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Gastronomia

Conheça a história da origem do Dia das Mães e confira três receitas especiais para a data

Conheça a história da origem do Dia das Mães, o poder da cozinha familiar e três receitas especiais para você preparar ao lado de quem ama

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O Dia das Mães é uma das datas mais emotivas do calendário. E muito mais do que flores ou presentes comprados, o que muitas mães desejam é presença, afeto e memórias compartilhadas. Poucas atividades reúnem tantos símbolos de cuidado quanto cozinhar juntos.

Conheça a história da data, o poder da cozinha familiar e três receitas especiais para você preparar ao lado de quem ama. Aproveite para surpreender sua mãe sem tirá-la da cozinha, se ela gosta de cozinhar, ou exatamente tirando-a do fogão se ela precisa de descanso.

Origens

Embora o Dia das Mães como conhecemos hoje tenha sido oficializado nos Estados Unidos em 1914 por influência de Anna Jarvis, suas raízes são muito mais antigas.

Na Grécia Antiga, celebrava-se Reia, mãe dos deuses. Os romanos tinham a Hilaria, em homenagem a Cibele. Já na Inglaterra medieval, existia o Mothering Sunday, quando servos podiam visitar suas mães e a igreja de sua infância.

Anna Jarvis criou a data nos EUA em homenagem à própria mãe, Ann Reeves Jarvis, que organizava grupos de mulheres para cuidar de soldados feridos na Guerra Civil. Anna era contra a comercialização – algo irônico, já que a data logo se tornou um dos maiores eventos de consumo do mundo.

No Brasil, o Dia das Mães foi instituído em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas, consolidando-se no segundo domingo de maio.

Mas a essência que resiste é a do encontro. E a cozinha, desde os rituais antigos de oferenda à grande mãe Terra até as mesas fartas de hoje, sempre foi um templo desse amor.

Cozinhar em família

Quantas lembranças afetivas não começam com cheiro de bolo assando, mãos enfarinhadas e vozes que se revezam entre uma dica de tempero e uma gargalhada? Cozinhar em família no Dia das Mães é um ato duplamente significativo, já que alimenta o corpo e nutre a memória.

A cozinha é um espaço de transmissão geracional. É ali que as receitas passam de avós para netos, que histórias são contadas enquanto se descasca uma batata, e que o afeto ganha forma de comida. Quando os filhos preparam uma refeição para a mãe, expressam gratidão. Quando cozinham com ela, criam um ritual horizontal, de troca.

Estudos mostram que cozinhar em conjunto reduz o estresse, melhora a comunicação e até ajuda crianças a desenvolverem paladar mais saudável. No Dia das Mães, que tal transformar a cozinha num palco de afeto? A ideia não é fazer pratos complexos, mas sim receitas que contêm histórias.

DICA

Nem todas as mães querem cozinhar no seu dia. Por isso, observe: se ela adora mandar na cozinha, façam tudo juntos; se ela vive sobrecarregada, a surpresa é levar para ela o café da manhã na cama e preparar o almoço com os irmãos sem que ela precise lavar um só prato.

Outra ideia é montar uma “estação de receitas”: cada filho fica responsável por um prato (entrada, principal, sobremesa) e a mãe só entra para dar o “ponto final”, se quiser.

O importante é o ambiente leve, sem pressa e sem cobrança por perfeição. Um brigadeiro queimado vira piada; um risoto muito duro vira sopa. A memória que fica é do riso juntos.

Pavê de limão

Ingredientes:

  • 1 pacote de biscoito de maisena (ou champanhe);
  • 1 lata de leite condensado;
  • 2 caixinhas de creme de leite;
  • 1/2 xícara de suco de limão (coado);
  • Raspas de limão para decorar;
  • Leite com 2 colheres (sopa) de açúcar para umedecer os biscoitos.

Modo de Preparo:

> Bata no liquidificador o leite condensado, o creme de leite e o suco de limão até engrossar (cerca de três minutos).

> Em um refratário, alterne camadas de biscoitos rapidamente molhados no leite adocicado e o creme de limão.

> Finalize com raspas.

> Leve à geladeira por quatro horas.

Bolo de cenoura com calda de chocolate

Bolo de cenoura com calda de chocolateBolo de cenoura com calda de chocolate
Foto: Magnific

Ingredientes:

> Para a massa

  • 3 cenouras médias picadas;
  • 3 ovos;
  • 1 xícara (chá) de óleo;
  • 2 xícaras (chá) de açúcar;
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo;
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó.

> Para a calda

  • 3 colheres (sopa) de manteiga;
  • 4 colheres (sopa) de chocolate em pó;
  • 1 lata de leite condensado (ou 1 caixa de creme de leite para versão mais leve).

Modo de Preparo:

> Bata no liquidificador as cenouras, os ovos, o óleo e o açúcar até ficar homogêneo.

> Transfira para uma tigela e misture a farinha peneirada.

> Por último, o fermento.

> Asse em forma untada (180°C por 35-40 min).

