História de superação

Ele nasceu sem braços e conquistou a CNH no Brasil dirigindo com os pés

A carteira de habilitação saiu há pouco mais de um mês.

Um carro adaptado em Pará de Minas mudou a rotina de Reiner Jesus Martins, de 20 anos. Estudante de agronomia em Lavras, no Sul de Minas, ele nasceu sem os dois braços e passou a dirigir usando as pernas.

A carteira de habilitação saiu há pouco mais de um mês e representa uma etapa dentro de uma trajetória construída desde a infância. Antes de chegar à aprovação, Reiner passou pela avaliação de uma junta médica do Detran, responsável por definir as adaptações necessárias ao veículo.

Como foi o caminho até a aprovação

Encontrar uma autoescola com carro compatível com as adaptações exigidas não foi tarefa simples. Foi em Pará de Minas que ele localizou a estrutura certa para iniciar as aulas práticas seguindo o laudo médico.

Nas primeiras tentativas ao volante, Reiner precisou entender na prática os movimentos que o laudo indicava. O nervosismo inicial deu espaço a uma sensação de conquista logo na primeira sessão. E a aprovação veio no dia 5 de agosto, num misto de alívio e emoção que ele carrega até hoje.

Espaço para melhorar o processo

Para ele, o caminho percorrido por pessoas com deficiência até a CNH ainda esbarra em entraves que vão além da parte técnica. Falta de acessibilidade, informações desencontradas e equipes de autoescola pouco preparadas tornam a jornada mais longa do que precisaria ser.

Ele defende trâmites menos burocráticos e profissionais mais capacitados para lidar com adaptações específicas. Um sistema assim, segundo ele, abriria caminho para que mais pessoas com deficiência tivessem a chance de dirigir e ganhar independência.

Uma bicicleta sem guidão na infância

Muito antes do carro, veículos adaptados já faziam parte da vida de Reiner. Um padrinho construiu para ele uma bicicleta sem guidão convencional, que podia ser conduzida com o apoio do tronco — peça que a família guarda até hoje.

Essa relação com formas alternativas de se locomover nasceu ainda em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, cidade onde ele veio ao mundo. A mãe já sabia, durante a gravidez, que o filho nasceria sem os braços.

Terapias e autonomia desde cedo

Reiner passou por acompanhamentos terapêuticos ainda nos primeiros meses de vida, buscando formas próprias de realizar tarefas cotidianas. A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e unidades da APAE em diferentes cidades fizeram parte desse acompanhamento, ao lado de sessões de terapia ocupacional, equoterapia e hidroterapia.

Um projeto de reflorestamento conduzido pela Universidade Federal de Viçosa e pela Universidade Federal de Lavras acompanhou o jovem em atividades ligadas ao curso de agronomia. Área que ele escolheu seguir na vida acadêmica.

Dentro de casa, a mãe incentivava cada gesto de independência. Escrever, comer, escovar os dentes e se vestir tornaram-se tarefas resolvidas majoritariamente com os pés, e em certas situações também com a boca, o queixo e o tronco.

Com a CNH nas mãos — ou melhor, nos pés —, Reiner soma mais uma conquista a uma vida marcada pela busca constante por fazer as coisas do seu próprio jeito.

Segredo do universo

Pode acontecer com a Terra? Astrônomo confirma que o Sol engoliu um planeta gigante

A descoberta resolve um antigo mistério.

25/09/2026 18h22

Foto: Pixabay/Pexels

Continue Lendo...

O Sol engoliu um planeta gigante durante seu estágio inicial, alterando profundamente sua estrutura interna. Um estudo do astrônomo turco Mutlu Yıldız, baseado em dados heliosísmicos e modelos astrofísicos, apresenta evidências sólidas dessa captura planetária, que ainda deixa rastros químicos na estrela.

A descoberta resolve um antigo mistério: a propagação do som no interior solar não coincide com as previsões dos modelos tradicionais. Quando o planeta — batizado de Dev Dilek — se dissolveu nas entranhas solares, o excesso de metais que trouxe modificou a opacidade da região abaixo da zona de convecção e corrigiu essas discrepâncias.

