Tudo muda

Heráclito explica por que nada permanece igual: a única certeza da vida é que tudo muda

Filósofo grego formulou ideia que permanece atual

O filósofo grego Heráclito de Éfeso formulou, há mais de dois milênios, uma ideia que permanece atual na era da inteligência artificial: nada permanece estável; tudo flui em transformação contínua. Sua afirmação célebre — "não podes entrar duas vezes no mesmo rio" — resume a visão de um universo em que a mudança é a única constante.

Em uma sociedade marcada por transformações tecnológicas instantâneas, o pensamento do filósofo ajuda a interpretar o presente. Para Heráclito, o rio não era apenas um fenômeno natural, mas o símbolo da existência humana e do cosmos.

O rio como metáfora da realidade

A água em movimento representa a realidade como fluxo incessante: gotas desaparecem e são substituídas por outras a cada segundo. A corrente arrasta elementos distintos, enquanto o leito se molda pela força da água. No indivíduo, o corpo produz novas células continuamente, os pensamentos mudam quando chegam novas informações e a idade avança de forma irreversível.

Aplicar essa lógica ao mundo contemporâneo exige abandonar a ilusão da permanência. Os postos de trabalho se reinventam da noite para o dia, setores inteiros mudam suas operações, algoritmos modificam rotinas e estruturas que pareciam sólidas se dissolvem em vários ramos produtivos.

Quando a inteligência artificial saiu dos laboratórios para o consumo em massa, em 2022, vários processos produtivos se transformaram de uma vez.

 

Fluir com a mudança, não resistir a ela

A lição do filósofo grego sugere aceitar a mudança e aprender a acompanhar o movimento ao redor. Essa compreensão ajuda a assimilar os avanços tecnológicos sem sucumbir ao pânico ou à paralisia provocados pela incerteza. A mudança não se limita aos servidores de dados nem aos algoritmos, e ela também faz parte da biologia humana.

A cada segundo, células do corpo morrem para dar lugar a outras, o cérebro processa informações inéditas continuamente e a experiência acumulada transforma a pessoa a cada instante. Reconhecer que quem sai da água já não é a mesma pessoa oferece uma perspectiva libertadora diante do incerto.

Crises e reviravoltas tecnológicas não são anomalias — são a condição natural da evolução humana.

Os pilares do pensamento que sustentam a mudança

Heráclito estruturou sua doutrina em princípios que explicam por que nada fica parado. O rio mostra que novas águas substituem as anteriores o tempo todo: cada momento traz elementos diferentes, e o leito se remodela pela força do fluxo. A segunda experiência já carrega a memória da primeira.

O filósofo chamava essa lei universal de Logos — a ordem que rege o cosmos, alimentada pela luta dos opostos. A saúde só tem valor porque existe doença, o dia expulsa a noite continuamente, as cordas tensas de uma lira criam harmonia porque estão em conflito. Se o conflito parasse, advertia Heráclito, o universo inteiro se congelaria.

O fogo emerge como o elemento supremo em sua doutrina — sempre ativo, consumindo e transformando tudo que toca, símbolo perfeito de uma realidade que nunca repousa.

A herança do pensador obscuro

Heráclito era filho de nobres e membro da aristocracia de Éfeso, mas recusou a vida política e a herança do trono. Essa recusa às estruturas fixas de poder reflete seu pensamento: nenhuma ordem estabelecida merecia permanência.

Considerado criador do pensamento dialético — a doutrina dos contrários — Heráclito sustentava sua visão de um universo em perpétua transformação nessa luta de opostos, onde o Logos, a lei universal, alimenta a ordem cósmica. Negar a mudança é negar a própria vida; abraçá-la é aceitar que envelhecemos, aprendemos, nos transformamos e, portanto, crescemos.

A inteligência artificial aumentou a produtividade, mas também provocou demissões em vários setores, evidenciando a mudança nas regras socioeconômicas.

El Niño

Cientistas antecipam e Brasil deve ser o principal afetado pelo El Niño

Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño

10/10/2026 16h49

Foto: Fatih Turan/Pexels

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Entre os países sul-americanos, o Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño, pelo menos é o que apontam pesquisas do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.

