Abelhas em risco

Enquanto todos olham para a IA, cientistas alertam sobre o risco do desaparecimento das abelhas

Redução das populações de abelhas já causa danos invisíveis ao equilíbrio ambiental

Um colapso silencioso ameaça o planeta: a redução das populações de abelhas já causa danos invisíveis ao equilíbrio ambiental, muito antes de qualquer cenário de extinção total. O impacto direto sobre as plantas nativas e a segurança alimentar humana é real e urgente, alerta o pesquisador Marcos Jacob, que trabalha com transferência de tecnologia na Embrapa Meio-Norte.

Sem esses insetos, a polinização das plantas pararia de funcionar e iniciaria uma cascata de colapsos. Ao transportar o pólen entre flores, cada espécie de abelha estabelece relações específicas. E insubstituíveis com determinadas plantas — um vínculo que levou milhões de anos para se formar e que nenhuma outra criatura consegue replicar integralmente.

O dano já começou — e passa invisível

Nem é preciso esperar uma extinção para sofrer as consequências. A redução populacional das abelhas afeta a perpetuação de muitas espécies nativas que dependem desses insetos para reprodução. Com menos colônias, a natureza perde capacidade de se regenerar e o sistema enfraquece por dentro.

Em escala maior, a perda desses polinizadores compromete a oferta de alimentos que chegam à mesa todos os dias. Formigas, mariposas, morcegos e borboletas também polinizam, mas nenhum deles cobre o vazio deixado pela ausência das abelhas. A polinização animal gera entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões em riqueza global — valor que desaparece junto com esses insetos.

Por que cada espécie de abelha é insubstituível

Nem toda abelha que visita uma flor a poliniza, e muitas vezes, o inseto apenas extrai néctar ou pólen para sua própria alimentação, sem transportar grãos para outra planta. A anatomia de cada espécie determina se ela consegue alcançar o pólen em estruturas muito finas e transportá-lo com eficiência.

A Apis, por exemplo, não consegue acessar o pólen localizado na ponta de certas estruturas florais. Essa especificidade vem de milhões de anos de coevolução — insetos e plantas aprenderam a se adaptar um ao outro de maneiras únicas.

Substituir uma espécie por outra não resolve o problema: cada uma ocupa um nicho próprio, e retirar uma delas significa deixar aquelas plantas sem parceiros reprodutivos.

As ameaças que já cercam as colônias

As abelhas enfrentam perda de habitat, exposição a venenos e mudanças climáticas, que pressionam as populações simultaneamente. O aquecimento global altera a época e a intensidade da floração das plantas, mudando quando e quanto néctar e pólen ficam disponíveis para alimentação.

Chuva excessiva piora ainda mais a situação ao lavar o néctar e o pólen, diluir a concentração de açúcar do néctar e impedir que os insetos voem. O desmatamento seletivo agrava o problema: a retirada de árvores de tronco grosso para madeira ou lenha reduz tanto a oferta de alimento quanto os abrigos naturais para as colônias.

O uso de agrotóxicos também pressiona as populações — regiões submetidas a pulverizações em escala, principalmente aéreas, registram redução significativa no número de insetos.

É uma morte lenta — não pelo envenenamento direto, mas pela subtração gradual de recursos. Quando a floresta deixa de oferecer alimento suficiente, diminui a quantidade de enxames que conseguem sobreviver.

Quebrou o silêncio

13 anos após o acidente de Schumacher, ex-esposa do piloto finalmente quebra o silêncio

Corinna Schumacher falou sobre a vida ao lado do marido

25/09/2026 09h12

Imagem: Reprodução/Instagram (@michaelschumacher)

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Depois de mais de uma década sem se expor publicamente, Corinna Schumacher falou sobre a vida ao lado do marido, o heptacampeão Michael Schumacher. As declarações aparecem em um documentário da Netflix que resgata a temporada de 1994, ano do primeiro título mundial dele na Fórmula 1.

O documentário também reconstrói os bastidores do namoro entre os dois, que ganhou força naquele ano. Corinna admite que a relação enfrentou resistência dentro da própria família logo no início.

Um namoro que dividiu opiniões

A mãe de Corinna via com desconfiança o relacionamento da filha com o jovem piloto em ascensão. Segundo o documentário, Corinna revelou que sua mãe era totalmente contra o relacionamento porque Michael estava sempre na pista de kart e vivia tirando os outros do caminho.

Ainda assim, o casal continuou junto e se casou em 1995. Da união nasceram dois filhos: Gina-Maria, em 1997, hoje profissional de equitação, e Mick, em 1999, piloto de corridas.

