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Cocaína é encontrada em carga de ossos em rodovia de MS

Com auxílio de cães farejadores, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 120 kg do entorpecente longe cerca de 31 quilômetros da Capital de Mato Grosso do Sul

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Longe cerca de 31 km de Campo Grande, os agentes da Polícia Rodoviária Federal apreenderam um carregamento de mais de 120 kg de cocaína, na tarde de ontem (12) na BR-262, substância essa que estava escondida entre uma carga de ossos. 

Conforme divulgado pela comunicação social da PRF, entre montantes de carcaças de ossos os agentes puderam identificar que a droga estava fracionada e escondida em tambor plástico com capacidade para armazenar até 200 litros. 

Devido ao mau cheiro da carga que camuflava a substância ilícita, esse tambor em si só pôde ser localizado com o emprego de agentes caninos. Confira o vídeo: 

Entenda

Durante fiscalização na Unidade Operacional da PRF, próximo ao município de Terenos, um caminhão no transporte de resíduos de carne para reciclagem foi abordado pelos agentes rodoviários federais. 

Questionado sobre o destino, o condutor, que segundo a PRF apresentou certo nervosismo quanto a passar informações sobre a viagem, disse que seguia de Corumbá, a popular Cidade Branca, rumo a Campo Grande. 

Justamente por se tratar de uma carga de material biológico, restos de carne e ossos - que conforme o portal Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) são usados para produzir farinhas e rações -, o carregamento  apresenta um mau odor característico. 

Com os policiais desconfiados do nervosismo, os agentes cães de faro, "K9s" Bred e Dallas, foram acionados para uma vistoria no veículo, logo indicando aos companheiros a presença de drogas no caminhão. 

O carregamento foi levado para uma empresa na Capital para retirada da carga ilícita, que contabilizou: 61,7 Kg de pasta base e 63,3 Kg de cloridrato de cocaína, que estavam acondicionados no tambor e em uma mala. 

Preso, o motorista do caminhão foi levado pelos agentes até a unidade da Polícia Civil no município de Terenos. 

 

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LEITURA

MEC Livros soma 122 mil empréstimos gratuitos em uma semana; Veja como acessar

Quase 8 mil obras podem ser acessadas do celular ou computador

09/04/2026 14h29

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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A plataforma MEC Livros do Ministério da Educação (MEC) registrou 122 mil empréstimos gratuitos de obras literárias, desde o anúncio da nova ferramenta, em 1º de abril. A nova biblioteca digital do Brasil já alcançou 291,6 mil usuários.

O acervo reúne cerca de 8 mil livros nacionais e internacionais, que podem ser alugados de graça por 14 dias, renováveis por igual período. 

A leitura das obras ocorre diretamente na plataforma MEC Livros, via site ou aplicativo disponível para dispositivos móveis (tablets e smartphones), com login do Gov.br.

O MEC informa que o objetivo é estimular o hábito de leitura entre os brasileiros, além de contribuir para a aprendizagem e formação de estudantes, por exemplo, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A plataforma também moderniza o ensino e promove a integração de novas tecnologias na educação. Há ainda recursos de acessibilidade, com opções de ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.

Os favoritos

Desde a liberação para o público, o livro mais lido é “A Cabeça do Santo”, da jornalista e escritora brasileira Socorro Acioli. A obra conta a história de um jovem que descobre possuir o dom de ouvir as preces de mulheres para Santo Antônio.

Além dessa, completam lista das cinco obras mais lidas: 

  • o romance Sem Despedidas, de Han Kang;
  • o romance A Vegetariana, de Han Kang, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2024; 
  • o suspense Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski; 
  • o romance Crime e Castigo, também de Dostoiévski.

Leitores

Em uma semana, os estados que registraram os maiores números de leitores ativos e mais livros lidos são:

  • São Paulo, com 10.045 leitores ativos e 5.366 livros lidos;
  • Minas Gerais (4.518 leitores e 2.382 livros);
  • Rio de Janeiro (4.485 leitores e 2.434 livros);
  • Ceará (3.259 leitores e 1.887 livros);
  • Bahia (3.171 leitores e 1.783 livros).

Acervo

Os quase 8 mil livros nacionais e internacionais proporcionam aos leitores acesso as obras clássicas, best-sellers contemporâneos, além de obras nacionais, internacionais, de domínio público e as que foram licenciadas pelo governo federal. 

Na primeira página do MEC livros, aparecem listas de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, “Livros Premiados”, “Sucessos Brasileiros”, “Adicionados recentemente”, “Saberes Indígenas”, “Livros para a Infância”, “Poesia”, entre outras.

Empréstimo

Para ter acesso às obras, basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br.

O usuário pode buscar um livro pelo título ou autor. Com base na pesquisa, a plataforma pode sugerir títulos semelhantes.

Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestada, há a opção de ler o resumo sobre a obra e no botão “Mais informações” é possível verificar a editora, data de publicação, número de páginas, idioma, categoria e se a obra é de domínio público.

