Cidades

MAIS DE r$ 50 MIL

Advogado condenado por ficar com indenização de clientes alega insanidade mental

Ele já foi condenado em dois processos e responde a mais um por se apossar de R$ 520 mil de três clientes; em um dos casos, advogado disse não se lembrar de ter recebido por ter problemas psiquiátricos

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Um advogado de 40 anos, acusado e condenado por apropriação indébita por não repassar indenizações a clientes que venceram processos judiciais em Dourados, tenta na Justiça o reconhecimento de insanidade mental. Ele responde a três processos pelo mesmo tipo crime.

No caso mais recente, a sentença condenatória foi proferida no dia 7 de fevereiro deste ano e ele entrou com recurso, pedindo o reconhecimento de incidente de insanidade mental, que o livra da pena, nessa terça-feira (11). Ainda não há decisão para o pedido.

O cliente contratou o advogado para representá-lo em 2015, em ação trabalhista contra uma empresa de Dourados. Em julho de 2021, o advogado firmou acordo judicial com a empresa, no valor de R$ 19,5 mil, mas não repassou o valor ao cliente. No entanto, quando questionado pelo cliente, disse que a ação ainda estava em curso.

A vítima só soube do acordo dois anos depois, em 2023, quando foi até a Justiça do Trabalho se informar sobre a demora na resolução da demanda judicial e foi informada de que a ação já havia sido concluída e que o valor já havia sido pago ao advogado.

O cliente tentou, então, contato com o advogado por diversas vezes, mas não conseguiu encontrá-lo e registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. O inquérito policial gerou a ação processual, a partir de denúncia do Ministério Público Estadual (MPMS).

Na decisão, o juiz da 1ª Vara Criminal de Dourados, Marcelo da Silva Cassavara, condenou o advogado a um ano e quatro meses de reclusão, em regime aberto, pelo crime de apropriação indébita em razão da profissão.

A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direito, sendo a o pagamento referente a um salário mínimo vigente à época dos fatos e prestaçaõ de serviços a comunidades ou entidades públicas pelo prazo de um ano e quatro meses.

Em outro caso, em setembro de 2020, ele apropriou-se indevidamente de R$ 17,5 mil de outro cliente, que também só ficou sabendo que havia conseguido a indenização na ação após ir ao Fórum se informar, quatro anos depois, tendo em vista que o advogado parou de respondê-lo.

Em juízo, o advogado disse não se lembrar de ter recebido o dinheiro, nem de que forma foi pactuado o pagamento.

Ele afirma ainda que teve um surto de bipolaridade na época e que estava encostado pelo INSS.

Na sentença, de julho de 2024, o juiz fixou a pena em um ano e quatro meses de reclusão, sendo substituída por pagamento de um salário mínimo e serviços comunitários. O processo também está em fase de recurso.

Em um terceiro processo, que ainda não foi julgado, a denúncia é de que ele recebeu e não repassou ao cliente o valor de R$ 13,2 mil.

Neste caso, ele foi contratado em 2016 para representar o homem em uma ação trabalhista, que foi vencida e a indenização paga em novembro de 2020.

Ao cliente, o advogado disse que não tinha decisão, mas, como nos casos anteriores, o homem não conseguiu mais contato e descobriu que o valor já havia sido pago ao procurar o fórum da cidade.

Em audiência, o advogado alegou que conhecia o cliente de longa data e que prestou auxílio financeiro a ele em períodos de adversidade, contribuindo para o pagamento de aluguéis, aquisição de gêneros alimentícios, custeio de medicamentos e exames necessários após uma queda sofrida pela vítima.

Nas alegações finais, o MPMS salientou que, ainda que o cliente estivesse em débito com o advogado, "tal circunstância poderia ser dirimida em outro momento oportuno, não se sustentando, portanto, a justificação para o ilícito ato de apropriar-se indevidamente da quantia em questão".

O julgamento deste caso ainda não foi marcado.

Insanidade mental

Após a senteça, a defesa do advogado protocolou recurso pedindo o reconhecimento de insanidade mental.

A defesa alega que o acusado necessita de acompanhamento médico devido à patologia crônica que porta desde 2019.

"Segundo relatórios médicos que instrui a presente exordial, o requerente éportador das doenças descritas no CID F31.4 (transtorno afetivo bipolar, episódio atualdepressivo grave sem sintomas psicóticos) + 41.1 (transtorno de ansiedade generalizada), tentando inclusive episódios de tentativas de suicídio", diz a petição.

Para embasar o pedido, o advogado anexou laudos de 2020, que atesta que o o advogado fazia tratamento ambulatório psiquiátrico para os transtornos.

