Reflexão

Joaquim Nabuco: "O verdadeiro patriotismo concilia a pátria com a humanidade"

Nabuco fundou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão em 1880.

Joaquim Nabuco escreveu: "O verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade." Escritor, diplomata e abolicionista, ele marcou a política brasileira do século XIX. Hoje repetida em debates sobre cidadania e ética, a frase aparece em obras e discursos ligados à campanha contra a escravidão.

A frase é retomada quando a discussão pública esbarra nos limites entre orgulho nacional e respeito à dignidade humana. Para Nabuco, amar o próprio país não significava desprezar outros povos nem fechar-se ao mundo.

Da infância no Engenho à tribuna parlamentar

Nascido em Recife em 1849, Nabuco cresceu numa família tradicional e politicamente influente do Império. Ainda criança, foi criado pela madrinha no Engenho Massangana, onde testemunhou de perto a rotina da escravidão — experiência apontada como origem de sua rejeição ao sistema escravista.

Formado em Ciências Jurídicas e Sociais em Recife, construiu uma base intelectual voltada ao direito e à justiça. Elegeu-se deputado geral por Pernambuco e usou a tribuna da Câmara como principal espaço de denúncia contra o regime servil no país.

A construção do movimento abolicionista

Nabuco fundou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão em 1880 para organizar a militância interna e levar ao cenário internacional a pressão pelo fim da escravidão. A instituição se tornou um dos pilares da articulação da causa abolicionista no Império.

Em 1883, publicou "O Abolicionismo", obra em que defendia que a escravidão não feria apenas os negros escravizados, mas corrompia toda a estrutura social, econômica e política do Brasil. O livro consolidou Nabuco como principal voz intelectual do movimento.

O caminho até a Lei Áurea

Nabuco se aproximou da Coroa e apoiou a Princesa Isabel na causa abolicionista. Esse esforço conjunto culminou na assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, que extinguiu a escravidão no Brasil.

Além de lutar pela abolição, Nabuco atuou como diplomata e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Sua frase sobre patriotismo e humanidade sintetiza uma visão que recusava o nacionalismo fechado em nome de valores éticos universais.

Tendência

Adeus à árvore de Natal: nova tendência para a deixar sua sala com um visual mais moderno

O novo padrão aposta em um visual natural e acolhedor.

01/11/2026 09h48

Foto: Gustavo Fring/Pexels

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A árvore de Natal tradicional, repleta de bolas metalizadas e luzes frias, perdeu espaço em 2026. O novo padrão aposta em um visual natural e acolhedor, usando madeira, fibras, tecidos e iluminação quente — sem necessidade de descartar a árvore artificial guardada em casa. A mudança reflete uma preferência por menos enfeites, mais textura e composições menos uniformes.

A proposta integra a árvore ao restante da sala para criar um ambiente moderno e confortável sem investimento extra em decoração.

Materiais naturais que transformam a árvore

Os enfeites mais utilizados na nova tendência combinam simplicidade e autenticidade. Estrelas de madeira entalhada, pingentes de rattan ou juta, fitas de linho e algodão, pinhas secas e laços de tecido formam a base dessa estética. Cordões de luz em tom quente completam o efeito, substituindo o brilho intenso anterior.

Rodelas de laranja desidratada estão entre as peças mais fáceis de produzir em casa. Corte fatias finas e deixe-as secar em forno baixo por algumas horas. Vire-as ocasionalmente, até que percam toda a umidade, e em seguida, passe uma fita de juta ou barbante pelo centro e pendure-as nos galhos.

Esse tipo de enfeite artesanal reforça o clima natural que define a tendência.

Passo a passo para renovar sua árvore artificial

Comece recuperando o volume dos galhos, achatados depois de meses com a árvore guardada. Abra e ajuste cada galho individualmente antes de qualquer enfeite. Instale as luzes primeiro, começando pela parte interna e seguindo até as pontas, espalhando a iluminação uniformemente pelos galhos.

