Cidades

ACIDENTE NO PANTANAL (MS)

Cineasta morto em queda de avião dirigiu série sobre tragédia da Chapecoense

Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz dirigiu diversas séries e documentários ao longo de sua carreira como cineasta e documentarista

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Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, morto em queda de avião na noite desta terça-feira (23) no Pantanal de Mato Grosso do Sul, era um renomado cineasta e documentarista brasileiro.

De acordo com a Academia Brasileira de Cinema, ele dirigiu diversas séries e documentários. Confira:

  • “Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia”, para WBD/HBO, indicado ao Emmy Internacional. A obra conta detalhes e testemunhos de sobreviventes e familiares das vítimas dos jogadores do time de futebol da Chapecoense (SC), que morreram em acidente aéreo (voo 2933 da LaMia), em 29 de novembro de 2016, na montanha Cerro El Gordo (2.600m de altitude), região de Medelin, na Colômbia. Após derrota contra o Palmeiras no Allianz Parque (SP), os jogadores saíram de São Paulo em 28 de novembro de 2016 com destino a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em um voo da companhia aérea Boliviana de Aviación. Em seguida, pegaram outro avião, da LaMia, até Medelin, momento em que aconteceu a tragédia aérea.

  • “To Win or To Win”, sobre o Al Nassr FC, para MBC/Shahid, maior grupo de mídia árabe

  • “All or Nothing: Seleção Brasileira de Futebol” (5×52′), primeiro projeto de não ficção da Amazon Prime Video no Brasil pela Big Bonsai e Pitch Productions, onde assina o Episódio 4 e a segunda unidade e a direção da série “Cine Terror” (13×26′) para o canal Prime Box Brazil

  • “O Incêndio do Museu Nacional” foi um documentário para a National Geographic Channel

  • série “Explorer Investigation”

  • duas temporadas da série “Mundo Selvagem”

  • série “Histórias Extraordinárias”

  • Produziu e dirigiu o documentário ”Paisagem Concreta”, pela Olé Produções, sobre o arquiteto Alvaro Siza e sua relação com o Brasil

  • Fez a direção geral da série “Algo no Espaço”, sobre artistas e escultores contemporâneos brasileiros

  • diretor do documentário “Miller & Fried – As Origens do País do Futebol” (70′) em coprodução com Globo Filmes, exibido nos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro e em horário nobre na Globonews

  • série “Tesouros do Tapajós”, gravada na floresta Amazônica

  • documentário “Barbeiros”

  • documentário “Samba de Quadra”

  • documentário “O Pai do Gol”

  • curta-metragem ficção “Tempo da Navalha”

  • produziu o documentário ”As Primeiras”

  • produziu o documentário ”Um Par pra Chamar de Meu“

  • produziu o documentário ”Outro Rolê”

  • produziu o documentário “Alma em Madeira”

  • produziu o documentário “Tudo é Projeto”

A Olé Produções, a qual Luiz fazia parte, emitiu nota de pesar pelo falecimento do profissional.

"A Olé Produções confirma, com imensa tristeza, o acidente ocorrido por volta das 18h30min, da última terça-feira, em Aquidauana/MS, no qual faleceram seu sócio e documentarista Luiz Ferraz, o diretor de fotografiaRubens Crispim Junior, o professor Kongjian Yu da Universidade de Pequim e o piloto Marcelo Pereira de Barros. A família lamenta profundamente o ocorrido e agradece as inúmeras mensagens de carinho e solidariedade recebidas neste momento de dor".

ACIDENTE AÉREO

Avião de pequeno porte caiu e explodiu, na noite desta terça-feira (23), na região da Fazenda Barra Mansa, Pantanal sul-mato-grossense, em Aquidauana, município localizado a 141 quilômetros de Campo Grande.

A novela “Pantanal”, da Rede Globo, foi gravada neste local. Esta é a segunda queda de avião de pequeno porte em menos de uma semana em Mato Grosso do Sul.

Quatro pessoas estavam a bordo e todas morreram na hora. Os corpos foram carbonizados devido à explosão.

As vítimas são Marcelo Pereira de Barros (piloto), Kongjian Yu (arquiteto renomado mundialmente), Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz (cineasta/documentarista) e Rubens Crispim Junior (diretor/fotógrafo).

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião Cessna, prefixo PT-BAN, fabricado em 1958, não estava habilitado para fazer o serviço de táxi aéreo e nem voo noturno.

Judiciário

Juiz que atuou em ônibus toma posse como desembargador nesta sexta

Após 23 anos na Justiça Itinerante de Campo Grande, magistrado assume cargo no TJMS

26/03/2026 12h45

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno Divulgação TJMS

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O juiz Cezar Luiz Miozzo, conhecido por atuar durante 23 anos no ônibus da Justiça Itinerante de Campo Grande, toma posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) nesta sexta-feira (27).

A sessão solene de posse e juramento está marcada para às 16 horas, no plenário do Tribunal Pleno, na Capital, e marca oficialmente o início da atuação do magistrado no segundo grau de jurisdição.