"Considerando que o requerente já portava a doença antes da data da práticado suposto delito, é apresentado nesta oportunidade o presente pedido de reconhecimento de insanidade mental", diz a defesa.

No entanto, o laudo afirma se tratar de patologia crônica e que o advogado não estava em condições para as atividades de trabalho por tempo indeterminado. Mesmo assim, ele continuou exercendo a profissão e representando clientes em ações judiciais.

O juiz recebeu o recurso e deu prazo de 8 dias para que a defesa apresente as razões do recurso de apelação. Após esse prazo, o Ministério Público também tem o prazo de oito dias para oferecer as contrarrazões.

Crime corriqueiro 

A apropriação tem sido crime corriqueiro praticado por advogados em Dourados.

Conforme reportagens do Correio do Estado, outros dois advogados respondem processo pelo mesmo tipo de crime.

Uma advogada de Dourados é alvo de processos judiciais, acusada de aplicar golpes em clientes e ficar com dinheiro ganho por eles em processos, se apropriando de mais de R$ 42 mil. 

Em dois casos, ela recebeu valores referentes a indenizações ganhas por clientes, mas não os avisou e chegou a dizer que o processo ainda estava em andamento. Ambos os processos ainda não tem decisão.

Em outro caso, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reverteu a absolvição do advogado J.R.M.S e o condenou por apropriação indébita majorada, após ele ter se apropriado indevidamente de R$ 11.055,41 de um cliente.

O montante, obtido em uma ação de indenização do seguro DPVAT, foi retido pelo advogado durante oito meses, mesmo após insistentes pedidos da vítima. 

RODOVIA DA MORTE

Jovem morre após acidente frontal com caminhão de carga na BR-262

Veículo utilizado era da empresa que trabalhava e rapaz não tinha autorização para usar durante a folga

11/07/2026 10h00

Reprodução

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No início da noite da última sexta-feira (10), um acidente entre um caminhão de carga e um carro de passeio matou um jovem, de 19 anos, após uma colisão frontal na BR-262. Identificado como Matheus Vargas Oliveira Estanislau, a vítima morreu antes mesmo do socorro chegar ao local.

Motorista do caminhão de carga saiu ileso do acidente - Foto: Reprodução

Conhecida como uma das rodovias mais perigosas do país por seus inúmeros acidentes, o acidente aconteceu no km 17, na saída de Três Lagoas, no sentido para Campo Grande.

De acordo com sites locais, o jovem era funcionário da empresa de logística JSL, junto com o padastro e estaria de folga durante o dia de ontem. O veículo que conduzia, um Fiat Argo, era da empresa Simões e Matheus Vargas o conduzia sem autorização, uma vez que a utilização fora de serviço, não é permitida.

O padastro do rapaz ainda teria ligado para ele perguntando sobre o veículo, que Matheus negou estar utilizando. Posteriormente, com o rastramento no sistema da empresa do veículo plotado, foi possível identificar o deslocamento pela BR-262, onde mais tarde ocorreu o acidente.

Segundo o Subtenente Delgado do Corpo de Bombeiros, outros motoristas que trafegavam na rodovia e viram o acidente acionaram o socorro, mas a chegada da equipe apenas constatou a morte do jovem.

A colisão frontal com o caminhão de carga deixou o carro sem o motor, que foi arrancado com o impacto e o corpo da vítima ficou preso em meio as ferragens.

Equipes de socorro interidtaram parcialmente a rodovia para retirada dos veículos envolvidos no acidente na BR-262 - Foto: Reprodução

As equipes da perícia e da Polícia Cientifíca também estiveram no local para realizar os procedimentos. A pista ficou parcialmente interditada durante a operação de resgate do corpo, e retirada dos destroços do carro e do outro veículo.

O motorista que conduzia o caminhão saiu ileso, sem ferimentos e estava consciente na chegada do socorro. A dinâmica do acidente e outras informações estão sendo investigadas pelas autoridades.

(Com informações do site Rádio Caçula)

 

ENTREVISTA

"O CMO, ao lado da Amazônia, é prioridade absoluta no Exército"

Comandante militar do Oeste destaca integração com as forças de segurança, vigilância das fronteiras e preparação para uma nova temporada de incêndios no Pantanal

11/07/2026 09h30

Paulo Ribas / Correio do Estado

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“O Comando Militar do Oeste [CMO], ao lado do Comando Militar da Amazônia [CMA], é prioridade absoluta para o Exército brasileiro”.

A afirmação do comandante do CMO, general do Exército e comandante militar do Oeste Alcides Valeriano de Faria Júnior, resume a importância estratégica da região que abrange Mato Grosso do Sul e Mato Grosso para a defesa nacional.

