Reflexão e Filosofia

Platão e sua reflexão sobre a música: "Ela dá alma ao universo"

Ela funciona como uma espécie de lei moral.

A música tinha, para Platão, poder sobre o espírito humano: segundo um ensinamento atribuído ao filósofo grego, ela funciona como uma espécie de lei moral, capaz de dar alma ao universo. A frase resume uma visão antiga sobre como a arte sonora molda sentimentos e comportamentos.

Essa ideia ganhou força recentemente com um vídeo publicado no YouTube pelo canal Brasil Escola Oficial, que retoma os conceitos do pensador grego sobre valores humanos. O material mostra como a sabedoria clássica se relaciona à busca por equilíbrio em meio à rotina agitada.

O papel da música no pensamento grego

Para Platão, a música não era apenas entretenimento ou fundo sonoro. Ela tinha função educativa e moral. O filósofo acreditava que os sons e ritmos influenciam diretamente o caráter de quem os ouve e podem tanto elevar quanto corromper o espírito.

Essa visão explica por que, na filosofia grega antiga, a formação musical recebia o mesmo cuidado dedicado ao ensino da matemática e da retórica. Acordes bem estruturados eram vistos como ferramentas de equilíbrio emocional e disciplina interior.

Como a arte se conecta à vida cotidiana

Além da música, Platão valorizava outras formas de expressão criativa como caminhos para o autoconhecimento. Observar a natureza, ler textos poéticos e dedicar momentos à contemplação eram práticas que, segundo essa linha de pensamento, aproximavam o indivíduo de uma existência mais serena.

Esse olhar atento ao que nos cerca — paisagens, sons, palavras — ajuda a romper a sensação de pressa constante que marca o dia a dia moderno. A proposta não é abandonar as obrigações, mas encontrar pausas que renovem a mente.

O legado que atravessa os séculos

A retomada desses conceitos milenares em um vídeo no YouTube mostra como ideias formuladas há séculos continuam relevantes para discutir o bem-estar emocional. O canal Brasil Escola Oficial apresenta essas reflexões em um contexto acessível, sem perder a profundidade original do pensamento platônico.

A frase sobre a música como lei moral resume essa permanência. Mais do que decoração sonora, a música é tratada como uma força capaz de dar sentido e equilíbrio à experiência humana, ideia que ainda está presente na busca por harmonia entre razão e sentimento.

Segundo turno

Que horas começa e termina o prazo de votação no 2º turno das Eleições 2026?

No domingo (25), conheceremos quem será o presidente do Brasil pelos próximos quatro anos

24/10/2026 16h38

Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Neste domingo, 25 de outubro, os eleitores têm das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, para votar no 2º turno das Eleições 2026. Ao todo, 34,1 milhões de eleitores paulistas podem votar, distribuídos em 11 mil locais de votação pelo estado.

Caso haja eleitores aguardando quando o prazo terminar, o atendimento não é interrompido: todos que já estiverem na fila conseguirão votar. Confira abaixo as principais informações divulgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para orientar quem vai às urnas.

Quem pode votar neste turno

Faltar ao 1º turno não impede ninguém de participar da votação deste domingo, desde que o documento esteja em situação regular. A checagem pode ser feita pelo aplicativo e-Título — após o login, é só acessar "Mais opções" e depois "Consultar situação eleitoral" — ou pelo site do Autoatendimento Eleitoral, na aba "Consulta", opção "Situação do título".

Fica fora da votação quem teve o cadastro cancelado por ausência em três pleitos seguidos sem justificativa, já que cada turno conta como uma eleição distinta. Também não pode votar quem está com a situação suspensa, o que atinge, por exemplo, pessoas em serviço militar ou com condenação criminal definitiva.

A regularização só será possível após a reabertura do cadastro em 3 de novembro. Mesmo quem está com o documento cancelado pode justificar a ausência pelo Autoatendimento após o pleito, dispensando a multa caso o pedido seja aceito.

Obrigatoriedade e idade mínima

Cidadãos entre 18 e 70 anos têm obrigação de comparecer às urnas, enquanto analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos votam por opção própria. Para participar deste 2º turno, é preciso ter completado 16 anos até 4 de outubro, data do 1º turno, além de já estar cadastrado perante a Justiça Eleitoral.

Documentos aceitos na seção

Um documento oficial com foto garante acesso à urna — RG, CNH, certificado de reservista ou passaporte, inclusive em versão digital. O e-Título funciona como identificação válida quando o aplicativo mostra a foto do eleitor, recurso disponível para quem já tem biometria cadastrada, e pode ser baixado no próprio dia da votação.

