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Após fim de mandato, Azambuja irá se ausentar da vida pública, pescar e curtir família e amigos

Atual governador começou como prefeito de Maracaju em 1997 e, ao todo, está há 26 anos na vida pública

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O atual governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PDSB), afirmou que a partir de 31 de dezembro de 2022, último dia de seu mandato, irá se ausentar da política.

De acordo com ele, os planos são pescar e visitar família e amigos, mas nunca deixar de debater Mato Grosso do Sul e trabalhar pelo desenvolvimento do Estado.

O pronunciamento foi feito no sábado (29), durante a "pedalada da vitória", último dia de campanha de Eduardo Riedel, no Parque dos Poderes.

Azambuja está na vida pública há 26 anos. Ele começou na política como prefeito de Maracaju, em 1997, foi reeleito e ficou até 2004.

Em 2006, elegeu-se deputado estadual e em 2010, deputado federal. Em 2014, venceu as eleições para o cargo de governador de Mato Grosso do Sul, onde segue até hoje.

“Eu falei que eu ia dar um tempo do nosso trabalho na vida pública, são 26 anos. Já me deram vara de pescar, carretilha, caixa de pesca e isca artificial. A pesca esportiva é um esporte que eu gosto. As pessoas estavam falando assim ‘governador, vai pescar um pouco’”, disse.

“Então a gente vai estar lutando aí, principalmente para ter o estado sempre bom, como um dos melhores estados do Brasil para se viver”, complementou.

Ao ser interrogado pela equipe do Correio do Estado se aceitaria um possível convite do governador eleito, Eduardo Riedel (PSDB), para compor cargos de confiança do governo, Azambuja deixou claro que está terminando sua jornada e que Riedel vai montar sua própria equipe com profissionais de confiança.

“Isso é questão do governador e o ex-governador não vai opinar nessas coisas. Se ele me chamar para [ouvir] alguma opinião sobre o governo, claro, eu nunca vou deixar sobre o Mato Grosso do Sul. Agora, compor o governo, não. Isso eu tenho certeza que o Eduardo escolherá as pessoas que ele entende e que são muitos”, declarou.

Governador eleito

Eduardo Riedel (PSDB) foi eleito governador de Mato Grosso do Sul, no segundo turno das eleições 2022, com 808.210 votos, o que representa 56,90% dos votos válidos.

O tucano derrotou Capitão Contar (PRTB), que obteve 612.113 votos, o que simboliza 43,10% dos votos. O segundo turno foi realizado neste domingo (30).

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), com 60.345.999 (50,90%) dos votos válidos, contra 58.206.354 (49,10%) votos de Bolsonaro.

Master

Flávio Bolsonaro pede que STF declare Moraes suspeito para julgar caso Master

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro.

05/06/2026 21h00

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai

Flávio Bolsonaro pediu ajuda para Daniel Vorcaro para ajudar a bancar filme sobre seu pai Fotomontagem

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para atuar em processos relacionados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele requer que petições já direcionadas a Moraes sejam remetidas ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O pedido foi protocolado na última segunda-feira, 1º, e será analisado pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro. Eles citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Segundo documentos fiscais enviados à CPI do Crime Organizado, do Senado, o escritório de Viviane recebeu R$ 80,2 milhões do banco para prestar serviços jurídicos.

O pedido de Flávio foi feito após Moraes solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a inclusão de Flávio no inquérito que mira seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Eduardo é réu por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

O despacho de Moraes atendeu a um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu a investigação de Flávio após o site The Intercept Brasil revelar que o senador pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do pai.

Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.

"Esses dois dados objetivos nos permitem dizer, sempre com o máximo respeito, que sua Excelência não teria a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento enviado pelo Deputado Federal Lindbergh Farias, mormente porque tal requerimento envolve não só o Banco Master, mas também Daniel Vorcaro", diz a petição.

Flávio também requer que a solicitação de Lindbergh seja retirada do inquérito relatado por Moraes e protocolada em uma nova ação, a ser distribuída "por prevenção" ao ministro André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro.

Decisão

Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli

A decisão ocorreu por ele não ter pagado multa de R$ 2.216,30, resultado de condenação por difamação da ex-deputada federal

05/06/2026 13h30

Carla Zambelli saca arma e aponta no meio da rua para pessoa na rua

Carla Zambelli saca arma e aponta no meio da rua para pessoa na rua Reprodução/Folha de São Paulo

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a prisão, na segunda-feira, 1.º, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo. A decisão ocorreu por ele não ter pagado multa de R$ 2.216,30, resultado de condenação por difamação da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Luan Araújo foi perseguido por Zambelli com uma arma em mãos em São Paulo na véspera da eleição de 2022. Por esse caso, a ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Araújo foi condenado em ação movida por Zambelli por dizer, em publicação no portal Diário do Centro do Mundo, que a ex-deputada é "seguida por uma seita de doentes de extrema-direita" e "faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte".

A defesa do jornalista contesta a decisão e apresentou habeas corpus e a anulação da decisão do juiz José Fernando Steinberg, que converteu a pena. Procurada, a defesa de Zambelli não respondeu aos contatos da reportagem. O espaço segue aberto.

"Mais do que um processo criminal, este caso representa uma discussão sobre os limites do poder punitivo do Estado", afirmou Renan Bohus, advogado de Araújo. "Nenhum cidadão deve ser preso porque é pobre. Nenhum jornalista deve correr o risco de perder sua liberdade por não possuir condições financeiras de cumprir uma obrigação pecuniária."

Nas redes sociais, Araújo disse que não tem como pagar a multa e move uma vaquinha para arcar com as custas processuais.

"A Justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta", afirmou. "Apesar da condenação dela no STF, ela não precisará cumprir lá na Europa, solta. Enquanto isso, estou tendo que fazer uma vaquinha para conseguir entrar com um processo por danos morais contra ela."

Zambelli foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão por perseguir Araújo na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Ela fugiu para Itália e foi presa.

No final de maio, a Corte de Cassação italiana anulou o pedido de extradição da ex-parlamentar e soltou Zambelli. Ela também foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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