Com mais de 1,1 mil quilômetros de fronteira seca com Paraguai e Bolívia, a área concentra desafios relacionados ao combate aos crimes transfronteiriços e à integração com as forças de segurança pública, tendo o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) como principal ferramenta tecnológica para vigilância e produção de inteligência.

Em entrevista ao Correio do Estado, o general do Exército também alertou para o risco de uma nova temporada severa de incêndios no Pantanal e destacou que o Exército já atua em conjunto com Bombeiros, Ibama, ICMBio, Polícia Federal (PF), Receita Federal, Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e demais forças de segurança.

Segundo ele, a combinação entre tecnologia, compartilhamento de inteligência e atuação integrada consolidou o CMO como um dos principais pilares da estratégia brasileira de defesa das fronteiras e de resposta a emergências na região.

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General, para iniciarmos, o senhor poderia detalhar sua trajetória?

Sou natural de Juiz de Fora [MG] e incorporei ao Exército em 1982, na Escola Preparatória de Cadetes, quando ainda fazíamos todo o Ensino Médio no Exército.

Formei-me na Aman [Academia Militar das Agulhas Negras], quando escolhi a cavalaria, em 1988, e segui a carreira normal, como comandante de pelotão, comandante de subunidade, que é o esquadrão.

Fiz o curso de piloto de helicópteros e tive uma carreira na área da aviação e voltei para a cavalaria. Fui instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais no Rio de Janeiro.

Tive experiências marcantes no exterior: missões de paz no Chipre e na Guiné-Bissau, fui instrutor do Centro Argentino de Treinamento Conjunto de Operações de Paz, fiz um curso de política e estratégia de alta administração no Chile, comandei o Centro de Instrução de Aviação do Exército e fui promovido a general de brigada em 2018, e aí fui para o Paraná, comandei a 5ª Brigada de Cavalaria Blindada.

Depois, mais uma vez para o Exterior, fui para os Estados Unidos, onde fui subcomandante para interoperabilidade do Exército Sul, em San Antônio, no Texas.

Daí voltei para o Brasil, passei pelo Estado-Maior do Exército como 5º subchefe, responsável pelas relações internacionais, fui para Porto Alegre [RS], comandei a 6ª divisão do Exército, e chefiei o Centro de Comunicação Social em Brasília, fui promovido a general de quatro estrelas e designado para o Comando Militar do Oeste.

Quais setores passaram à iniciativa privada e estão sujeitos à regulação?

Hoje, os serviços públicos básicos e essenciais prestados pela iniciativa privada, consórcios, empresas de economia mista e por meio de parcerias público-privadas [PPPs] incluem água, esgoto, drenagem, resíduos sólidos, gás canalizado, energia elétrica, mineração, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e o transporte intermunicipal.

Qual a importância estratégica do Comando Militar do Oeste dentro da estrutura de defesa brasileira?

O CMO é um comando militar com uma especificidade muito grande por estar na fronteira Oeste, que é extensa e muito permeável com dois países que são muito amigos do Brasil, Paraguai e Bolívia, mas que, por razões econômicas, possuem vulnerabilidades na segurança.

Então, esse é o desafio do CMO, a questão da segurança pública no caso, mais especificamente dos crimes transfronteiriços. E por razão disso também ele foi escolhido como prioridade do Exército Brasileiro. Ao lado do Comando Militar da Amazônia.

Temos prioridade de recebimento de material de ponta e foi aqui que começou o Sisfron [Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras]. Aqui nós temos, 1.150 km de fronteira seca onde não existe um obstáculo natural, o que é um contexto complicado.

Em outros comandos há fronteira, mas nenhum deles têm uma faixa de fronteira seca tão grande como o CMO.

O Sisfron é o pilar tecnológico desse controle. Como ele funciona e em que fase de implantação se encontra?

O Sisfron nasceu de um projeto em 2010, que dividiu o Brasil em áreas, e começou a ser implementado em 2012, época em que o programa foi dividido em fases. Ele se baseia em três pilares: sensores [radares e escutas], processadores [inteligência de dados]e atuadores [a tropa no terreno].

O projeto piloto do Sisfron, na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados, terminou em 2019.

Agora, seguimos para as áreas de Corumbá [18ª Brigada] e Cuiabá [13ª Brigada]. E o que houve? Se imaginava que o aporte de recursos seria o suficiente para que ele fosse concluído em 10 ou 12 anos, só que é um projeto de R$ 12 bilhões, e com as restrições orçamentárias, o prazo foi sendo empurrado.

O projeto piloto terminou em 2019. A previsão nas áreas de Corumbá e Cuiabá é de 2029. É um projeto que permitiu um salto na qualidade das nossas operações e no adestramento da tropa.

