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guerra do petróleo

Irã ataca base aérea no Bahrein; EUA atingem Guarda Revolucionária

Em meio à série de ataques, o preço do gás disparou na Europa e bases de datacenters da Amazon foram parcialmente destruídos

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A Guarda Revolucionária Islâmica lançou um ataque com mísseis e drones contra uma base aérea no Bahrein, informou a imprensa estatal do Irã nesta terça-feira, 3. Em Teerã, a madrugada desta terça foi marcada por sons de explosões e aviões

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta terça-feira que destruiu instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, além de aeródromos militares e equipamentos de defesa aérea e de lançamento de mísseis e de drones.

"Continuaremos a tomar medidas decisivas contra ameaças iminentes colocadas pelo regime iraniano", disse o Centcom, em publicação no X.

SUPOSTA AMEAÇA

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira, 2, que o Irã estava reconstruindo locais que tornariam o programa de mísseis balísticos e o programa de bombas atômicas imunes a ataques em alguns meses.

Netanyahu não apresentou evidências sobre as afirmações, e fotos de satélite analisadas pela Associated Press mostram atividade limitada em dois locais que abrigavam instalação nucleares do Irã antes da guerra.

Em entrevista à Fox News, o premiê israelense afirmou ainda que o ataque iniciado no sábado (28) criará condições para que o povo do Irã forme um governo democrático.

DATACENTERS

 A Amazon informou nesta terça-feira (3) que teve dois data centers atingidos por drones nos Emirados Árabes Unidos. Outra instalação da empresa no Bahrein foi atingida por destroços de um drone. A Amazon disse que trabalha para recuperar a infraestrutura danificada.

PREÇO DO GÁS

Os preços do gás natural na Europa dispararam mais de 20% nesta terça-feira, 3, após uma paralisação da produção na maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Catar, abalar os mercados e elevar as preocupações sobre o fornecimento global.

O contrato holandês TTF (Title Transfer Facility) para abril saltou 29,5%, para 57,50 euros por megawatt-hora nas negociações iniciais, atingindo o patamar mais alto em mais de um ano. Os preços começaram a subir na segunda-feira, 2, depois que a estatal QatarEnergy suspendeu a produção no complexo de Ras Laffan, após um ataque de drone iraniano.

"Essa é a maior ameaça aos mercados mundiais de gás desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022", disseram analistas do ANZ.

O Catar é o segundo maior exportador de GNL do mundo. O país atende principalmente clientes na Ásia, embora qualquer interrupção prolongada provavelmente force importadores europeus e asiáticos a competir por cargas spot limitadas, elevando os preços em ambas as regiões.

A interrupção ocorreu no momento em que o mercado já enfrentava o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, rota de navegação crítica na entrada do Golfo Pérsico que escoa mais de 20% do fornecimento mundial de GNL.

O momento é particularmente sensível para a Europa. Com a temporada de aquecimento se aproximando do fim e os estoques bem abaixo dos níveis sazonais, a região enfrentará pressão crescente para reconstruir o armazenamento antes do próximo inverno.

Enquanto isso, os suprimentos alternativos permanecem limitados. Embora os EUA possam aumentar as exportações, operadores dizem que volumes adicionais não seriam suficientes para compensar perdas prolongadas da produção do Catar.

DISCUSSÃO

Negociações entre EUA e Irã entram em "fase técnica"

Reunião no Paquistão deve se estender pela noite

11/04/2026 17h30

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã Foto: Divulgação

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As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

Neste momento, as autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo.

De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.

O estreito é a passagem por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e está bloqueada pelos iranianos no momento. Trump exige que a região seja reaberta.

O Irã também reivindica o desbloqueio dos ativos do país e uma indenização pelos ataques feitos pelos norte-americanos e israelenses.

Ainda de acordo com a Tasnim, os enviados dos Estados Unidos fazem demandas consideradas excessivas pelos representantes iranianos. Washington ainda não se manifestou sobre o avanço das tratativas.

As delegações dos EUA e do Irã estão reunidas num hotel no Paquistão, desde a manhã deste sábado (11), para negociações pela paz.

Na terça-feira (7), o presidente Donald Trump decretou cessar-fogo para que norte-americanos e iranianos pudessem tentar chegar a um acordo.

mundo

Trump diz que "Cuba é a próxima" em discurso

Ilha sofre embargo energético imposto pelos Estados Unidos

29/03/2026 10h30

Donald Trump - Reprodução Instagram @realdonaldtrump

Donald Trump - Reprodução Instagram @realdonaldtrump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (28) que "Cuba é a próxima", durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, quando elogiou os sucessos da ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã.

Embora o presidente não tenha especificado exatamente o que planeja fazer com a nação insular, ele tem dito com frequência que acredita que o governo de Havana, que enfrenta uma grave crise econômica, está à beira do colapso.

Seu governo iniciou negociações com lideranças de Cuba nas últimas semanas, enquanto o próprio Trump deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível.

"Eu construí esse grande exército. Eu disse 'Você nunca terá que usá-lo.' Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima", disse Trump na conferência.

Embargo

Cuba sofre um forte embargo por parte do governo dos Estados Unidos. Trump impede que a Venezuela forneça petróleo para a ilha, causando assim uma forte crise energética na ilha. 

Nos últimos meses, o país sofreu uma série de apagões de energia elétrica, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem luz. Além de hospitais, escolas e outros lugares.

* Com informações da Reuters

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