Pesquisadores da Universidade de Estocolmo analisaram fragmentos ósseos minúsculos recuperados na caverna de Denisova, na Sibéria, e reconstruíram o genoma de uma espécie de bovino extinto nunca antes documentada pela ciência.
O estudo, publicado na revista Current Biology, revela como técnicas de análise de DNA antigo permitem identificar animais cujos restos são tão pequenos que métodos convencionais de classificação anatômica não conseguem determinar a qual espécie pertenciam. A equipe aplicou análise genética a dezenas de ossos fragmentados demais ou incompletos para serem identificados pela forma.
Os pesquisadores encontraram, entre o material descoberto, pelo menos 20 genomas de um bovino extinto, provisoriamente denominado yak X. O animal era estreitamente relacionado aos yaks modernos, que hoje habitam o Himalaia e o planalto tibetano.