O Sisfron é um programa, sobretudo, tecnológico. O projeto sofreu influência dos avanços?

O programa está longevo e, com isso, a concepção que foi feita em 2012, em função dos avanços tecnológicos, ficou um pouco defasada no tempo.

Por exemplo: começou nesta fase 1 a construção de uma infovia, com 74 torres que saem de Campo Grande e vão a todos os pelotões de fronteira e a todas as unidades, e na época não tinha a Starlink, por exemplo.

Hoje, as torres foram feitas, elas estão operacionais, mas os equipamentos precisam de atualização.

Como é a estratégia para que o Sisfron não dependa de tecnologia estrangeira nas comunicações?

Citei aqui a Starlink, empresa de satélites do empresário Elon Musk. Nós temos que pensar na redundância, e o Sisfron exige 75% de conteúdo nacional para garantir o domínio tecnológico.

Temos opções de comunicação que não envolvem sistema estrangeiro, mas mesmo que a gente use estes satélites, temos tecnologia para mandar o sinal criptografado e protegido.

A nossa infraestrutura física é o que garante que não fiquemos dependentes.

Mas é importante destacar que o Sisfron funciona muito bem. Ele permitiu um salto de qualidade e quantidade de operações, e no treinamento da tropa que nós não tínhamos no passado. Ele é um caso de sucesso, não tenha dúvida.

O Sisfron também compartilha informações com forças de segurança?

Ele foi feito para isso também. Ele é um sistema dual. Claro que ele ajuda no combate aos ilícitos transfronteiriços, mas ele serve prioritariamente para que o Exército cumpra sua missão constitucional número um, razão pela qual existem as Forças Armadas, que é a defesa da pátria.

Ele foi concebido para isso, as informações que ele produz, depois de processadas, de analisadas, ele gera dados de inteligência, que são compartilhados com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Receita Federal, as forças estaduais.

Temos um excelente relacionamento com todas elas e, com isso, a gente planeja operações de segurança pública.

Como o Exército atua na proteção ao meio ambiente, especialmente no Pantanal?

Proteção ao meio ambiente é o tema do dia. Em 2024, nossa participação foi fundamental na coordenação com Bombeiros, Ibama e ICMBio no combate às queimadas no Pantanal.

Utilizamos as estruturas do Sisfron de forma dual: levamos nossos caminhões de comando e controle [shelters] para o meio do Pantanal, onde não há torres, e eles se interligam via satélite para transmitir dados em tempo real para as agências em Campo Grande.

Para este ano já estamos em alerta. Fizemos uma reunião com os bombeiros militares de Mato Grosso do Sul, onde eles apresentaram um cenário preocupante para os próximos meses, com o super-El Niño, com o Pantanal não tendo sido inundado como deveria, então a gente está preocupado.

Falando na cooperação com forças de segurança pública, como se organiza a Operação Ágata na região?

A Operação Ágata é estruturada em três níveis: o primeiro é permanente, realizado pelos pelotões de fronteira 24 horas por dia; o segundo é conduzido com autonomia pelas brigadas e orientado por dados de inteligência; e o terceiro é centralizado no CMO, podendo envolver recursos singulares do Exército ou conjuntos com a Marinha e a Força Aérea.

Frequentemente, ela ocorre como uma operação espelhada, com ações coordenadas simultaneamente pelos países vizinhos para gerar maior sinergia no combate aos ilícitos.

Qual o real poder de dissuasão do Exército Brasileiro hoje? O Exército está bem servido tecnologicamente?

Dentro do contexto da América do Sul, o Exército está muito bem. Não temos nenhuma ameaça iminente agora, mas temos um poder de dissuasão considerável perante nossos vizinhos. Demonstramos essa capacidade ao concentrar meios em Boa Vista durante a recente crise entre Venezuela e Guiana.

Embora exista um gap tecnológico em relação às superpotências que investem trilhões, nossa preparação individual e coletiva é elogiada mundialmente, inclusive pelos norte-americanos.

Temos tecnologias de ponta nacionais, como o míssil tático de cruzeiro [projeto Astros], que atinge alvos a 300 km com precisão de nove metros. Isso é tecnologia pura nacional.

Como o senhor define a relação com os órgãos de segurança locais?

O ponto alto aqui em Mato Grosso do Sul é a integração total. Seja com o DOF, Polícia Federal, Receita ou o governo do Estado, a troca de informações é completa. É essa união que nos permite combater com eficácia o tráfico de armas e drogas nesta fronteira.

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

{PERFIL}

General Alcides Valeriano de Faria Júnior

General do Exército. Atual comandante do Comando Militar do Oeste, em Campo Grande. Ingressou nas Forças Armadas em 1982.

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