Clima

Logo após fenômeno no céu de salvador, evento raro é registrado no céu de Passo Fundo

Lampejos com tom vermelho se formam muito além do topo de tempestades severas.

 

Câmeras do Observatório Astronômico Araucária captaram, ao longo de duas noites de observação, dezenas de red sprites sobre a região de Passo Fundo. Esses lampejos com tom vermelho se formam muito além do topo de tempestades severas, num período em que o clima gaúcho tem sido marcado por forte instabilidade.

 

 

Dias antes, um fenômeno atmosférico distinto também havia chamado a atenção em Salvador: no dia 25 de setembro, um anel colorido apareceu ao redor do Sol e foi flagrado por moradores em vários pontos da capital baiana.

Embora tenham causas físicas distintas, os dois fenômenos são raros e dependem de condições específicas do céu para aparecer.

 

 

O que são os sprites gaúchos

O fenômeno visto em Passo Fundo se encaixa num grupo de manifestações luminosas de curtíssima duração chamado de Eventos Luminosos Transientes, sigla TLEs. Eles se formam entre 50 e 90 quilômetros de altitude. Numa faixa do céu muito mais alta que o topo das nuvens de tempestade, a partir de descargas elétricas intensas geradas durante os temporais.

A duração de cada sprite é mínima, o que torna quase impossível vê-los sem o auxílio de câmeras sensíveis apontadas para o horizonte.

No material captado pelo observatório gaúcho, a tempestade aparece próxima à linha do horizonte, enquanto o restante do céu permanece limpo e estrelado. É exatamente nesse espaço escuro que os clarões avermelhados surgem por uma fração de segundo.

Por que a cor avermelhada aparece

A tonalidade vermelha típica dos sprites resulta da reação entre a descarga elétrica e os gases da alta atmosfera, com destaque para o nitrogênio. Dependendo da intensidade e das condições do momento, essas estruturas luminosas podem assumir formatos variados, lembrando filamentos, colunas alongadas ou até silhuetas que remetem a uma medusa.

Para que o fenômeno seja capturado do solo, é preciso uma combinação pontual: a tempestade precisa ter força suficiente para gerar a descarga. E o céu logo acima dela deve estar livre de nuvens para que a câmera registre o clarão que se forma na altitude.

 

O halo colorido visto em Salvador

 

 

Enquanto o Rio Grande do Sul registrava os sprites, moradores de Salvador presenciaram um fenômeno óptico diferente: um círculo luminoso e colorido ao redor do Sol, com tons que lembravam um arco-íris. No dia em que o fenômeno foi registrado, a previsão indicava que Salvador teria momentos de céu aberto e outros com nuvens, além de chance de chuva fraca em alguns períodos.

 

 

O halo solar aparece quando a luz do Sol passa por minúsculos cristais de gelo formados em nuvens finas de grande altitude, as cirrostratus, geralmente localizadas perto de 10 quilômetros acima do solo.

 

 

Esses cristais desviam e refratam a luz, criando o anel visível ao redor do astro — um efeito que varia em tonalidade. E formato conforme a posição do Sol e a disposição das partículas de gelo na atmosfera.

 

 

Cuidado ao observar o fenômeno

 

 

O halo solar não representa risco à população por si só, mas olhar diretamente para o Sol durante sua ocorrência pode causar danos à retina. A recomendação é observar o efeito sem fixar o olhar no centro do círculo luminoso, evitando a exposição direta à claridade intensa.

 

 

Tanto o halo baiano quanto os sprites gaúchos mostram como fenômenos raros da atmosfera dependem de um alinhamento específico entre nuvens, luz e eletricidade para se tornarem visíveis. Quando isso acontece, o resultado é registrado e compartilhado por quem observa o céu com atenção.

 

El Niño

Cientistas antecipam e Brasil deve ser o principal afetado pelo El Niño

Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño

10/10/2026 16h49

Foto: Fatih Turan/Pexels

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Entre os países sul-americanos, o Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño, pelo menos é o que apontam pesquisas do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.