Misture peças que já possui com itens de madeira, laços de tecido e luzes quentes, priorizando a variedade de texturas. Use menos enfeites e deixe alguns galhos livres para que a estrutura pareça mais leve e espaçada. O verde da folhagem artificial deve predominar, com os elementos naturais distribuídos para criar equilíbrio visual.

Lembre-se de que o resultado final depende do estado da folhagem: árvores com galhos danificados exigem uma decoração mais cuidadosa.

Cores que funcionam com a nova tendência

A paleta se define por tons neutros como off white, bege, marrom e verde floresta. O dourado permanece, mas em versão fosca, trazendo um toque festivo sem excesso de brilho. Considere também as cores predominantes na sua sala ao escolher a combinação.

Completando o visual além da árvore

A decoração natalina não se limita à árvore. Uma manta de fibra natural no sofá reforça o clima aconchegante, enquanto um cordão de luz quente em estantes ou janelas amplia o efeito. Presentes embrulhados em papel kraft, amarrados com barbante ou fita de linho, combinam com o pé da árvore no mesmo estilo.

Como o Natal brasileiro cai no verão, essa estética leve oferece uma vantagem adicional. Tecidos como linho e algodão, combinados com tons claros como bege e off white, combinam naturalmente com dias quentes e casas mais iluminadas, criando um ambiente festivo sem parecer sobrecarregado.

Ciência

Estudo com 31 mil adultos revela relação entre horário do café da manhã e longevidade

Dados foram coletados entre 1999 e 2018.

01/11/2026 08h44

Foto: betül nur akyürek/Pexels

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Adultos que tomavam café da manhã mais tarde apresentaram maior risco de morte prematura, segundo uma pesquisa que acompanhou mais de 31 mil americanos. O estudo, publicado na revista científica Nature, identificou um padrão claro: quanto mais tarde a primeira refeição do dia, maior o risco de mortalidade, especialmente por causas cardiovasculares.

A investigação utilizou dados coletados entre 1999 e 2018 pela Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos e acompanhou adultos com mais de 40 anos. Cada participante registrou tudo o que comeu ou bebeu durante 24 horas e o horário do consumo.

A primeira refeição foi definida como qualquer alimento ou bebida calórica consumido após as 4 horas. Durante o acompanhamento, que durou em média 8,6 anos e terminou no fim de 2019, 7.129 participantes morreram, e desses, 2.259 morreram por causas cardiovasculares.

O padrão de risco conforme o horário

Os resultados revelaram uma progressão consistente: quanto mais tarde o café da manhã, maior o risco. Quem comia entre 08:00 e 10:00 apresentava 10% mais risco de morte por qualquer causa em comparação com quem comia entre 07:00 e 08:00.

O risco era 19% maior quando a primeira refeição ocorria entre 10 e 12 horas e chegava a 29% quando os participantes começavam a comer depois do meio-dia.

Para mortes por causas cardiovasculares, a diferença era ainda maior. Pessoas que só ingeriam calorias depois do meio-dia tinham risco 46% maior de morrer por causas cardiovasculares do que aquelas que comiam entre 7 e 8 horas.

O estudo estimou que, aos 50 anos, esse grupo tinha expectativa de vida média 2,46 anos menor que a do grupo que comia mais cedo. A última refeição do dia mostrou um padrão diferente: o menor risco estimado ocorreu quando ela era feita por volta das 20 horas.

Correlação, não causalidade comprovada

Os pesquisadores alertam que esses dados não demonstram que atrasar o café da manhã cause diretamente morte mais cedo. O autor principal do trabalho, Zhilei Shan, explicou que comer mais tarde deve ser interpretado como um possível marcador de risco e um comportamento potencialmente modificável. Em vez de prova definitiva de um efeito causal direto.

A análise levou em conta fatores que poderiam distorcer os resultados, como idade, tabagismo, atividade física, qualidade da dieta, índice de massa corporal, ingestão energética, renda e doenças preexistentes.

Ainda assim, Shan ressalta que condições como doenças preexistentes, padrão de sono, trabalho em turnos e circunstâncias socioeconômicas podem influenciar os horários de alimentação. Por isso, aconselha que as pessoas não façam mudanças extremas nos horários das refeições com base apenas nesses achados.

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