Iniciado em junho de 2026, o fenômeno tem previsão de seguir ativo até fevereiro de 2027 e eleva o risco de secas prolongadas, temporais fortes e outros eventos extremos com potencial de prejudicar setores econômicos, caso do agronegócio. Os impactos não serão uniformes pelo território brasileiro: parte das regiões deve conviver com a escassez de chuva, enquanto outra parcela fica mais sujeita a temporais e alagamentos.

Esse padrão desigual decorre do aquecimento intenso da superfície oceânica, que descompassa a distribuição de chuva no continente. A preocupação cresce porque o El Niño deve se intensificar a partir deste mês de outubro.

Impactos no agronegócio e energia

Para o setor agrícola, a ameaça é dupla: a redução de chuvas compromete o abastecimento de água das lavouras, enquanto o excesso em outras regiões pode destruir plantações inteiras. Essa realidade obriga empresas ligadas ao agronegócio a mapearem quais operações estão mais vulneráveis e a traçarem planos de contingência específicos para cada localidade e tipo de atividade.

A vulnerabilidade também atinge a geração de energia hidrelétrica, e em cenários de redução das chuvas e avanço da seca, o volume de água nos reservatórios diminui. O que impõe novos desafios operacionais às usinas e às empresas que dependem da geração por fonte hídrica.

A adaptação climática deixa de ser uma questão de longo prazo e passa a integrar o planejamento imediato das empresas.

 

Riscos à saúde e preparação necessária

O relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago também projeta consequências para a população. O calor extremo associado ao fenômeno pode resultar em aproximadamente 451 mil mortes ao longo dos nove meses entre junho de 2026. E fevereiro de 2027, sendo o Brasil responsável por mais de 13 mil dessas mortes apenas.

As organizações precisam identificar quais operações correm maior risco, analisar como a localização das atividades afeta a exposição climática e estruturar planos para enfrentar eventos extremos. No campo, essa avaliação ganha ainda mais peso porque certas áreas podem enfrentar déficit hídrico enquanto outras terão excesso de chuva, o que exige estratégias diferenciadas por região.

Curiosidades

Cachorro come R$ 20 mil em dinheiro, e o que os donos fizeram surpreende

Casal tinha acabado de sacar o dinheiro para pagar reparos doméstico.

10/10/2026 16h00

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Um goldendoodle de 7 anos destruiu 4 mil dólares em espécie na casa de seus donos, na Pensilvânia, e o casal recorreu a um método para recuperar parte do dinheiro.

Carrie e Clayton Law tinham acabado de sacar o dinheiro para pagar reparos domésticos. No dia 8 de dezembro, o cão, chamado Cecil, subiu na bancada da cozinha e rasgou as notas em pedaços. O animal pesa 45 quilos, nunca havia subido em móveis e ficou parado entre os fragmentos espalhados pelo chão.

Antes de lamentar o dinheiro perdido, o casal verificou se Cecil tinha algum problema de saúde depois de engolir parte das cédulas.

Reconstrução peça por peça

Depois que o veterinário confirmou que o porte do cachorro afastava riscos mais sérios, o casal começou a resgatar o que sobrou das notas. Eles passaram dias vasculhando a casa com luvas, máscaras e sacos plásticos para recolher cada fragmento deixado pelo cão.

Depois de recolher os pedaços, eles lavavam cada fragmento várias vezes com água e sabão, deixavam secar e remontavam as notas com fita adesiva, como um quebra-cabeça. Eles precisavam fazer isso porque instituições financeiras só trocam cédulas danificadas quando mais da metade do papel está preservada e o número de série continua visível nos dois lados.

O valor que o banco devolveu

Depois de reunir e colar os pedaços possíveis, o casal levou tudo embalado em sacos à agência bancária para pedir a troca. A instituição aceitou trocar 3.550 dólares por notas novas, e a perda final ficou em torno de 450 dólares dos 4 mil originais.

O casal não descartou os fragmentos que não puderam ser reconstruídos o suficiente para a troca. Carrie e Clayton Law decidiram emoldurar os restos das cédulas destruídas e guardá-los como lembrança permanente na parede de casa.

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