Cidades

SOLDADOS FEMININAS

Em MS, 108 mulheres vão ingressar nas Forças Armadas na segunda-feira

Das 108 militares femininas, 99 vão ficar em Campo Grande e 9 em Ladário

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Forças Armadas brasileiras passarão por um marco histórico na próxima segunda-feira (2).

É a primeira vez que mulheres integrarão o serviço militar inicial, como soldados, no Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

Até então, apenas homens ingressavam como soldados no serviço militar inicial. A partir de 2026, mulheres também serão incorporadas. A diferença é que as mulheres se candidatam voluntariamente e homens obrigatoriamente.

Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.

Antes, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.

Ao todo, 108 soldados femininas integrarão o serviço militar inicial nas Forças Armadas em Mato Grosso do Sul, sendo 99 em Campo Grande (Exército Brasileiro) e 9 em Ladário (Marinha do Brasil), a partir da próxima segunda-feira (2).

Haverá uma cerimônia de incorporação no Comando Militar do Oeste (CMO), às 9h de segunda-feira (2), onde elas entrarão no evento como civis e sairão como militares.

Em Campo Grande, das 99 novas integrantes do Exército Brasileiro, 12 vão trabalhar no Hospital Militar de Campo Grande (HMilCG), 26 no Colégio Militar de Campo Grande (CMCG) e 61 no Comando Militar do Oeste (CMO). Em Ladário, as 9 militares femininas farão parte do 6° Distrito Naval (6°DN).

Elas vão integrar as áreas de administração, enfermaria, alimentação, intendência, manutenção e comunicação.

Ao todo, 586 moças se alistaram nas Forças Armadas, sendo 421 em Campo Grande (Exército Brasileiro), 132 em Corumbá (Marinha do Brasil) e 33 em Ladário (Marinha do Brasil).

As voluntárias passaram por várias fases:

  1. Alistamento (1° janeiro a 30 de junho de 2025)
  2. Seleção – exame de saúde, inspeção dentária e entrevista (1 a 11 de julho de 2025)
  3. Designação – resultado (2 de janeiro de 2026)
  4. Seleção complementar (primeira semana de fevereiro de 2026)
  5. Resultado final (6 de fevereiro de 2026)
  6. Incorporação – entrada nas Forças Armadas (2 de março de 2026)

A remuneração é equivalente a um salário-mínimo (R$ 1.621,00), acrescido de vale-transporte. Elas começam como soldados, mas podem crescer na carreira militar e chegar até a patente de 3° sargento.

As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.

ALISTAMENTO FEMININO

Mulheres podem ingressar nas Forças Armadas de forma voluntária e permanecer na corporação por até 8 anos, sendo que o contrato deve ser renovado de 1 em 1 ano. É possível chegar até a patente de 3º Sargento, mediante realização de cursos de formação.

Os requisitos para conseguir uma vaga são:

  • Ter nascido em 2007 e completar 18 anos em 2025
  • Saúde em perfeito estado – exame médico e odontológico

O Governo Federal publicou, no dia 28 de agosto, o Decreto nº 12.154, de 27 de agosto de 2024, que regulamenta o Serviço Militar Inicial Feminino voluntário no Brasil.

Uma vez incorporadas, as militares estarão sujeitas aos direitos, deveres e penalidades estabelecidos pela Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, e pelo Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966.

Até então, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.

As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.

Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.

Mudança

Lei federal estabelece novas regras para desmembramento de municípios no Brasil

Nova legislação, com regras mais rígidas, organiza os processos de alteração de limites entre municípios no país

16/04/2026 16h45

Lei federal estabelece novas regras para desmembramento de municípios no Brasil

Lei federal estabelece novas regras para desmembramento de municípios no Brasil Foto: Divulgação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei Complementar nº 230, publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União, que estabelece normas gerais para o desmembramento de áreas de municípios com objetivo de incorporação a cidades limítrofes.

A medida regulamenta o tema com base no § 4º do artigo 18 da Constituição Federal e define critérios mais rigorosos para esse tipo de alteração territorial. De acordo com o texto, o desmembramento não poderá resultar na criação de novos municípios.

A legislação também determina que as regras não se aplicam a conflitos de natureza interestadual. Outro ponto importante é o prazo: os processos deverão respeitar um intervalo de 15 anos, contados a partir da data de publicação da lei. A iniciativa para o desmembramento caberá às Assembleias Legislativas dos estados, que deverão conduzir o processo conforme as constituições estaduais e normas regimentais.

Entre as etapas obrigatórias está a elaboração do Estudo de Viabilidade Municipal (EVM), documento que deverá analisar aspectos econômicos, financeiros, fiscais, além de impactos administrativos, sociais e urbanísticos da mudança.