Uma trajetória própria no hipismo

Nascida em 1969, na Alemanha, Corinna construiu carreira no esporte equestre ao longo de décadas. Em 2010, conquistou o título do Campeonato Europeu de Reining, em uma trajetória que vai além do sobrenome que carrega desde o casamento.

Além da vida como amazona, ela assumiu a gestão do patrimônio e dos projetos ligados à família Schumacher. Essa função ganhou ainda mais importância em 2013, quando um acidente de esqui nos Alpes franceses alterou a rotina de todos ao redor do piloto.

O resgate e a rotina de sigilo

Na ocasião, Michael caiu de cabeça contra uma rocha ao esquiar fora da área demarcada da pista. Ele foi levado de helicóptero ao hospital em um voo de cerca de 25 minutos. Chegou com hipertensão intracraniana, hematomas, contusões cerebrais e edema cerebral difuso.

Desde então, apenas um círculo restrito de pessoas tem autorização para visitar o ex-piloto, entre elas Jean Todt, Ross Brawn e Gerhard Berger. É Corinna quem supervisiona pessoalmente o tratamento do marido e decide, caso a caso, quem pode se aproximar dele.

O documentário sobre a temporada de 1994 marca, assim, uma rara exceção a esse padrão de discrição mantido por Corinna ao longo dos últimos treze anos.

Alerta de calor

Alerta no Brasil: seis estados podem enfrentar temperaturas extremas nos próximos dias

Seis estados brasileiros entram em alerta vermelho para uma onda de calor nos próximos dias

25/09/2026 08h44

Foto: Wikitxiki5 (CC BY-SA 4.0)

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Seis estados brasileiros entram em alerta vermelho para uma onda de calor a partir deste sábado (26 de setembro). O Super El Niño deve elevar as temperaturas para a faixa dos 30 °C, com picos que podem chegar a 40 °C em várias regiões do país até segunda-feira (30).

A intensidade do calor resulta da combinação do Super El Niño com as mudanças climáticas globais. O aquecimento das águas dos oceanos Pacífico e Atlântico, características do fenômeno, altera a circulação atmosférica e reduz a formação de chuvas em determinadas áreas. Esse efeito se intensifica quando se soma à elevação geral da temperatura do planeta.

Quais regiões enfrentam o maior risco

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu o aviso nesta quinta-feira (24) para Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo em todo o território. Partes do centro e sul de Mato Grosso, incluindo Cuiabá, também entram na zona de risco, assim como o centro, sul e oeste do Rio de Janeiro, incluindo a capital.

Minas Gerais tem o sul e sudeste sob aviso vermelho, englobando municípios como Passos, Poços de Caldas, Varginha, Maria da Fé e Lavras.

Essa distribuição desigual permite que estados vizinhos fiquem, ao mesmo tempo, sob alerta de calor e sob influência de frentes frias. O El Niño "trava" as frentes mais ao sul, deixando o ar quente avançar sobre outras áreas do país.

Como o El Niño altera o clima regional

O fenômeno não afeta o Brasil de forma uniforme, e no Centro-Norte, ondas de calor já ocorrem com intensidade e persistência durante toda a primavera, e no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O padrão muda: períodos de 4 a 5 dias quentes alternam com 4 a 5 dias de muita chuva e pouco calor, criando um cenário irregular mesmo dentro de um estado. O Paraná exemplifica essa variação: embora esteja sob alerta de calor, partes vizinhas podem registrar frentes frias e chuvas volumosas ao mesmo tempo.

Os ventos predominantes de norte, potencializados pelo El Niño, permitem que o ar quente avance para o norte enquanto as frentes frias permanecem estacionadas mais ao sul — uma dinâmica que dificulta a formação de nuvens em certas regiões e favorece temperaturas elevadas em outras.

Risco global do calor extremo

Uma projeção da revista Climate Impact Lab, ligada à Universidade de Chicago, estima cerca de 451 mil mortes adicionais entre junho de 2026. E fevereiro de 2027 por causa do calor extremo, em comparação com um ano normal. O levantamento aponta ainda 44% a mais de dias de calor intenso do que o esperado em condições normais.

Esses números mostram a importância da hidratação e da atenção a sinais de mal-estar nos dias de pico, quando o corpo perde líquido mais rápido do que consegue repor.

Procurar ambientes ventilados e evitar exposição prolongada ao sol entre o meio-dia e o início da tarde reduz o risco nos dias indicados pelo INMET para este fim de semana.

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