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Conclusão de obra da 1ª rodoviária da Capital deve sair do papel em 60 dias

Estrutura nasceu para ser o terminal rodoviário da Capital, mas nunca foi concluído e agora receberá o Parktec CG e a Agetec

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Iniciada em 1991, mas nunca concluída, a construção de onde deveria ter sido implantado o Terminal Rodoviário de Campo Grande pode, finalmente, ser finalizada.

Isso porque a Prefeitura Municipal projeta para daqui a 60 dias a publicação da licitação para as obras da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação de Campo Grande (Agetec) e o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (Parktec CG).

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, a previsão é de que os editais sejam publicados até maio, o que indica que ainda este ano as obras possam começar, se tudo correr dentro do prazo.

A construção do Parktec CG e da Agetec vai consumir 100% do espaço físico do que, na década de 1990, foi idealizado para ser a rodoviária de Campo Grande.

Localizado no Bairro Cabreúva, o espaço está em reforma atualmente para a conclusão do “puxadinho”, onde está sendo construído o Centro de Belas Artes. Esta obra vai ocupar 4.357,33 metros quadrados de área   do local, que tem no total 16 mil m².

A ida do Parktec CG e da Agetec para o espaço já havia sido antecipada pelo Correio do Estado em agosto do ano passado. Na época, o secretário de Infraestrutura informou que a estimativa de preço para a conclusão deste espaço era de R$ 28 milhões. Este recurso já está disponível para essa etapa por meio de financiamento do governo federal.

“Achamos uma solução para aquela rodoviária lá da Ernesto Geisel, aquilo é uma coisa triste para a nossa cidade. Aquela obra foi paralisada em 1994 e até hoje estava sem solução, mas estamos dando uma solução para ela. Ali vai ficar um projeto muito bacana, estamos fazendo a primeira etapa, que é o [Centro de] Belas Artes, que vai ser um centro de cultura, e já estamos na fase final do desenvolvimento do projeto para fazer ali no remanescente o prédio da Agetec [e o Parktec CG]”, informou o secretário na época.

“Ali nós vamos fazer um sistema integrado de cultura com tecnologia. Vai ficar um projeto bem bacana, que vai consumir 100% do espaço físico”, concluiu Miglioli sobre o projeto.

PARKTEC CG E AGETEC

O Parktec CG atua com foco em parcerias estratégicas, capacitação, internacionalização e apoio direto a startups em Campo Grande. No ano passado, entre janeiro e novembro, mais de 10 mil pessoas foram atendidas pelas iniciativas do Parktec CG, com a conexão de mais de 150 empresas e instituições.

Ao todo, foram promovidos 20 eventos, entre workshops, hackathons, palestras e capacitações, além de oito visitas técnicas nacionais e internacionais, que incluíram 22 ambientes de inovação e 12 parques tecnológicos.

Enquanto isso, a Agetec tem o compromisso de modernização dos serviços internos, com o objetivo de ampliar a autonomia dos servidores e melhorar a qualidade do acesso às soluções tecnológicas da Prefeitura de Campo Grande.

Este ano a agência colocou em funcionamento duas melhorias que devem tornar o trabalho dos servidores municipais mais ágil, seguro e eficiente: o lançamento do chatbot Téo e a modernização completa da intranet.
Segundo a prefeitura, Téo é um assistente virtual com atendimento automatizado via WhatsApp.

Desenvolvido com inteligência artificial (IA), o chatbot auxilia principalmente em demandas simples e recorrentes de Tecnologia da Informação (TI), oferecendo orientações rápidas, registro de solicitações e respostas imediatas, sem a necessidade de aguardar atendimento humano em casos mais básicos.

Já a nova versão da intranet dos servidores, principal portal de acesso aos sistemas municipais da Capital, ganhou visual mais moderno e, conforme a agência a migração foi para uma tecnologia mais atual e segura.

“PUXADINHO”

Em 2012, a empresa Mark Construções foi contratada, por R$ 6.649.730,08, para terminar a obra referente ao Centro de Belas Artes, que tinha previsão de ser concluída em um ano. 

Porém, no ano seguinte, a empreiteira deixou o canteiro de obras sem ter executado todo o projeto.
A empresa, no entanto, ingressou com ação na Justiça em 2019, com o objetivo de receber o que, segundo ela, faltava ser depositado referente à construção do local.  

Por este motivo, a Justiça determinou a paralisação da obra para que fosse feita uma perícia no local. 
A construção só foi retomada em 2022, quando a Orkan Construtora Eireli foi a vencedora de nova licitação, no valor de R$ 5,1 milhões, para a conclusão do “puxadinho”.

A construção foi novamente paralisada e, no ano passado, foi retomada, após relicitação em que a empresa CR Arquitetura e Construção Ltda. venceu a concorrência para executar o projeto, por R$ 7,7 milhões. Esta parte está em andamento e deve ser entregue pela construtora em breve.

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Justiça

PGR repete pedido por acesso integral a dados de Vorcaro

Procuradoria reafirma que ministros devem conhecer íntegra do material

12/09/2026 19h00

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em meio à disputa sobre quais documentos devem ser disponibilizados antes do julgamento marcado para terça-feira (15).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que os integrantes do STF tenham conhecimento prévio de todo o material necessário para formar entendimento sobre as questões em análise.

“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos os ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para à formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirmou Gonet na manifestação deste sábado.

Dados do celular

Na sexta-feira (11), Fachin havia pedido a disponibilização integral das mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro. O relator de parte do caso, ministro André Mendonça, afirmou, porém, que não estava com o celular e que os dados obtidos pela PF permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete.

Horas depois, Mendonça tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou aos demais ministros o acesso às mensagens armazenadas no envelope.

Em nova manifestação, a PGR sustentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu Gonet.

Disputa no STF

O pedido ocorre em meio a uma série de manifestações de ministros sobre o acesso aos documentos que serão considerados pelo Plenário. Na sexta-feira, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também defenderam que os colegas tenham acesso integral ao material relacionado ao julgamento. Neste sábado, o ministro Gilmar Mendes reiterou a posição.

O pedido deste sábado é assinado, além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pelos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

Julgamento na terça

Está marcada para terça-feira (15) uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662 e decidir sobre a abertura de uma possível investigação sobre supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Fachin também negou neste sábado o pedido de Moraes para que o processo relacionado a ele fosse julgado conjuntamente com outro procedimento que analisa a atuação de Mendonça como relator de parte do Caso Master.

Segundo o presidente do STF, o processo envolvendo Mendonça ainda está em fase preliminar de instrução e não reúne condições para ser levado ao plenário. A análise desse segundo caso foi marcada para 23 de setembro. 

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

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