Após a conclusão do estudo e sua ampla divulgação, a proposta será submetida à consulta popular por meio de plebiscito, envolvendo os municípios afetados. A realização do plebiscito ficará sob responsabilidade do Tribunal Regional Eleitoral, preferencialmente em datas coincidentes com eleições gerais ou municipais.

O resultado será considerado válido se aprovado pela população das duas cidades envolvidas, em votação conjunta. Caso a população aprove a proposta, o processo será concluído com a aprovação de lei estadual que definirá os novos limites territoriais.

A legislação também estabelece que os estudos devem conter identificação georreferenciada das áreas envolvidas, garantindo maior precisão na definição dos limites. Outro ponto previsto é a suspensão de processos de desmembramento no período de um ano antes da realização do Censo Demográfico de 2030, podendo ser retomados após a divulgação dos resultados oficiais.

A participação de órgãos federais poderá ser regulamentada pelo Executivo, com destaque para o apoio técnico da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A nova lei também trata dos impactos financeiros decorrentes das mudanças territoriais. A redistribuição de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e de outras transferências constitucionais só ocorrerá no exercício financeiro seguinte à definição oficial dos novos limites.

Em caráter excepcional, para as eleições de 2026, o prazo mínimo para aprovação do decreto legislativo que autoriza o plebiscito será reduzido para 60 dias antes do pleito. A lei entrou em vigor na data de sua publicação.

A medida busca trazer maior segurança jurídica e padronização aos processos de reorganização territorial no país, tema que historicamente gera debates entre estados, municípios e a população diretamente afetada.

MATO GROSSO DO SUL

Governo propõe escola gratuita no Pantanal para atender famílias da região

Projeto apresentado durante a Expogrande prevê ensino gratuito no bioma e integra pacote de ações discutidas entre governo e setor produtivo

16/04/2026 16h30

A iniciativa prevê a instalação de um centro educacional no bioma, com estrutura a ser construída pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar)

A iniciativa prevê a instalação de um centro educacional no bioma, com estrutura a ser construída pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar) Divulgação

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A criação de uma escola gratuita no Pantanal, voltada ao ensino regular e à permanência de famílias na região, foi um dos principais temas discutidos nesta quinta-feira (16) durante a 86ª Expogrande, em Campo Grande. A proposta integra um conjunto de ações debatidas entre o Governo do Estado e representantes do setor produtivo para fortalecer as cadeias do agronegócio em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa prevê a instalação de um centro educacional no bioma, com estrutura a ser construída pela Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar). O objetivo é ampliar o acesso à educação de qualidade em uma região marcada por desafios logísticos, além de contribuir para a fixação de moradores no território pantaneiro.

Segundo o governador Eduardo Riedel, a proposta vai além da oferta de ensino. "É um convênio transformador, que leva infraestrutura e reforça a permanência de famílias, especialmente crianças, por meio da educação. Também representa a valorização da cultura pantaneira", afirmou.

A pauta foi discutida durante reunião realizada no estande da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), que reuniu 13 entidades do agro estadual. No encontro, também foram assinados protocolos de intenções envolvendo as secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e de Educação (SED), além das instituições do setor.

Na ocasião, o segmento produtivo entregou ao governo um documento com as principais demandas do agronegócio sul-mato-grossense, consolidando propostas voltadas à competitividade e ao desenvolvimento do setor.

Além do projeto educacional, outro tema tratado foi a criação de uma ferramenta tecnológica para agilizar a regularização fundiária em áreas de fronteira. A proposta prevê o uso de inteligência artificial para leitura e análise automática de documentos, incluindo reconhecimento de texto e validação de assinaturas.

De acordo com Riedel, a tecnologia deve reduzir significativamente o tempo necessário para a ratificação de títulos. "São cerca de 10 mil processos que poderiam levar mais de dois anos e meio. Com o uso de inteligência artificial, a expectativa é concluir em quatro ou cinco meses", explicou.

Ainda durante a agenda, representantes da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) apresentaram dados atualizados da safra. Até o dia 10 de abril, o Estado já havia colhido aproximadamente 4,5 milhões de toneladas de soja.

A região sul lidera os trabalhos, com 99,3% da área colhida, seguida pelas regiões centro (91,7%) e norte (82,7%). O preço médio da saca foi de R$ 110,23.

As discussões ocorreram no contexto da Expogrande, que reúne lideranças políticas e representantes do setor produtivo para debater estratégias de crescimento econômico e geração de emprego e renda no Estado.

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