Cidades

ANIVERSÁRIO

Feminicídios em queda: Casa da Mulher Brasileira completa 7 anos nesta quinta-feira

Casos de feminicídio caíram 83,3% em um ano em Campo Grande

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A Casa da Mulher Brasileira completa 7 anos nesta quinta-feira (3). O local é a primeira Casa da Mulher Brasileira criada no país.

A Casa foi inaugurada em 3 de fevereiro de 2015 em Campo Grande, com a presença da então presidenta Dilma Rousseff; governador Reinaldo Azambuja; prefeito da Capital Gilmar Olarte; ministra Carmen Lúcia; farmacêutica inspiradora da Lei que leva seu nome, Maria da Penha; entre outras autoridades.

A fundação do local é resultado da luta de mulheres brasileiras durante décadas. O intuito é valorizar o público feminino e enfrentar todas as formas de violência contra a mulher. 

O local oferece acolhimento de mulheres e filhos, triagem, serviço de saúde, hospedagem temporária, apoio psicossocial, delegacia, juizado, Ministério Público, Defensoria Pública, promoção de autonomia econômica, atenção com os filhos da mulher como brinquedoteca, alojamento de passagem e central de transportes.

Órgãos do governo do Estado e prefeitura estão vinculados a Casa da Mulher Brasileira, como Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), Secretaria de Assistência Social (SAS), Centro de Referência da Saúde da Mulher (CEAM), Casa Abrigo, Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil (PCMS), entre outros. 

Empenho dessas equipes resultam na diminuição do número de feminicídios em Campo Grande.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que duas mulheres foram vítimas de feminicídio no ano de 2021 em Campo Grande, enquanto 12 mulheres foram vítimas em 2020. Portanto, a redução é de 83,3% em um ano. 

De acordo com as estatísticas online divulgadas pela Sejusp, 128 casos de violência doméstica, da categoria “crimes contra a pessoa”, foram computados de 1º de janeiro de 2022 a 3 de fevereiro de 2022 em Campo Grande.

Dados ainda mostram que 1.291 casos de violência doméstica foram registrados de 1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2021 em Campo Grande. A nível Estado, esse número sobe para 5.355 casos.

Casos de feminicídio também caíram 12,8% em Mato Grosso do Sul. Dados da Sejusp indicam que 34 mulheres foram vítimas em 2021 e 39 em 2020.

A maioria dos casos de feminicídio registrados são da fronteira do Estado com Paraguai e Bolívia. 

O fortalecimento das políticas públicas voltadas as mulheres vítimas de violência doméstica é responsável pela queda no número de casos de feminicídio em Campo Grande, de acordo com a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), delegada Elaine Benicasa.

“São várias instituições, poderes, órgãos e entidades que se apoiam uma na outra para prestar toda essa assistência à mulher. Em razão desse fortalecimento da rede, as informações chegam mais rápido, coesas e eficazes às mulheres, que se sentem empoderadas e fortalecidas”.

A reportagem do Correio do Estado procurou a Casa da Mulher Brasileira para saber dados de mulheres atendidas exclusivamente na Casa, mas não fomos atendidos.

A Casa da Mulher Brasileira está localizada na rua Brasília, Jardim Imá, em Campo Grande, próxima ao Aeroporto Internacional da Capital. 

O local funciona 24 horas, inclusive em finais de semana e feriados. O telefone é o (67) 2020-1300.

Em caso de violência contra mulher, é preciso ligar nos números 190 ou 180. O sinal "X" da cor vermelha escrita na mão significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica.

Atualmente, estão em funcionamento as Casas da Mulher Brasileira de Campo Grande (MS), São Luís (MA), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Brasília (DF) e Boa Vista (RR).

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SOLDADOS FEMININAS

Em MS, 108 mulheres vão ingressar nas Forças Armadas na segunda-feira

Das 108 militares femininas, 99 vão ficar em Campo Grande e 9 em Ladário

26/02/2026 11h00

MARCELO VICTOR

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Forças Armadas brasileiras passarão por um marco histórico na próxima segunda-feira (2).

É a primeira vez que mulheres integrarão o serviço militar inicial, como soldados, no Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

Até então, apenas homens ingressavam como soldados no serviço militar inicial. A partir de 2026, mulheres também serão incorporadas. A diferença é que as mulheres se candidatam voluntariamente e homens obrigatoriamente.

Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.

Antes, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.

Ao todo, 108 soldados femininas integrarão o serviço militar inicial nas Forças Armadas em Mato Grosso do Sul, sendo 99 em Campo Grande (Exército Brasileiro) e 9 em Ladário (Marinha do Brasil), a partir da próxima segunda-feira (2).

Haverá uma cerimônia de incorporação no Comando Militar do Oeste (CMO), às 9h de segunda-feira (2), onde elas entrarão no evento como civis e sairão como militares.

Em Campo Grande, das 99 novas integrantes do Exército Brasileiro, 12 vão trabalhar no Hospital Militar de Campo Grande (HMilCG), 26 no Colégio Militar de Campo Grande (CMCG) e 61 no Comando Militar do Oeste (CMO). Em Ladário, as 9 militares femininas farão parte do 6° Distrito Naval (6°DN).

