Cidades

Alarmante

Em 10 dias, policiais apreendem mais de 2 toneladas de cocaína em MS

As apreensões de cocaína vem sendo recorrentes em Mato Grosso do Sul; Desde o dia 21 até a última quinta-feira (29), foram apreendidas em rodovias federais, 2.245 mil kg de cocaína em rodovias federais do estado

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As forças de segurança estão em alerta devido ao aumento na frequência das apreensões de cocaína neste ano, tanto em rodovias estaduais quanto federais de Mato Grosso do Sul. Em menos de 10 dias, foram apreendidas mais de 2 toneladas de cocaína em operações realizadas em diversas regiões do Estado.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram apreendidas 1,226 tonelada de cocaína somente neste ano pelos órgãos estaduais. Esses números não incluem as apreensões realizadas pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal.

Os números se tornam ainda mais alarmantes ao comparar com as apreensões do ano passado. Em 2023, foram registradas 1.950 apreensões de cocaína nos primeiros doze meses.

A última apreensão registrada pela segurança pública de Mato Grosso do Sul foi de 215 quilos de cocaína, avaliada em R$ 5 milhões. A droga estava camuflada em um fundo falso de um veículo sob a posse de um motorista de 22 anos, que não tinha antecedentes criminais. Ele estava conduzindo uma carreta com destino a Maringá, onde o valor comercial da droga poderia dobrar.

Segundo o delegado titular da Denar, Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa, a localização geográfica de Mato Grosso do Sul e suas diversas fronteiras nacionais e internacionais fazem com que as forças policiais estejam focadas não apenas no combate ao tráfico doméstico, mas também no interestadual e transnacional.

Sabendo que o estado de Mato Grosso do Sul pode ser interligado com o transprote de entorpecentes pelas rodovias, o delegado foi sucinto em dizer que a carga de cocaína que sempre passa por Mato Grosso do Sul, o valor é ainda maior quando é vendida em outros estados brasileiros.  

"Temos um olhar preocupante em relação a sufocar financeiramente as organizações criminosas, tentando descapitalizar com sequestro de bens, bloqueio de contas, além do prejuízo de imediato que a polícia, nessa apreensão, causa à organização, porque Aqui tem 5 milhões, ali tem uma carreta que não é roubada nem furtada, tá no nome do motorista, é outro prejuízo", cita Hoffman.

Em rodovias federais 

Os números das apreensões em rodovias federais são ainda mais alarmantes e preocupantes, especialmente considerando que muitas dessas rodovias em Mato Grosso do Sul se conectam ao Paraguai e à Bolívia, que é o país que mais produz cocaína no mundo.

Em todas as apreensões, o destino dos entorpecentes era Campo Grande, de onde muitas dessas drogas são enviadas para outros estados brasileiros.

Em menos de 10 dias, foram apreendidas 2,245 toneladas de cocaína em rodovias federais do estado. Esses números incluem apreensões realizadas desde 21 de agosto, quando policiais rodoviários federais apreenderam 700 quilos de cocaína em duas operações nas cidades de Ponta Porã e Campo Grande.

No dia 23 de agosto, policiais rodoviários federais apreenderam 145 quilos de cocaína em Campo Grande. Segundo informações fornecidas pelo condutor de uma Toyota Hilux, onde os entorpecentes estavam sendo transportados, o destino da droga seria o município de Corumbá.

Seis dias depois, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Campo Grande encontraram 500 quilos de cocaína em um caminhão Ford-F4000, que transportava uma carga de feno sem a amarração correta.

No veículo, foram encontrados cerca de 507 quilos de cocaína divididos em diferentes porções. Ao todo, a equipe policial apreendeu 212 quilos de pasta base e 288,7 quilos de cloridrato de cocaína.

O condutor e um passageiro foram presos em flagrante e informaram que a droga havia sido recebida em Rochedinho e tinha como destino o município de Ribas do Rio Pardo.

Finalizando mais uma semana agitada nas rodovias federais do estado, ontem (29), no município de Miranda, a 207 quilômetros de Campo Grande, policiais rodoviários federais, durante fiscalizações na BR-262, abordaram um caminhão Volvo/FH12 atrelado a um reboque carregado com sacos de cimento. Durante a abordagem, o condutor forneceu informações divergentes sobre a viagem, o que levantou suspeitas na equipe.

Após uma vistoria na carga, os policiais encontraram vários tabletes de cocaína escondidos entre os sacos de cimento, totalizando 106 kg de cloridrato de cocaína e 192 kg de pasta base, somando 298 kg de cocaína.

Questionado após o flagrante, o motorista confessou que pegou os entorpecentes em Corumbá e que deveria descarregá-los em Campo Grande. 
 

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SANEAMENTO BÁSICO

Falha da Agereg trava acesso de 28 mil famílias à tarifa social de água

Lei foi publicada em dezembro de 2025, mas concessionária aguarda Município confirmar clientes que serão beneficiados

06/04/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo com a lei municipal publicada em dezembro do ano passado, a implantação do desconto na conta de água para famílias carentes ainda não saiu do papel, em razão do atraso da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) para concluir o cadastro das pessoas que serão beneficiadas com o programa, segundo informação da concessionária de abastecimento de água e tratamento de esgoto de Campo Grande.

