Futebol

Logo após anunciar aposentadoria, Messi compra mansão de R$ 45 milhões em lugar surpreendente

Craque expandiu seu portfólio imobiliário.

Lionel Messi expandiu seu portfólio imobiliário na Flórida com a compra de uma casa avaliada em US$ 8 milhões, cerca de R$ 45 milhões. A propriedade fica ao lado da mansão onde o craque já mora com Antonela Roccuzzo e os filhos em Fort Lauderdale.

A transação ocorreu poucos dias após ele anunciar o encerramento de sua carreira na seleção argentina. O negócio foi intermediado pela Sadani LLC, empresa administrada por Alfonso Nebot Armisen, mesmo profissional responsável pela gestão da residência principal de Messi desde 2023.

A nova propriedade, localizada no condomínio Bay Colony, tem 712 metros quadrados de área construída, seis quartos, seis banheiros completos, um lavabo e piscina. Também oferece cerca de 49 metros de frente para o mar, com píer privativo.

Um investimento imobiliário em expansão

A casa foi construída em 1977 em um terreno de aproximadamente 1.600 metros quadrados. Os proprietários anteriores, Michael e Michelle Nelson, compraram a casa em 2013 por US$ 2,7 milhões. Mais de uma década depois, venderam o imóvel por um valor que mais que triplicou, refletindo a valorização dos imóveis nessa região de Fort Lauderdale.

Com essa nova aquisição, Messi agora possui duas propriedades contíguas em Bay Colony. A primeira, comprada em setembro de 2023, custou aproximadamente US$ 10,7 milhões e tem 974 metros quadrados de área construída. Somadas, as duas casas totalizam mais de 1.680 metros quadrados de área construída e cerca de 100 metros lineares de frente para o mar.

Desde 2023, Messi investiu US$ 18,8 milhões naquele condomínio.

O encerramento de uma era na seleção

A compra da nova mansão aconteceu poucos dias após Messi anunciar sua aposentadoria da seleção argentina. Em publicação nas redes sociais. O jogador explicou que tomou a decisão dois dias depois da final da Copa do Mundo, vencida pela Espanha por 1 a 0 contra a Argentina em 19 de julho.

No comunicado, Messi descreveu o encerramento do ciclo como uma decisão dolorosa e disse que havia dado tudo pela camisa argentina durante 20 anos. O atleta deixa a seleção com títulos da Copa do Mundo de 2022, da Finalíssima de 2022 e de duas edições da Copa América, em 2021 e 2024.

Também conquistou o ouro olímpico em 2008 e o título da Copa do Mundo Sub-20 em 2005.

Legado marcante na competição que o consagrou

Na Copa do Mundo de 2022, Messi marcou oito gols pela Argentina. Ao longo de sua carreira na seleção, acumulou 125 gols em 207 jogos, sendo 21 deles em Copas do Mundo, e messi também deu quatro assistências naquele torneio.

No início de agosto, antes de consolidar a compra da segunda propriedade em Fort Lauderdale, Messi perdeu o pai, Jorge Messi, que morreu na Argentina aos 68 anos. Jorge acompanhou a carreira do filho desde o início e foi fundamental na decisão de Messi de defender a Argentina.

Com a aposentadoria consolidada e a vida em Fort Lauderdale em expansão imobiliária, Messi encerra um dos capítulos mais memoráveis do futebol internacional enquanto constrói seu legado fora dos gramados.

Recorde mundial

Bobi viveu 31 anos e foi o cão mais velho do mundo, mas seu recorde virou alvo de polêmica

A expectativa de vida da raça costuma variar entre 12 e 14 anos.

15/10/2026 17h28

Foto: Reprodução

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Bobi, um cão da raça Rafeiro do Alentejo, foi reconhecido como o animal mais longevo da história, com supostos 31 anos e 165 dias de vida. O caso ganhou repercussão nas redes sociais, mas dúvidas sobre a veracidade dos documentos levaram o Guinness World Records a congelar preventivamente o título e abrir uma investigação.

A expectativa de vida da raça costuma variar entre 12 e 14 anos. Por isso, os 31 anos alegados equivaleriam a aproximadamente 200 anos na vida de um ser humano. Veterinários e especialistas de diferentes países rapidamente manifestaram dúvidas sobre a idade divulgada pela família responsável pelo animal.

As falhas que derrubaram o recorde

A apuração do Guinness revelou inconsistências significativas, e Bobi recebeu um microchip de identificação apenas em 2022, muito tempo após o nascimento alegado. Até 2008, a legislação portuguesa não exigia certificação médica da idade para animais nascidos antes daquele ano. O registro oficial, portanto, dependia exclusivamente da declaração dos donos.

