Quatro novos tripulantes decolaram na última quinta-feira (1) rumo ao laboratório orbital, a 400 quilômetros de altitude. O foguete Falcon 9 e a espaçonave Dragon partiram da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral na Flórida, às 12:11 (horário de Brasília), em uma missão de 8 horas até o acoplamento à Estação Espacial Internacional (ISS).
A Crew-13 é o 13º voo de rotação tripulada dessa combinação de veículos. Jessica Watkins e Luke Delaney, ambos da NASA, viajam com Joshua Kutryk, da Agência Espacial Canadense, e o cosmonauta russo Sergey Teteryatnikov, da Roscosmos.
Chegada e transição na órbita
Ao chegar à estação, a nova tripulação conviverá brevemente com os integrantes da Crew-12, antes que Jessica Meir, Jack Hathaway, Sophie Adenot e Andrey Fedyaev retornem à Terra. Durante a transição, a rotação das tripulações segue o padrão operacional que mantém a estação permanentemente ocupada há mais de duas décadas.
LIVE: Four new crew members are about to lift off for the @Space_Station! NASA's @SpaceX Crew-13 mission is scheduled to launch from the Space Coast at 11:10am ET (1510 UTC). https://t.co/92LvakU7tq
— NASA (@NASA) October 1, 2026
Pesquisa em microgravidade
A permanência de meses em órbita permite à Crew-13 conduzir experimentos que não podem ser feitos na Terra. O foco está em três linhas de investigação: saúde das tripulações, produção de alimentos no espaço e tecnologias para futuras explorações do espaço profundo.
Um destaque do programa é a produção de tecidos humanos a partir de células-tronco, que ajuda no estudo de doenças cardíacas e Parkinson e permite testes de medicamentos personalizados. A equipe também investigará anormalidades do fluxo sanguíneo que ocorrem em ambiente de microgravidade e testará um novo dispositivo portátil de diagnóstico para monitorar continuamente a saúde.
Para preparar futuras jornadas de longa duração, os astronautas usarão um novo sistema de cultivo quase autônomo e plantarão vegetais em bolsas especiais.
Um quarto de século na órbita
A Estação Espacial Internacional (ISS) completa 25 anos de ocupação humana ininterrupta desde 2 de novembro de 2000, quando William Shepherd, Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev chegaram ao laboratório orbital. Desde aquele primeiro momento, a estrutura nunca ficou desabitada, já tendo abrigado simultaneamente até 13 pessoas.
O interior do laboratório contrasta com sua aparência futurista: é prático e compacto, repleto de cabos. E equipamentos necessários às operações, sem chuveiros, cozinhas completas nem áreas de lazer como em ficções científicas. A vida útil da estação aproxima-se do fim, com encerramento previsto por volta de 2030 e reentrada controlada na atmosfera terrestre programada para a década seguinte.



