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Explosão em mina de carvão na China deixa mais de 80 mortos

Este é o maior acidente da história da mineração do país em 17 anos

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Ao menos 82 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na China na manhã deste sábado, 23, no maior acidente da história da mineração no país em 17 anos. Outros 148 sobreviveram, sendo que 123 foram hospitalizados.

O presidente Xi Jinping pediu que a missão de resgate no norte da China fosse intensificada ontem porque ainda existiam pessoas presas. Xi "destacou a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar as operações de busca e resgate de forma científica e adequada e lidar corretamente com as consequências do acidente", informou a agência chinesa Xinhua

O presidente também pediu uma investigação sobre a explosão, que ocorreu na mina de carvão Liushenyu, localizada na cidade de Changzhi, província de Shanxi, e enfatizou a necessidade de "responsabilizar os culpados". Um dos responsáveis pela empresa foi detido.

A decisão de Xi de emitir rapidamente e pessoalmente uma declaração foi significativa e pode indicar que as autoridades chinesas esperavam um agravamento da situação. Pequim frequentemente omite detalhes de acidentes enquanto reúne informações e prepara uma resposta oficial.

Segundo a Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no momento da explosão.

Shanxi é a principal província de mineração de carvão da China. No ano passado, a região, aproximadamente do tamanho do Ceará e com uma população de cerca de 34 milhões pessoas, foi responsável pelo fornecimento quase ? do total do produto.

O prefeito Chen Xiangyang afirmou ontem pela noite que uma "avaliação preliminar indica que a empresa de mineração cometeu graves violações". Ele não especificou quais.

Um dos mineiros que estava na mina no momento do acidente, disse que de repente o local foi tomado por uma nuvem de fumaça e por um forte cheiro de enxofre. Segundo ele, os trabalhadores sufocaram com o cheiro e desmaiaram. "Fiquei no chão por cerca de uma hora e acordei sozinho. Gritei para as pessoas ao meu lado e saímos da mina juntos", detalhou Wang Yong à rede estatal chinesa CCTV.

Esse já é o pior acidente de mineração na China desde 2009, quando outra explosão matou 108 trabalhadores na província de Heilongjiang, no nordeste do país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

planta e colhe

Trump pressiona postos a reduzir preço da gasolina e ameaça: 'grandes problemas virão'

Combustível nos EUA subiu em torno de 33% depois do começo da guerra contra o Irã, no final de fevereiro

30/06/2026 07h18

Presidente dos EUA, Donald Trump alega que o preço do petróleo voltou aos patamares de antes do início da guerra contra o Irã

Presidente dos EUA, Donald Trump alega que o preço do petróleo voltou aos patamares de antes do início da guerra contra o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma redução imediata no preço da gasolina no país. Em publicação no Truth Social, ele afirmou que os combustíveis continuam caros apesar da queda no valor do petróleo no mercado internacional e fez um apelo direto aos revendedores.

"Os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE! Estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 o barril e continua caindo", escreveu na noite de segunda-feira, 30.

Na mensagem, Trump afirmou que os postos devem repassar a redução dos custos aos consumidores e disse que não aceitará aumentos motivados por especulação. "É totalmente ilegal. Se os revendedores não fizerem isso, grandes problemas virão!", declarou.

A cobrança ocorre após integrantes do governo defenderem que a recente queda das cotações do petróleo deve ser refletida rapidamente nas bombas. Também na segunda-feira, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que o preço da gasolina pode voltar rapidamente ao patamar de US$ 3 por galão, depois de ter ultrapassado US$ 4 nas últimas semanas.

Em entrevista à Fox News, Burgum atribuiu a expectativa ao aumento da oferta de petróleo no mercado e afirmou que a flexibilização das sanções à Venezuela, descrita por ele como uma aliada estratégica dos Estados Unidos, também contribui para a redução dos preços pagos pelos consumidores americanos.

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Brasil envia três aviões de ajuda humanitária e ajuda em buscas após terremoto na Venezuela

"Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela", cita o Palácio do Planalto

27/06/2026 21h00

Reprodução/FAB

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Na tarde deste sábado (27) o Brasil enviou um terceiro voo humanitário à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que a operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra esforço internacional para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24).

De acordo com o comunicado, os kits de medicamentos são voltados para atendimento em situações de emergência e contêm itens considerados essenciais, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

“Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou o palácio.

O primeiro voo enviado pelo governo brasileiro pousou às 23h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26) na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.

O segundo voo para a Venezuela decola na manhã deste sábado também da Base Aérea do Galeão, transportando um hospital de campanha e purificadores de água.

Ajuda nas buscas

Também neste sábado (27) equipes brasileiras iniciaram a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. 

Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes. 

O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. 

O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. 

A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores. 

O governo brasileiro também prepara o envio de reforços, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, e militares para operar a estrutura e purificadores de água. 

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. 

“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou. 

 

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