Por que o sistema solar é diferente

Diferentemente da maioria dos sistemas exoplanetários conhecidos, o nosso não possui super-Terras nas regiões internas. Os astrônomos levantaram uma hipótese para explicar essa ausência: esses mundos existiram originalmente, mas caíram em direção ao Sol durante a juventude da estrela.

O caminho dessas super-Terras começou no disco protoplanetário solar primordial. Naquela época, regiões de baixa turbulência — chamadas de zonas mortas — acumularam material suficiente para formar esses gigantes rochosos perto do centro do sistema. O atrito exercido pelo gás fez com que migrassem gradualmente até colidirem com o Sol nascente.

As evidências que apontam o planeta engolido

Para determinar a massa exata do planeta devorado, os pesquisadores usaram simulações numéricas com os códigos estelares MESA e ANKİ. Eles calcularam o excesso de metalicidade observado no interior solar e integraram numericamente o perfil químico para estimar com precisão o tamanho do corpo capturado.

Os resultados indicam que o objeto era uma super-Terra rochosa, com massa entre 4,6 e 5,8 vezes a da Terra. Esse intervalo satisfaz simultaneamente as exigências de velocidade do som detectadas pela heliossismologia e a abundância química medida na fotosfera solar atual.

O quebra-cabeça do lítio solar

A ingestão planetária também explica outro mistério de longa data: a depleção de lítio observada na superfície do Sol. Os níveis fotosféricos atuais coincidem perfeitamente com as medições dos astrônomos porque o planeta devorado carecia de lítio, e sua mistura interna permaneceu superficial.

Os cientistas testaram se outros mecanismos estelares internos poderiam explicar as anomalias sem exigir a captura de um planeta — variações na opacidade, na equação de estado e processos de mistura turbulenta. Nenhum desses fatores isolados forneceu uma solução completa.

A combinação entre a ingestão planetária e uma mistura turbulenta suave produziu o modelo mais preciso, reduzindo os resíduos da velocidade do som a níveis mínimos.

Paraíso pouco conhecido

Praias de água doce e águas azuladas: a vila a brasileira cercada pela Amazônia

O acesso é facilitado pela rodovia.

25/09/2026 17h49

Continue Lendo...

A 37 quilômetros de Santarém, no Pará, uma vila cercada pela Floresta Amazônica muda completamente de cara conforme o rio Tapajós sobe ou desce. Alter do Chão reúne areia clara e vegetação densa às margens do curso d'água, formando um cenário raro no país.

O acesso é facilitado pela rodovia estadual PA-457, pavimentada, que liga o distrito a Santarém com rapidez. Essa ligação direta faz da pequena vila um destino de fácil chegada mesmo estando dentro do bioma amazônico.

Um refúgio moldado pelo rio

O nível do Tapajós comanda o visual da orla e o cotidiano de quem mora por ali. A alternância entre cheia e seca redesenha os bancos de areia e transforma a rotina da comunidade ribeirinha ao longo do ano.

Essa oscilação cria duas experiências bem distintas na mesma vila: quando o leito sobe, as faixas arenosas somem sob a correnteza; quando baixa, elas reaparecem largas e convidativas para quem busca descanso à beira d'água.

Verão amazônico e a Ilha do Amor

Na vazante, o curso d'água recua e expõe extensos bancos de areia branca, dando início ao chamado verão amazônico. É nesse período que surgem as praias mais procuradas por quem viaja até o distrito paraense.

O principal cartão-postal dessa fase é a Ilha do Amor, uma ponta arenosa em frente à vila que reúne quiosques junto à margem. O visual atrai quem quer relaxar sob o sol e aproveitar as tonalidades azuladas do rio.

Passeios possíveis na temporada de cheia

Quando as chuvas elevam o volume das águas, boa parte das praias fica submersa e o cenário muda de função. Em vez do banho de sol, ganham espaço os passeios de barco por igarapés e trechos de mata alagada.

Canoas conduzem visitantes por canais estreitos entre árvores parcialmente cobertas pela correnteza, criando um roteiro silencioso de observação da natureza. Comunidades ribeirinhas tradicionais costumam guiar essas incursões pela vegetação submersa, unindo Turismo e vivência local.

Seja na seca ou na cheia, a vila mantém seu charme: o que muda é a forma de explorar as paisagens que só a combinação entre floresta e rio Tapajós consegue oferecer.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).