O atraso prejudica o acesso ao benefício de aproximadamente 28 mil domicílios de baixa renda na Capital.

Em junho de 2024, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) instituiu a Lei Federal n° 14.898, que regulamenta a tarifa social de água e esgoto, benefício que oferece desconto de 50% sobre a tarifa de água e esgoto, até o volume de 15 m³ mensais, destinado a famílias com renda mensal até meio salário mínimo por pessoa.

Contudo, mesmo que essa lei seja federal, o governo federal exige que os Executivos estaduais e municipais regulamentem o programa por meio de leis próprias, o que já ocorreu em Campo Grande.

Há cerca de quatro meses, a Prefeitura de Campo Grande publicou a aprovação da norma nº 1/2025, que “estabelece regras, procedimentos e critérios mínimos para aplicação da tarifa social pelos prestadores dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário” na Capital, o que ainda não saiu do papel até o momento.

Em nota enviada à reportagem, a Agereg disse que “já adotou todas as medidas necessárias para viabilizar a implementação da tarifa social, incluindo regulamentação, envio de dados e acompanhamento contínuo do processo”, e que a responsabilidade pela implementação é da Águas Guariroba, concessionária da cidade.

Tarifa social de água e esgoto oferece desconto de 50% no valor da conta a famílias com renda até meio salário mínimo por pessoa - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Em resposta ao posicionamento da Agereg, a Águas Guariroba disse que aguarda manifestação do Município para dar seguimento à efetiva aplicação da tarifa social em Campo Grande, já que espera a Agereg confirmar os cadastros dos clientes que serão beneficiados pelo programa.

“É necessário que, primeiro, a Agereg promova a confirmação da base cadastral dos clientes que serão beneficiados, com base no CadÚnico [Cadastro Único]. A concessionária vem auxiliando a agência com as análises das bases brutas disponibilizadas. Inclusive, nesta análise, foi identificado que mais de 28 mil famílias poderão ser enquadradas no benefício”, afirma a concessionária.

“É fundamental que haja a validação do ente regulador, visto que é o responsável por essa definição nos termos da legislação e regulamentação nacional. Com base nessas informações já analisadas, a concessionária já apresentou o estudo dos impactos contratuais de implantação da tarifa social, também pendente de análise pelo órgão regulador”, completa a Águas Guariroba, em nota.

A Águas Guariroba também aproveitou a oportunidade para afirmar que concordou que os impactos que devem ser quantificados neste momento, nos termos da lei, serão aplicados a partir de 2029, conforme 9º termo aditivo ao contrato de concessão, que estabelece “eixos de análise e adequação contratual, para fins de incorporação ao contrato de parâmetros, normas, critérios, condições e métricas”.

ESTADO

Os municípios com rede de água e esgoto sob responsabilidade da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) tiveram sua regulamentação da tarifa social publicada no início de dezembro pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

INVESTIGAÇÃO

Em agosto do ano passado, pouco antes da publicação oficial da regulamentação pela Agems, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento administrativo com o objetivo de fiscalizar e acompanhar a implementação da tarifa social de água e esgoto em Bela Vista, um dos municípios concessionados pelo Saae.

De acordo com o MPMS, o procedimento foi aberto após o Núcleo do Direito do Consumidor (Nudecon) alertar sobre a ausência de providências por parte do Saae de Bela Vista quanto à implementação da tarifa social.

Em resposta, o diretor-presidente da concessionária disse que realmente desconhecia a lei federal de 2024, embora tenha informado que já realizava concessões pontuais do benefício, mediante encaminhamento da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Por sua vez, a secretaria confirmou que realmente ocorreram reuniões com o Saae para discutir o fluxo de encaminhamento de famílias em situação de vulnerabilidade, mas sem formalização de critérios ou procedimentos.

Diante disso, o promotor de Justiça impôs que o município elaborasse e iniciasse o quanto antes um plano de ação para iniciar a aplicação da tarifa social na cidade.

*Saiba

Há cerca de 10 dias, no Dia Mundial da Água, a Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA) divulgou a primeira versão da lista positiva da tarifa social de água e esgoto, que apontou que 143 prestadores de serviços de saneamento, que atendem 1.879 municípios (34% do total), concluíram o processo de implementação da tarifa social, conforme os critérios estabelecidos na Lei nº 14.898/2024.

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Cidades

Inmet emite alerta de tempestades na maioria do Brasil até terça-feira

O alerta para a maioria dos Estados até terça-feira (7)

05/04/2026 22h00

Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de tempestades na maioria dos Estados a partir deste domingo, 5, até terça-feira, 7.

Apesar dos alertas, por ora, o Inmet avalia haver baixo risco de alagamentos, queda de galhos, corte de energia e estragos em plantações.

A previsão é que o acumulado de chuva atinja até 50 mm por dia. Há risco de queda de granizo e ventos de até 60 km/h.

Segundo o Climatempo, um ciclone extratropical trazendo uma frente fria vai atingir o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. O Rio Grande do Sul deve ser o estado mais afetado.

O Inmet orienta que a população evite usar aparelhos ligados à tomada durante tempestades.

Se houver rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar nem estacionar veículos debaixo de árvores ou placas de rua que possam cair.

Em caso de emergência, ligue para o Corpo de Bombeiros (telefone 193) ou a Defesa Civil (199).

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