry Wilmore chegaram em junho de 2024 para uma missão de teste. Mas ficaram presos em órbita terrestre durante nove meses enquanto engenheiros tentavam descobrir o que havia dado errado. A falha no sistema de propulsão e os vazamentos de hélio revelaram problemas estruturais mais profundos do que se imaginava.

Para trazer os dois de volta, a NASA recorreu à Crew Dragon, da SpaceX.

O que saiu do trilho na primeira tentativa

A Starliner chegou à estação em junho de 2024 com falhas repetidas no sistema de propulsão durante a aproximação. Propulsores suficientes voltaram a funcionar para permitir a acoplagem, mas os vazamentos de hélio indicavam um problema estrutural que não podia ser ignorado.

Com Williams e Wilmore impossibilitados de retornar, a NASA classificou posteriormente a missão como um "acidente tipo A" — a designação de nível mais alto para fracasso de uma operação espacial. O astronauta Woody Hoburg foi anunciado como comandante da próxima missão com tripulação, reforçando o comprometimento da agência com o projeto.

Novo cronograma e mudança tecnológica

A próxima viagem da Starliner, prevista para dezembro, será apenas de carga, sem astronautas a bordo. A nave não deve voltar a levar pessoas ao espaço antes de meados de 2028, quando as correções estiverem concluídas e ela tiver sido certificada para o novo foguete Vulcan.

A troca de foguete era inevitável: a Starliner foi projetada para o Atlas V, da United Launch Alliance, mas restam apenas seis unidades que usam motores russos. O Vulcan, sucessor do Atlas V, ainda não está certificado para voos tripulados, e a NASA arcará com esse custo.

A certificação é um passo crítico para garantir dois caminhos independentes de acesso humano ao espaço.

SpaceX segue adiante enquanto Boeing se reposiciona

As trajetórias das duas empresas, contratadas em 2014 para levar astronautas à órbita, divergem. A SpaceX completou uma dúzia de missões operacionais da Crew Dragon desde seu primeiro voo bem-sucedido em 2020. A 13ª missão está agendada para decolar nesta quinta-feira, 1º de outubro.

A NASA também concedeu à SpaceX três novas missões no valor de US$ 946 milhões, com lançamentos previstos para 2027 e 2028. Enquanto isso, executivos da SpaceX afirmam que pretendem aposentar a Crew Dragon após o Starship entrar em operação. A diferença mostra que o setor privado avança mais rapidamente que os programas convencionais de exploração espacial.

O futuro do acesso humano ao espaço

Mesmo com os problemas, a NASA mantém a Starliner como peça central de sua estratégia de redundância no acesso à órbita baixa. A agência planeja desativar a Estação Espacial Internacional em 2030, quando estações comerciais deverão assumir seu papel como laboratório orbital.

O investimento de US$ 359 milhões mostra que a agência decidiu corrigir, adaptar e certificar a Starliner em vez de abandonar a plataforma. Para a NASA, manter duas rotas independentes de transporte humano continua fundamental, e agora, esse objetivo passa por um foguete novo.

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