> Para a calda, derreta a manteiga com chocolate, acrescente o leite condensado e mexa até engrossar.

> Cubra o bolo ainda quente.

Risoto de cogumelos com vinho branco

delicious mushroom risotto white bowl with spoonRisoto de cogumelos com vinho branco
Foto: Magnific

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de arroz arbóreo;
  • 200 g de cogumelos frescos (shitake, shimeji ou Paris);
  • 1 cebola picada;
  • 2 dentes de alho;
  • 1/2 taça de vinho branco seco;
  • 1 litro de caldo de legumes quente;
  • 50 g de manteiga;
  • 50 g de queijo parmesão ralado;
  • Sal, pimenta e salsinha.

Modo de Preparo:

> Refogue a cebola e o alho na manteiga;

> Acrescente os cogumelos até dourar;

> Adicione o arroz e mexa por dois minutos;

> Coloque o vinho e espere evaporar;

> Aos poucos, adicione o caldo (uma concha por vez), mexendo sempre;

> Quando o arroz estiver al dente e cremoso (cerca de 18 minutos), desligue o fogo.;

> Incorpore o parmesão e a salsinha. Sirva imediatamente.

Programação

Festival de Inverno de Bonito celebra 25 anos e terá Seu Jorge, Ferrugem e Leo Foguete

Festival de Inverno de Bonito acontece de 26 a 30 de agosto e reúne shows nacionais, teatro, dança, cinema, artes visuais, artesanato e atrações regionais em uma edição que celebra os 25 anos do evento

23/06/2026 08h30

Seu Jorge

Seu Jorge Divulgação

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Entre os dias 26 e 30 de agosto, Bonito volta a receber milhares de visitantes para a 25ª edição do Festival de Inverno de Bonito (FIB), que neste ano aposta em uma programação diversificada, gratuita e espalhada por diferentes espaços da cidade.

Celebrando um quarto de século de história, o festival reunirá grandes nomes da música brasileira, espetáculos de dança e teatro, exposições, feira de artesanato, atividades formativas, cinema e atrações voltadas para toda a família.

A proposta é transformar novamente o principal destino de ecoturismo do Estado em um grande palco a céu aberto, onde a arte dialoga com a natureza, a memória e a identidade cultural brasileira.

Seu JorgeFoto: Divulgação

A programação nacional já começou a ganhar forma e promete atrair públicos de diferentes estilos musicais. O cantor Ferrugem abre a sequência de grandes shows no dia 27 de agosto.

Considerado um dos principais representantes do samba e do pagode da atualidade, o artista carioca deve levar ao palco sucessos como “Pirata e Tesouro”, “Pra Você Acreditar”, “Climatizar” e “Até Que Enfim”.

No dia seguinte, 28 de agosto, será a vez de Leo Foguete. O pernambucano se tornou um dos fenômenos mais recentes da música brasileira após o sucesso de “Última Noite”, parceria com Nattan que dominou as plataformas digitais em 2024.

Seu JorgeFoto: Divulgação

Com apenas 22 anos, o cantor conquistou milhões de ouvintes e figura entre os artistas mais populares do País.

Encerrando a programação nacional já anunciada, Seu Jorge sobe ao palco em 29 de agosto.

Dono de uma carreira consolidada na música e no cinema, o artista é reconhecido por misturar samba, soul, MPB e ritmos afro-brasileiros em um repertório que reúne sucessos como “Burguesinha”, “Mina do Condomínio”, “Carolina” e “Amiga da Minha Mulher”.

ALÉM DOS SHOWS

Ao longo de sua trajetória, o Festival de Inverno de Bonito consolidou-se justamente por oferecer uma programação que contempla diversas linguagens artísticas. Este ano, essa característica será mantida com uma agenda que pretende ocupar diferentes espaços da cidade.

O público poderá acompanhar apresentações de dança, espetáculos teatrais, intervenções artísticas, exposições de artes visuais e atividades ligadas à cultura popular. A programação também contará com oficinas e ações formativas voltadas para artistas, estudantes e interessados em produção cultural.

Outra atração confirmada é uma edição especial do Cine Câmara, iniciativa que amplia o diálogo entre o audiovisual e a comunidade por meio da exibição de filmes e debates.

A tradicional feira de artesanato também retorna ao festival, reunindo artesãos de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. O espaço costuma ser uma vitrine para trabalhos que valorizam matérias-primas locais, saberes tradicionais e a identidade cultural sul-mato-grossense.

As atividades destinadas ao público infantil e familiar também devem ocupar lugar de destaque na programação.

ARTE LOCAL

Outra característica que faz do Festival de Inverno de Bonito uma referência nacional é a valorização da produção cultural sul-mato-grossense.

Nos próximos dias, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul lançará o edital que selecionará artistas, grupos e coletivos regionais para integrar a programação oficial.

A iniciativa garante que músicos, atores, bailarinos, artesãos e produtores culturais de diferentes municípios tenham espaço ao lado das atrações nacionais.

