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Ex-dono de autoescola assume direção da Agetran para gestão do trânsito em Campo Grande

O pastor Paulo Silva estava no comando da Funsat, e assumiu hoje a Agência de Trânsito da Capital

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Após seis anos de trabalho em autoescola, Paulo Silva vai cuidar do trânsito de Campo Grande. A posse do novo diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) ocorreu na tarde de hoje (19) com a presença da prefeita Adriane Lopes.

“As expectativas são enormes. Concluir os projetos que já vinham sendo feitos à frente da pasta, com relação aos corredores de ônibus, tanto da Bandeirantes e Bahia, restartando novamente as obras que foram interrompidas por questões judicializadas e vamos assinar a ordem de serviço, provavelmente no dia 2 de maio, para retomar a reforma dos cinco terminais terminais de ônibus de Campo Grande”, revelou entusiasmado o novo diretor da Agetran, Paulo Silva.

Outro foco da nova gestão será o investimento em mobilidade urbana. Mesmo com pouca experiência, Paulo Silva diz que essa é uma área que incomoda a todos os campo-grandenses e que precisa ser melhorada.

“Já fui dono de autoescola por seis anos, então essa parte da legislação de trânsito a gente já trabalhou na autoescola. O trânsito de Campo Grande é um trânsito bastante diverso, é um trânsito grande que vem com ônibus, caminhões, carros, motos e bicicletas. Agora nós temos a nova modalidade dos elétricos, que são inovações que o trânsito vai ter que fazer para acolher tudo isso e não esquecer do principal que é o foco ao pedestre. A Agetran vai estar focada na fiscalização e na organização do trânsito para que vidas não sejam ceifadas”, afirmou Paulo Silva. 

Sobre assumir a pasta próximo ao período eleitoral, o novo-diretor da Agetran garante que independente da reeleição ou não da prefeita, cuidará da agência até o dia 31 de dezembro deste ano.

“Meu acordo com a prefeita é até 31 de dezembro. O ano que vem é outro mandato e eu espero que seja ela, por tudo que ela está fazendo pela cidade. O secretário é soldado, a prefeita é o general. Eu tenho a minha formação em administração, eu sou contador de formação, fui professor, mas administrei grandes empresas a minha vida toda. vou trabalhar para dar o melhor de mim”, garante o diretor da Agetran.

Cabe relembrar que após sete anos, o engenheiro civil Janine de Lima Bruno foi exonerado, a pedido próprio, do cargo de diretor-presidente da Agetran. A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande no dia 15 de abril. 

Já Paulo da Silva, estava a 1 ano e seis meses na função de diretor-presidente da Fundação Social do Trabalho (Funsat) e nesta sexta-feira (19), assumiu a direção da Agetran.

Sobre Paulo Silva

O contabilista Paulo da Silva é casado, pai de dois filhos, 58 anos, e é formado em Contabilidade pela Escola Técnica Prof. Idene Rodrigues dos Santos de Junqueirópolis/SP. Também é bacharel em licenciatura formado pelas Faculdades Integradas Campos Salles de São Paulo. Ele atuou na área por 22 anos. 

Ocupou a função de bancário de 1984 a 1987. Por seis anos foi professor da Fundação Bradesco. Integrou o quadro da Águas Guariroba como gestor, no período de 2005 a 2007 e foi diretor da Funsat de 2023-2024.

Na esfera do poder público, ele atuou como assessor nos legislativos municipal e estadual, no período de 2009 a 2018. Também foi assessor da Casa Civil do Estado de Mato Grosso do Sul.

Dança das cadeiras 

Neste ano, outros membros do primeiro escalão da prefeitura também deixaram os postos, porém para concorrer ao cargo de vereador nas eleições deste ano. Até o dia 5 de abril, quatro chefes de pastas municipais também foram exonerados, sendo um secretário, dois subsecretários e uma diretora-presidente, em Campo Grande.

Todos foram exonerados a pedido, sendo Adelaido Vila, titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agronegócio e Tecnologia (Sidagro); Maicon Nogueira, titular da Secretaria Municipal da Juventude (Sejuv).

Também foram exonerados o subsecretário de Articulação Social e Assuntos Comunitários, Francisco Almeida Teles, e a diretora-presidente do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Camilla Nascimento de Oliveira.

Nestes casos, a motivação da "demissão" são as eleições municipais deste ano, que ocorrem em outubro. Eles devem concorrer a uma vaga de vereador.

Sobre essas mudanças, a prefeita Adriane Lopes pondera que desde que assumiu a gestão da cidade vem avaliando as equipes.

“A gente vem avaliando as equipes, mas é um processo natural, um processo natural de mudanças, de composições, de visão, de projetos que vão levar Campo Grande para o futuro. Esse é o nosso maior desafio”, finalizou a prefeita de Campo Grande. 
 

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LUTO

Morre aos 68 anos Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro

Conhecido como "Mão Santa", o atleta sofreu um mau súbito na manhã de hoje e estava internado em São Paulo

17/04/2026 16h01

Oscar Shmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após um mau súbito

Oscar Shmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após um mau súbito Redes Sociais

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A 'lenda' do basquete mundial, Oscar Schmidt, morreu na tarde desta sexta-feira (17) aos 68 anos após sofrer um mau súbito na manhã de hoje . Ele estava internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, na cidade de São Paulo. 