Iniciado em junho de 2026, o fenômeno tem previsão de seguir ativo até fevereiro de 2027 e eleva o risco de secas prolongadas, temporais fortes e outros eventos extremos com potencial de prejudicar setores econômicos, caso do agronegócio. Os impactos não serão uniformes pelo território brasileiro: parte das regiões deve conviver com a escassez de chuva, enquanto outra parcela fica mais sujeita a temporais e alagamentos.

Esse padrão desigual decorre do aquecimento intenso da superfície oceânica, que descompassa a distribuição de chuva no continente. A preocupação cresce porque o El Niño deve se intensificar a partir deste mês de outubro.

Impactos no agronegócio e energia

Para o setor agrícola, a ameaça é dupla: a redução de chuvas compromete o abastecimento de água das lavouras, enquanto o excesso em outras regiões pode destruir plantações inteiras. Essa realidade obriga empresas ligadas ao agronegócio a mapearem quais operações estão mais vulneráveis e a traçarem planos de contingência específicos para cada localidade e tipo de atividade.

A vulnerabilidade também atinge a geração de energia hidrelétrica, e em cenários de redução das chuvas e avanço da seca, o volume de água nos reservatórios diminui. O que impõe novos desafios operacionais às usinas e às empresas que dependem da geração por fonte hídrica.

A adaptação climática deixa de ser uma questão de longo prazo e passa a integrar o planejamento imediato das empresas.

 

Riscos à saúde e preparação necessária

O relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago também projeta consequências para a população. O calor extremo associado ao fenômeno pode resultar em aproximadamente 451 mil mortes ao longo dos nove meses entre junho de 2026. E fevereiro de 2027, sendo o Brasil responsável por mais de 13 mil dessas mortes apenas.

As organizações precisam identificar quais operações correm maior risco, analisar como a localização das atividades afeta a exposição climática e estruturar planos para enfrentar eventos extremos. No campo, essa avaliação ganha ainda mais peso porque certas áreas podem enfrentar déficit hídrico enquanto outras terão excesso de chuva, o que exige estratégias diferenciadas por região.

Curiosidades

Cachorro come R$ 20 mil em dinheiro, e o que os donos fizeram surpreende

Casal tinha acabado de sacar o dinheiro para pagar reparos doméstico.

10/10/2026 16h00

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Um goldendoodle de 7 anos destruiu 4 mil dólares em espécie na casa de seus donos, na Pensilvânia, e o casal recorreu a um método para recuperar parte do dinheiro.

Carrie e Clayton Law tinham acabado de sacar o dinheiro para pagar reparos domésticos. No dia 8 de dezembro, o cão, chamado Cecil, subiu na bancada da cozinha e rasgou as notas em pedaços. O animal pesa 45 quilos, nunca havia subido em móveis e ficou parado entre os fragmentos espalhados pelo chão.

Antes de lamentar o dinheiro perdido, o casal verificou se Cecil tinha algum problema de saúde depois de engolir parte das cédulas.

Reconstrução peça por peça

Depois que o veterinário confirmou que o porte do cachorro afastava riscos mais sérios, o casal começou a resgatar o que sobrou das notas. Eles passaram dias vasculhando a casa com luvas, máscaras e sacos plásticos para recolher cada fragmento deixado pelo cão.

Depois de recolher os pedaços, eles lavavam cada fragmento várias vezes com água e sabão, deixavam secar e remontavam as notas com fita adesiva, como um quebra-cabeça. Eles precisavam fazer isso porque instituições financeiras só trocam cédulas danificadas quando mais da metade do papel está preservada e o número de série continua visível nos dois lados.

O valor que o banco devolveu

Depois de reunir e colar os pedaços possíveis, o casal levou tudo embalado em sacos à agência bancária para pedir a troca. A instituição aceitou trocar 3.550 dólares por notas novas, e a perda final ficou em torno de 450 dólares dos 4 mil originais.

O casal não descartou os fragmentos que não puderam ser reconstruídos o suficiente para a troca. Carrie e Clayton Law decidiram emoldurar os restos das cédulas destruídas e guardá-los como lembrança permanente na parede de casa.

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