Miozzo foi promovido ao cargo no último dia 18 de março, por antiguidade, após decisão por aclamação dos integrantes do Tribunal Pleno. A escolha levou em consideração a longa trajetória do magistrado, marcada pela atuação próxima à população sul-mato-grossense.

“Chegar ao cargo de desembargador do nosso Tribunal de Justiça é uma sensação de profunda responsabilidade, mas, acima de tudo, um sentimento de dever cumprido nessa trajetória de 35 anos de magistratura.”

Segundo o magistrado, a chegada ao Tribunal representa o reconhecimento de uma trajetória pautada pelo esforço e pela ética, além do compromisso de contribuir com o trabalho da Corte, com foco no diálogo e no respeito à colegialidade.

Perfil

Natural de Verê (PR), ele ingressou na magistratura sul-mato-grossense em fevereiro de 1991, após ser aprovado no XIV Concurso para o cargo de juiz substituto do Estado, e atuou como juiz substituto em Dourados e Campo Grande.

Judicou nas comarcas de Miranda e Naviraí até ser promovido para a Capital, em novembro de 2001, onde atuou, desde abril de 2003, na 8ª Vara do Juizado Especial - Justiça Itinerante.

“Para ser sincero, nem no maior dos meus sonhos eu imaginava chegar a este honroso cargo. Para quem começa na magistratura, o tribunal parece um horizonte distante, quase inalcançável. Olhar para trás hoje e ver que agora passo a integrar esse tribunal não é apenas uma vitória na carreira, é o testemunho de que o esforço e a ética valem a pena”, contou.

Quase quatro décadas depois de optar pela magistratura, Miozzo é enfático ao afirmar que faria a mesma escolha.

Ele ressalta que é preciso ter vocação e, aos que buscam essa carreira, aconselha: é necessário pensar que, por trás de um processo, existem pessoas com suas angústias, na expectativa de que a demanda seja resolvida.

Questionado sobre o que se pode esperar dele ao assumir o novo desafio, Miozzo garantiu que está ciente da responsabilidade que a toga impõe e do impacto das decisões na vida do cidadão.

Assim, deve seguir comprometido com a celeridade, a imparcialidade e o fortalecimento do Estado de Direito, mantendo a humildade de quem sabe que o poder só faz sentido se for usado para servir.

“Chego ao Tribunal com o propósito de somar ao trabalho já realizado pelos desembargadores, pautando minha atuação no diálogo constante e no respeito à colegialidade. É verdadeiramente uma honra que ultrapassa qualquer ambição que eu tenha cultivado, ainda na infância ou na juventude. Agradeço a Deus, que me deu saúde e discernimento necessários para atravessar os momentos mais difíceis da carreira, e também à minha família, apoio de todas as horas”, completou.

Ao agradecer ainda aos colaboradores durante sua trajetória, assessores, estagiários e servidores do cartório, o agora desembargador lembrou que, no início da carreira, a estrutura de trabalho era menor e as demandas eram diferentes, já que o Judiciário não era tão procurado para solucionar os problemas da população.

“A era dos computadores estava começando, e trabalhávamos com máquina de escrever. Não havia celular nem internet de fácil acesso. Tínhamos um fax. Se hoje se reclama de estrutura deficiente, imagine naquela época.”

Dos lugares pelos quais passou, ele lembra com carinho de todas as comarcas, mas não esconde a paixão por comandar a 8ª Vara do Juizado Especial – Justiça Itinerante.

“Atuar na Itinerante, em contato direto com a população, com pessoas que necessitam da Justiça, é gratificante. Muitas vezes, os problemas são resolvidos de forma simples, e você abre a porta para a solução do que aflige aquela pessoa. Resolver processos e demandas é a profissão que escolhi, e há sempre um ser humano por trás de cada processo”, ressaltou.

*Colaborou Laura Brasil*

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CAMPO GRANDE

Polícia prende mulher que decepou orelha de companheiro

A suspeita esteve foragida desde o crime e tinha histórico de tentativa de homicídio de 2023

26/03/2026 12h30

Divulgação PCMS

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Na última quarta-feira (25) a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Policiamento Interestadual e Capturas (Polinter), prendeu uma mulher, de 46 anos, em Campo Grande. Foragida desde o início deste mês, a mulher teria histórico de crimes violentos.

A motivação da prisão foi por tentativa de homicídio e lesão grave. O primeiro crime ocorreu em janeiro de 2023, quando a mulher tentou assassinar um homem com uma faca. A vítima foi atingida com facadas no ombro, costas e abdômen.

O segundo crime foi mais recente, em outubro de 2024, suspeita de agredir o companheiro. De acordo com as informações, na ocasião, ela atacou o homem e decepou a orelha dele. Posteriormente, ela descartou o membro no lixo comum.

A mulher estava foragida desde a investigação do segundo crime, e foi capturada ontem.

Devido a violência dos crimes e fuga da envolvida, foi decretada prisão preventiva pela Justiça. A equipe da Polinter a encaminhou para realizar os procedimentos legais e agora permanece à disposição do Judiciário.

Não foi divulgada a motivação dos crimes.

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