A carteira de trabalho é aceita apenas na versão física, pois a digital não mostra a foto. Pelo mesmo motivo, certidões de nascimento e casamento não são aceitas para a votação.

 

Votação sem biometria coletada

Quem nunca passou pela coleta biométrica da Justiça Eleitoral não fica impedido de votar, bastando apresentar documento oficial com foto e manter o cadastro regularizado. A identificação pode ocorrer pela digital graças a parcerias entre a Justiça Eleitoral e outros órgãos, que permitem importar esses dados para o sistema usado na seção.

Apenas um cargo em disputa

O eleitorado paulista decide somente a disputa pela presidência da República neste 2º turno. Para não esquecer o número do candidato escolhido, o eleitor tem permissão para levar uma anotação própria até a cabine.

Dúvidas sobre a votação também podem ser esclarecidas com a Lina, ferramenta de inteligência artificial do TRE-SP disponível no site do Tribunal e pelo WhatsApp (11) 3.130-2.200. A Central de Atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias, pelo número 148.

Qualquer denúncia de boato ou conteúdo enganoso sobre o pleito também pode ser encaminhada ao Ministério Público Eleitoral ou à Secretaria de Comunicação Social do TRE-SP. Responsável por esclarecer dúvidas da imprensa e do público.

Com o fechamento das urnas às 17h, a apuração dos votos começa e o resultado da disputa pela Presidência deve ser conhecido ainda na noite deste domingo.

Quando a carteira de trabalho não serve para votar

A carteira de trabalho física é aceita como documento de identificação, mas a digital não funciona. O motivo é simples: só documentos com foto permitem a identificação na seção, e a versão digital da carteira não exibe a fotografia.

Pela mesma razão, certidões de nascimento e casamento — que também não têm foto — são rejeitadas na hora de votar, mesmo sendo documentos oficiais.

Pressão da juventude

Theodor Kallifatides: "Os jovens de hoje sofrem um estresse que nós não experimentamos"

Segundo ele, a pressão vem da tecnologia que organiza quase tudo

24/10/2026 16h02

Foto: Mikhail Nilov/Pexels

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A pressão que marca a vida de um jovem hoje não vem da política, vem da tecnologia que organiza quase tudo. É o que defende o escritor sueco de origem grega Theodor Kallifatides, de 88 anos, em entrevista recente.

Para ele, encontrar moradia, seguir os estudos e alcançar estabilidade formam um conjunto de barreiras que pesa de um jeito que sua geração nunca precisou enfrentar. O resultado, segundo o autor, é um tipo de desgaste emocional que marca o cotidiano de quem é jovem agora.

Uma tensão que não existia antes

Kallifatides reconhece que sua juventude também foi marcada por dificuldades reais, como pobreza e perseguição política. A diferença, na visão dele, é que esse cenário não incluía o controle tecnocrático que hoje atravessa praticamente toda decisão da vida adulta.

O escritor citou ainda o temor das mudanças climáticas, o risco de conflitos nucleares e as catástrofes naturais como preocupações que compõem o horizonte das novas gerações. Para ele, os jovens de hoje vivem num mundo mais hostil do que aquele em que cresceu — não porque o passado fosse simples. Mas porque a origem da angústia mudou de natureza.

Moradia, estudo e vida a dois

As dificuldades descritas por Kallifatides vão além do campo das ideias. Conseguir onde morar, manter os estudos e alcançar algum sossego são obstáculos concretos que, segundo ele, também dificultam a construção de relações afetivas duradouras.

Essa reflexão aparece ligada à novela "El amor", escrita originalmente em sueco em 1938 e publicada agora pela primeira vez em castelhano e catalão.

A obra trata de escolhas pessoais. Desejos e das consequências de optar por um caminho em vez de outro — temas que, para o autor, ganham outro peso quando faltam condições materiais para sustentar uma vida em comum.

O amor como resposta à incerteza

Mesmo diante do cenário que descreve como mais difícil, Kallifatides defende que os vínculos humanos seguem tendo valor essencial. Para ele, o amor resiste mesmo quando o contexto social e econômico torna tudo mais complicado.

Em entrevista, o escritor afirmou que, quando a vida fica muito difícil, a necessidade de ter alguém para amar e ser amado se torna ainda mais forte. A frase sintetiza uma ideia central de sua obra: mesmo com as circunstâncias mudando, o desejo de dividir a existência com outra pessoa permanece.

Kallifatides constrói há décadas uma obra voltada a esse tipo de dilema, e sua leitura sobre o estresse das novas gerações propõe outra chave: não apenas uma questão pessoal, mas um reflexo direto das condições em que essas pessoas tentam construir o próprio futuro.

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