O interessado deverá verificar se o livro selecionado está disponível para leitura ou se há fila de espera. Se disponível, basta clicar no ícone azul “Emprestar e Ler”.

No fim do prazo (14 dias), o usuário pode optar pela renovação do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título. Somente após a devolução deste livro será possível tomar um novo livro emprestado.

INTERIOR | MS

MP quebra quadrilha que escondia cocaína em mármore; seis são presos

Empresa de marmoraria era usada para esconder carregamento ilícito entre cargas de pedras, com substâncias mascaradas nos populares "mocós" e quase uma tonelada apreendida em 2025

09/04/2026 12h49

Com apoio de equipes dos batalhões de Choque e Operações Policiais Especiais, seis indivíduos foram presos

Com apoio de equipes dos batalhões de Choque e Operações Policiais Especiais, seis indivíduos foram presos Divulgação/Gaeco/MPMS

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Através do cumprimento de mandados de prisão na manhã de hoje (09), além de outros 16 de busca e apreensão através da operação batizada de Pietra Cava, seis indivíduos foram presos e o esquema de uma quadrilha especializada em transportar cocaína entre cargas de mármore foi desmantelado pelo trabalho do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). 

Braço do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o Gaeco cumpriu mandados nesta quinta-feira (09) na Capital sul-mato-grossense e em municípios das microrregiões de Bodoquena, bem em Ponta Porã, geograficamente localizado como "irmão" da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero (PJC).

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a Operação Pietra Cava cumrpiu mandados em: 

  1. Bonito;
  2. Campo Grande;
  3. Jardim e 
  4. Ponta Porã.

Pedra de mármore e cocaína

Do italiano "Pedra Cavada", o nome da Operação, ainda conforme detalhado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, faz referência ao modo usado pela organização criminosa para transportar a droga. 

Isso porque, as substâncias ilícitas estariam sendo transportadas em perfurações feitas nas pedras de mármore, com o Gaeco apontando para uma apreensão de quase uma tonelada (800 quilos) pertencentes à quadrilha em 2025. 

Da atuação do grupo criminoso, que rodava pela microrregião conhecida como Bodoquena, o Gaeco esclarece que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) teve êxito em localizar carregamentos desse tipo, por exemplo, em Guia Lopes da Laguna. 

Com a troca de informações com o posto da PRF em Guia Lopes, com o 11° Batalhão da Polícia Militar e com apoio de equipes dos batalhões de Choque e Operações Policiais Especiais, seis indivíduos foram presos na ação de hoje (09). 

"Mocós" de pó

Ainda no primeiro semestre de 2024, há quase dois anos, a decisão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) respondeu ao MPMS que os chamados "mocós" são materiais suficientes para classificar um crime como premeditado e, assim, aumentar a pena para essa modalidade do tráfico de drogas.

Há tempos as polícias buscam combater essas organizações criminosas, que se especializam na fabricação de fundos falsos para o transporte de drogas, e até mesmo possuem oficinas especiais dedicadas a esse serviço.

Cabe citar o exemplo da Operação Guatambu II, mirando organização criminosa com oficina de fundos falsos, com mandados cumpridos ainda em 16 de maio de 2024 em cinco cidades de três Estados diferentes, incluindo três municípios sul-mato-grossenses. 

  • Campo Grande–MS, 
  • Aquidauana–MS,
  • Anastácio–MS, 
  • Birigui–SP e 
  • Fortaleza–CE.

Desde então, entretanto, as apreensões não diminuíram, sendo que Mato Grosso do Sul havia registrado um aumento de 50% no volume de cocaína apreendida em rodovias federais que cortam o Estado até o fim de junho do ano passado, conforme dados compilados pela PRF em balanço semestral, sendo 8,3 toneladas totais nesse período em 2025.  

Justamente algumas dessas apreensões revelaram que o crime ainda se vale de práticas antigas, como o uso desses esconderijos em veículos para acomodar as substâncias a serem distribuídas pelo tráfico. Em 2025, por exemplo, carregamentos foram localizados ocultos das mais diversas formas num intervalo de 30 dias, entre cargas de ossos, minério e até entre produtos de limpeza.

Em 12 de fevereiro, por exemplo, 120 kg de cocaína foram apreendidos na BR-262, droga essa que estava fracionada e escondida entre cargas de ossos, armazenadas em tambor plástico com capacidade para armazenar até 200 litros 

Outra carga interceptada na BR-262, menos de dez dias depois, também tentava passar substâncias entorpecentes entre carregamento lícitos, sendo 391 kg de cocaína e 247 Kg de maconha localizados nessa ocasião em um bitrem, que transportava minério de ferro

Como se não bastasse, até mesmo uma carga de produtos de limpeza foi usada para tentar camuflar um carregamento de cocaína que, segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), foi avaliado em R$ 15 milhões após apreensão feita em após o início de março. 

 

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