Um levantamento da National Geographic comparou fotos do cão jovem com imagens feitas pouco antes de sua morte em outubro de 2023 e encontrou uma contradição visual relevante. Nas fotografias antigas, as patas de Bobi apareciam brancas; nas imagens recentes, tinham tom marrom uniforme.

Biologicamente, a pelagem de um cão não escurece com a idade — ela perde pigmentação ao longo dos anos, nunca o contrário.

Bluey retoma o posto histórico

Diante da ausência de provas genéticas e documentais sólidas, Mark McKinley, diretor de recordes da organização, confirmou a retirada definitiva do título. Após a desclassificação, o recorde de maior longevidade canina documentada voltou para Bluey, uma fêmea da raça pastor australiano que viveu 29 anos e 5 meses entre 1910 e 1939.

O dono de Bobi, Leonel Costa, contestou as acusações, afirmando que todas as suspeitas são infundadas e atribuindo os questionamentos a "certa elite do mundo veterinário" que resiste em aceitar que Bobi comeu alimentos naturais em vez de produtos caninos comerciais. O episódio reforça o rigor que entidades como o Guinness aplicam antes de validar recordes envolvendo seres vivos.

Reflexão

Dostoiévski deixou uma reflexão sobre a vida: "Não há nada mais elevado do que uma boa lembrança

Ideia transforma o luto em meditação.

15/10/2026 17h12

Foto: Reprodução

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Fiódor Dostoiévski encerrou Os Irmãos Karamázov com uma reflexão sobre a memória que atravessou mais de um século. No epílogo do romance, o personagem Aliócha Karamázov dirige-se a um grupo de meninos após o enterro de Iliúcha e pronuncia uma verdade que transforma o luto em meditação sobre a força moral das lembranças.

A cena ocorre junto a uma pedra, onde Aliócha diz aos meninos que nada é mais elevado, mais forte, mais saudável. E mais útil para o futuro do que uma boa lembrança, especialmente as guardadas da infância e da casa paterna.

Segundo a edição preservada pela Biblioteca Virtual Russa, essa fala final do personagem carrega o peso de uma verdade conquistada por meio do sofrimento.

Memória como depósito de dignidade

Dostoiévski não trata a memória como conforto passageiro ou fuga do presente. Para o escritor, lembranças valiosas funcionam como um reservatório íntimo de bondade, que as pessoas podem acessar quando a vida adulta as coloca diante de dificuldades e crises.

Aliócha fala a crianças marcadas pela culpa, pelo afeto quebrado e pela descoberta de que até mesmo uma experiência triste consegue preservar algo de elevado.

A morte de Iliúcha poderia deixar apenas trauma, mas o discurso do personagem a transforma em memória de reconciliação. Aliócha pede aos meninos que não esqueçam o colega nem o sentimento de união vivido naquele dia — um chamado a guardar a lembrança comum antes da separação inevitável que marca o fim da infância.

Essa escolha mostra que, para o escritor, a verdadeira força não está na vitória sobre os outros, mas na capacidade de reconhecer e preservar a dignidade das pessoas próximas.

Por que o romance termina com crianças e memória

A Universidade de Dayton identifica Os Irmãos Karamázov como drama familiar, romance de crime e meditação filosófica. Dostoiévski, porém, escolhe um encerramento que se afasta do tribunal e da justiça formal. E fixa o desfecho nas crianças, na amizade e na responsabilidade moral que cada um carrega para a vida adulta.

O romance termina não com resolução legal, mas com o discurso de um personagem que aprendeu a ver bondade mesmo onde o sofrimento pareceria reinar. Essa inversão final mostra que, para Dostoiévski, uma boa lembrança permite recomeçar: é uma salvação íntima guardada desde a infância, capaz de nos sustentar quando enfrentamos os pesos da existência.

Como a memória se torna reserva moral que resiste ao sofrimento

Dostoiévski propõe um mecanismo simples: quando guardamos uma boa lembrança no coração, ela funciona como um depósito que podemos acessar nos momentos difíceis, e não se trata de nostalgia ou fuga.

A memória age como uma âncora que nos reconecta a um valor ou sentimento vivido e permite redescobrir a dignidade quando a vida adulta nos coloca diante de crises e dor.

Aliócha exemplifica esse mecanismo com crianças marcadas por culpa e luto. Ele não lhes oferece consolo fácil sobre a morte de Iliúcha. Mas pede que transformem a experiência do sofrimento compartilhado em uma lembrança que guardem, porque até uma experiência triste consegue preservar algo de elevado.

Pequena ou grande, essa boa lembrança funciona depois como uma salvação íntima guardada desde a infância, capaz de nos sustentar quando enfrentamos os pesos da existência.

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