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Trump pressiona postos a reduzir preço da gasolina e ameaça: 'grandes problemas virão'

Combustível nos EUA subiu em torno de 33% depois do começo da guerra contra o Irã, no final de fevereiro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma redução imediata no preço da gasolina no país. Em publicação no Truth Social, ele afirmou que os combustíveis continuam caros apesar da queda no valor do petróleo no mercado internacional e fez um apelo direto aos revendedores.

"Os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE! Estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 o barril e continua caindo", escreveu na noite de segunda-feira, 30.

Na mensagem, Trump afirmou que os postos devem repassar a redução dos custos aos consumidores e disse que não aceitará aumentos motivados por especulação. "É totalmente ilegal. Se os revendedores não fizerem isso, grandes problemas virão!", declarou.

A cobrança ocorre após integrantes do governo defenderem que a recente queda das cotações do petróleo deve ser refletida rapidamente nas bombas. Também na segunda-feira, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que o preço da gasolina pode voltar rapidamente ao patamar de US$ 3 por galão, depois de ter ultrapassado US$ 4 nas últimas semanas.

Em entrevista à Fox News, Burgum atribuiu a expectativa ao aumento da oferta de petróleo no mercado e afirmou que a flexibilização das sanções à Venezuela, descrita por ele como uma aliada estratégica dos Estados Unidos, também contribui para a redução dos preços pagos pelos consumidores americanos.

tragédia

Na Venezuela, número de mortos em terremotos sobe para 235, diz ministro

Entre os mortos estão pelo menos dois brasileiros, cujas identidades ainda não foram divulgadas

26/06/2026 07h24

Segundo as autoridades venezuelanas, milhares de pessoas estão desaparecidas em meio aos escombros

Segundo as autoridades venezuelanas, milhares de pessoas estão desaparecidas em meio aos escombros

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O ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, informou no fim da noite da quinta-feira, 25, que cerca de 235 pessoas morreram após os fortes terremotos que atingiram o país na noite da quarta-feira, 24. Outras 4,3 mil pessoas ficaram feridas. Entre os mortos estão pelo menos dois brasileiros, ainda não identificados oficialmente. 

A expectativa é de que os números continuem aumentando, à medida que as buscas continuam nas áreas devastadas, uma vez que milhares de pessoas estão desaparecidas.

O Estado de La Guaira, ao norte de Caracas, foi o mais atingido pelos tremores. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu que empresas disponibilizem equipamentos para as operações de busca na região, que foi classificada como "zona de desastre".

"Esperamos resgatar o maior número possível de pessoas com vida" afirmou Delcy. 

AJUDA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que enviará nesta sexta-feira (26) um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) com uma missão humanitária para auxiliar nas buscas por desaparecidos na Venezuela. 

“Vamos enviar, nesta sexta (26) pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas”, escreveu o presidente em uma rede social nesta quinta-feira (25).

Lula disse ter conversado por telefone com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana e definir a melhor forma de apoio ao país vizinho.

O presidente informou ainda que outro voo sairá no sábado com mais ajuda. O avião levará equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, 100 purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias.

“Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, finalizou.

Mais cedo, o Ministério da Saúde do Brasil já havia informado que estava em contato com a Venezuela para enviar ajuda com insumos e pessoal da área da saúde ao país vizinho.

Até o momento, as informações apontam que o número de mortos na Venezuela chega a 188. A atualização foi divulgada pelo presidente do Congresso Nacional do país, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez.

Segundo ele, mais de 1, 5 mil pessoas foram hospitalizadas. O número, no entanto, tende a ser bem maior do que o divulgado até o momento. De acordo com o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extraoficiais sobre vítimas, há mais de 40 mil pessoas desaparecidas.

Os dois terremotos, de magnitude de 7,5 e 7,2, causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 quilômetros da capital Caracas. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras edificações desabaram.

 

TRAGÉDIA

Terremoto na Venezuela mata pelo menos 164 pessoas e deixa 700 feridos

Número de vítimas ainda tende a aumentar, pois centenas de pessoas seguiam soterradas até a madrugada desta quinta-feira

25/06/2026 07h31

Desde 1900 que a Venezuela não era atingida por um terremoto desta intensidade, com magnitude de 7,5

Desde 1900 que a Venezuela não era atingida por um terremoto desta intensidade, com magnitude de 7,5

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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta madrugada que ao menos 164 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas por causa dos dois fortes terremotos que atingiram o país na noite da quarta-feira, 24.

Delcy alertou que o número de vítimas deve aumentar, à medida que equipes de resgate buscam pessoas em escombros de imóveis e chegam a áreas devastadas pelos tremores.

A presidente interina declarou estado de emergência e confirmou que os abalos causaram estragos em diversas partes do país. O número de vítimas não inclui o Estado de La Guaira, que foi o mais atingido e é considerado pelo governo uma "zona de desastre".

"Dezenas de edifícios desabaram ali, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Caracas, e estamos realizando operações intensivas de resgate para salvar vidas", afirmou a líder venezuelana.

AJUDA

A mobilização internacional em torno dos terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24, segue em expansão, com novos anúncios de apoio humanitário e reforço nas operações de resgate. O abalo de magnitudes 7,5 foi classificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como o mais forte registrado no país desde 1900.

Em Caracas e nas regiões mais afetadas, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez intensificou nesta quinta-feira, 25, as operações de emergência. As autoridades priorizam as buscas durante o período de luz do dia para tentar localizar sobreviventes ainda sob os escombros.

MADURO

Nicolás Maduro se manifestou nas redes sociais após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24. Em uma publicação, também feita em nome de sua mulher, Cilia Flores, ele pediu união e solidariedade diante da tragédia, que já deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

"Hoje, a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho", escreveu Maduro. Na mensagem, ele também pediu apoio às equipes de resgate, profissionais de saúde, bombeiros e voluntários que atuam nas áreas afetadas.

Maduro afirmou ainda que a população deve agir com serenidade e ajudar os mais vulneráveis. "Nesta hora difícil, conclamamos à união nacional, à serenidade e ao amor concreto: ajudar, proteger, compartilhar, erguer e reconstruir", declarou.

Ele e a mulher estão detidos nos Estados Unidos desde janeiro deste ano, após serem capturados durante uma operação realizada em território venezuelano. Desde então, responde a um processo criminal em Nova York. Com sua saída do poder, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do país.

Ao encerrar a mensagem, Maduro disse que a Venezuela já enfrentou outros momentos difíceis e demonstrou confiança na recuperação do país. "Nosso coração e nossas orações estão com vocês. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela", escreveu.

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