Elas vão integrar as áreas de administração, enfermaria, alimentação, intendência, manutenção e comunicação.

Ao todo, 586 moças se alistaram nas Forças Armadas, sendo 421 em Campo Grande (Exército Brasileiro), 132 em Corumbá (Marinha do Brasil) e 33 em Ladário (Marinha do Brasil).

As voluntárias passaram por várias fases:

  1. Alistamento (1° janeiro a 30 de junho de 2025)
  2. Seleção – exame de saúde, inspeção dentária e entrevista (1 a 11 de julho de 2025)
  3. Designação – resultado (2 de janeiro de 2026)
  4. Seleção complementar (primeira semana de fevereiro de 2026)
  5. Resultado final (6 de fevereiro de 2026)
  6. Incorporação – entrada nas Forças Armadas (2 de março de 2026)

A remuneração é equivalente a um salário-mínimo (R$ 1.621,00), acrescido de vale-transporte. Elas começam como soldados, mas podem crescer na carreira militar e chegar até a patente de 3° sargento.

As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.

ALISTAMENTO FEMININO

Mulheres podem ingressar nas Forças Armadas de forma voluntária e permanecer na corporação por até 8 anos, sendo que o contrato deve ser renovado de 1 em 1 ano. É possível chegar até a patente de 3º Sargento, mediante realização de cursos de formação.

Os requisitos para conseguir uma vaga são:

  • Ter nascido em 2007 e completar 18 anos em 2025
  • Saúde em perfeito estado – exame médico e odontológico

O Governo Federal publicou, no dia 28 de agosto, o Decreto nº 12.154, de 27 de agosto de 2024, que regulamenta o Serviço Militar Inicial Feminino voluntário no Brasil.

Uma vez incorporadas, as militares estarão sujeitas aos direitos, deveres e penalidades estabelecidos pela Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, e pelo Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966.

Até então, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.

As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.

Até 2030, o Exército Brasileiro pretende alcançar 20% do público feminino no serviço militar inicial.

Coleta Seletiva

MP questiona baixa adesão a coleta de lixo em Campo Grande

Após a percepção de queda na coleta seletiva, em reunião com o MPMS, a concessionária apresentou novos indicativos

26/02/2026 10h32

Crédito: Solurb

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Levantamento feito pela Solurb identificou que 49,77% aderiram à coleta seletiva em Campo Grande. Os dados foram apresentados após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul solicitar um relatório de adesão à coleta seletiva.

Durante reunião com o MPMS e representantes da Solurb, no dia 31 de agosto de 2017, a concessionária ficou encarregada de acompanhar periodicamente a participação dos munícipes à coleta seletiva.

O relatório tem como base apresentar o índice de adesão dos campo-grandenses referente ao primeiro semestre de 2026.

Com 898.100 habitantes em Campo Grande, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui 45 setores de recolhimento, divididos entre Setores de Coleta Seletiva (PaP) e Locais de Entrega Voluntária (LEVs).

A concessionária iniciou a implementação do serviço de coleta seletiva em 2012, com seis setores de coleta, expandindo para outras regiões entre 2015 e 2017.

Para determinar o índice de pessoas que utilizam o serviço de coleta seletiva, foram analisados dados dos 45 setores da cidade, conforme informações fornecidas pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano.

Em conjunto, foram considerados dados do IBGE que, no Censo de 2022, apontaram que 13,93% dos imóveis no município estão desocupados. Para calcular quantas pessoas usam a coleta seletiva, foi feito um recorte das propriedades que participaram da pesquisa.

Para que o resultado fosse mais preciso, casas localizadas em condomínios residenciais não foram incluídas na pesquisa, levando em consideração que, nesses locais, o manejo interno dos resíduos segue planos próprios de gerenciamento.

Aumento na adesão

Verificou-se que, na Cidade Morena, entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2026, houve aumento na adesão à coleta seletiva, com crescimento em todos os setores atendidos.

Em comparação com as duas últimas pesquisas, os dados indicaram que 60% dos setores apresentaram evolução.

Atravessadores

O estudo também levou em consideração a atuação dos “atravessadores”, pessoas que passam empurrando carrinhos ou utilizando veículos para recolher materiais recicláveis antes da passagem do caminhão da coleta, o que interfere nos dados da pesquisa.

Os setores mais atingidos pela prática são os situados nas regiões centrais de Campo Grande, onde o material mais visado é o papelão.

Campanhas educativas

A concessionária divulgou os trabalhos realizados no segundo semestre de 2025 em campanhas de educação ambiental, com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância da coleta seletiva.

Foram utilizados como meios de divulgação:

  • Redes sociais (Facebook, Instagram e YouTube) - 2º semestre de 2025 - alcance de 327 mil pessoas;
  • Divulgação in loco - 2º semestre de 2025 - alcance de 4 mil pessoas;
  • Palestras - 2º semestre de 2025  alcance de 9 mil pessoas.

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