Conhecido como "Mão Santa", o atleta foi diagnosticado com câncer no cérebro mas afirmou estar curado da doença em 2022. 

Ele é o único brasileiro a estar no Hall da Fama no basquete  e é o maior pontuador da história do basquete, com 49.70 pontos, além de ser dono do maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.

Oscar se tornou uma referência mundial no esporte mesmo sem atuar na principal competição do basquete, a NBA. Mesmo tendo sido convidado a participar da competição, Oscar recusou o convite, o que marcou a sua carreira.

Na época, a liga não permitia que os jogadores participantes disputassem competições internacionais defendendo suas seleções. Oscar decidiu defender o Brasil, o que consolidou sua imagem como um atleta fortemente ligado à camisa nacional. 

Grandes feitos

Schmidt participou de 25 temporadas como jogador profissional. Nas Olimpíadas, participou de cinco edições consecutivas e, por diversas vezes, foi o "cestinha" das partidas, jogador com maior número de pontos. 

Em uma partida contra a Espanha, nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, Oscar fez 55 pontos, o recorde em uma única partida no torneio. 

Na Seleção Brasileira, o momento de ouro foi nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na partida, foi o capitão do time brasileiro no jogo contra os Estados Unidos, vencendo os norte-americanos por 120 a 115. 

Essa foi a primeira derrota dos Estados Unidos em casa na história da competição. 

Oscar também conquistou o Bronze no Mundial em 1978, nas Filipinas. Sua trajetória em quadra se encerrou após 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela Seleção, entre 1977 e 1996. 

Além de jogador, Oscar também era comunicador motivacional, com mais de 600 empresas atendidas e mil eventos realizados. Foi indicado 8 vezes ao Prêmio Top of Mind de RH, destinado aos profissionais que se destacam no segmento de soluções corporativas, vencendo o prêmio cinco vezes. 

Família

Oscar é irmão do jornalista Tadeu Schmidt, que construiu sua carreira no jornalismo esportivo. Os dois também são irmãos de Luiz Felipe, que é pai do campeão olímpico de vôlei de praia Bruno Schmidt. 

Oscar era pai de Felipe Schmidt e Stephanie Schmidt, frutos do relacionamento de 50 anos com Maria Cristina Schmidt.

Nas redes sociais, a família prestou homenagens ao ex-atleta. 

"Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. (...) Você está no hall da fama da vida", escreveu Felipe Schmidt. 

A partir de quarta

Aeroporto de Campo Grande terá três novas pontes de embarque a partir de quarta-feira

Obras integram pacote de modernização que soma R$ 300 milhões em investimentos

17/04/2026 15h30

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Aeroporto Internacional de Campo Grande começa a operar, a partir da próxima quarta-feira (22), uma nova sala de embarque doméstico, além de três pontes de embarque (fingers), obras que compõem o pacote de modernização que soma R$ 300 milhões em investimentos.

A obra, iniciada em abril de 2025, é conduzida pela concessionária espanhola Aena e deve ampliar a capacidade operacional e o conforto dos passageiros já  a partir da próxima semana.

Segundo o diretor do aeroporto, Usiel Vieira, a entrega marca um avanço importante na reestruturação do terminal. “A gente aumenta um ganho de qualidade é fantástico”, afirmou o diretor, mudança que segundo ele "coloca o aeroporto em nível internacional”. 

Com as novas estruturas, os passageiros deixam de ficar expostos às condições climáticas durante o embarque. “Os nossos usuários deixam de estar expostos a intempérie de sol e chuva. Vão ter acessibilidade com elevadores, com escadas rolantes, com novos serviços dentro da sala de embarque”, destacou o diretor.

A expectativa é que mais de 70% dos voos passem a ser atendidos diretamente pelas pontes de embarque, o que deve agilizar o fluxo e melhorar a experiência dos usuários. Atualmente, o aeroporto movimenta cerca de 1,5 milhão de passageiros por ano, número que deve saltar para 2,6 milhões após a conclusão das obras.

Apesar da inauguração parcial, o terminal segue em obras. Intervenções continuam nas áreas de check-in, inspeção de bagagens e circulação no saguão principal. A previsão é que toda a infraestrutura esteja concluída e em funcionamento até 5 de junho.

Além das melhorias operacionais, o projeto inclui a ampliação da oferta comercial. Na nova sala de embarque, haverá um restaurante e dois cafés, sendo que um deles começa a funcionar já na próxima semana, enquanto os demais serão inaugurados ao fim das obras. Na área externa, próxima ao check-in, outras três operações comerciais estão em fase de contratação.

Também está prevista a implantação de uma área externa junto ao posto de combustível administrado pela concessionária, com expectativa de funcionamento até 2027.

Entre as intervenções estruturais, está a requalificação do pavimento da pista principal e das taxiways, via que conecta a pista de pouso e decolagem aos pátios de estacionamento, terminais e hangares.

“A gente prevê a requalificação do pavimento da pista principal e de todas  que dão acesso a essa. A aviação comercial consegue utilizar esse espaço lá para pousar e decolar, então não causa impacto para a nossa operação civil aqui em Campo Grande”, explicou Usiel Vieira.

As obras fazem parte do plano de modernização iniciado após a Aena assumir a administração do aeroporto, em outubro de 2023.

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