A presença dos artistas locais não apenas fortalece a cena cultural do Estado, como também promove intercâmbio entre diferentes linguagens e gera oportunidades de circulação para profissionais da cultura.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a expectativa é que a edição comemorativa seja uma das maiores da história do festival.

“O Festival de Inverno de Bonito é um dos maiores patrimônios culturais do nosso Estado. Estamos preparando uma edição que une grandes atrações nacionais à força da nossa produção artística regional, promovendo cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é receber milhares de visitantes e proporcionar experiências inesquecíveis para quem vive e para quem visita Mato Grosso do Sul”, afirma.

25 ANOS DE HISTÓRIA

Criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer a produção artística regional, o Festival de Inverno de Bonito tornou-se uma das principais vitrines culturais do Centro-Oeste brasileiro.

Ao longo de 25 edições, o evento recebeu artistas de diferentes gerações e estilos, promoveu encontros entre criadores de diversas áreas e ajudou a consolidar Bonito não apenas como destino de natureza, mas também como referência cultural.

A edição deste ano traz como conceito a ideia de que a arte nasce de muitos lugares e se manifesta de diferentes formas, conectando pessoas, territórios e histórias.

A proposta aparece também na identidade visual do festival, que tem como símbolo o udu-de-coroa-azul, ave típica da região e associada à biodiversidade local.

A escolha reforça a relação entre cultura e meio ambiente, uma das principais características do evento desde sua criação.

TURISMO

Além do impacto cultural, o Festival de Inverno representa um dos períodos mais movimentados do ano para a economia local.

Durante os dias de programação, hotéis, pousadas, restaurantes, bares, agências de turismo e o comércio registram aumento na demanda, impulsionando a geração de renda e empregos temporários.

Para o prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, o festival fortalece uma vocação que já faz parte da identidade do município.

“Bonito tem uma vocação natural para receber pessoas do mundo inteiro, e o Festival de Inverno fortalece ainda mais essa identidade. É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores locais e valoriza nossa cultura. Estamos felizes em receber mais uma edição desse grande encontro entre arte, natureza e comunidade”, destaca.

crônica

Ave Minas

23/06/2026 08h15

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Há algo neste tempo acelerado que me inquieta.

Especialistas mundo afora apontam que a escassez de amizades na vida adulta nasce dessa combinação entre o tempo comprimido e a vida mediada pelas telas. Não é que não queiramos amigos — é que deixamos de cultivá-los com a paciência que eles exigem.

Aristóteles, já no século IV a.C., colocava a amizade entre as virtudes mais altas da vida humana, acima, em certos sentidos, até dos laços de sangue. Não parecia exagero.

Quem mais sente essa falta de um interlocutor de verdade são justamente os adultos ocupados, que vão descobrindo, com o tempo, que a vida pode ser funcional — e ainda assim profundamente solitária.

Minha última viagem a Minas me trouxe uma espécie de contraexemplo disso.

Consegui reunir quatro amigas de infância em um dia de aniversário no Inhotim — um museu a céu aberto, em Brumadinho, tão belo que parece desafiar a própria ideia de museu. E tão perto de um lugar que carrega uma das maiores tragédias recentes do país. Beleza e devastação quase vizinhas. Como a vida, talvez.

Mas naquele dia, o que prevaleceu foi outra geografia.

Caminhamos entre obras e jardins como quem atravessa o tempo. Rimos alto sem cerimônia. Paramos diante de uma instalação sem saber muito o que dizer — e isso também era conforto. Havia algo de raro ali: o direito de não performar nada.

Depois de certa idade, amizade exige cuidado. Não acontece por acaso.

Ela precisa ser chamada, lembrada, sustentada. E isso dá trabalho. Mas há um alívio profundo em encontrar pessoas que nos reconhecem antes mesmo da frase terminar — e, mais ainda, que nos aceitam inteiros, sem negociação.

A internet ajuda a manter contato, mas também cria a ilusão de que ele já basta. Uma mensagem no WhatsApp parece suficiente. Não é. Foi-se o tempo das conversas longas ao telefone, das cartas, até dos e-mails que exigiam um pouco mais de presença.

O que permanece insubstituível é o encontro. Sentar à mesa, revisitar histórias antigas, rir das mesmas bobagens de sempre, comentar o corpo que mudou sem precisar pedir desculpas por isso. Lembrar receitas da avó, professores, paixões antigas, tudo misturado, sem ordem nem protocolo.

Amizades assim têm uma estranha permanência: mesmo com longas ausências, o tempo não consegue estragá-las. Elas retomam o ponto exato onde ficaram.

Já dizia Aristóteles — de novo ele — que o amigo é “uma única alma habitando dois corpos”. Não sei se acredito nisso literalmente, mas naquele dia em Inhotim foi quase isso: algo que nos lembrava quem éramos antes de tudo virar urgência.

Voltei de lá com uma espécie de paz difícil de explicar. Os cabelos já brancos, o riso mais solto, o vinho compartilhado, a leveza possível.

Minas, naquele dia, foi isso: um lugar de recomeço afetivo.

Ave Minas!
 

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