Cidades

Trânsito

Idoso morre após capotamento de carro na MS-276

Vítima de 69 anos foi arremessada para fora do veículo; causas do acidente são apuradas

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Um homem de 69 anos morreu na tarde do último domingo (19) após um acidente de trânsito no km 43 da rodovia MS-276, nas proximidades da ponte sobre o Rio Dourados, trecho que liga o distrito de Lagoa Bonita, em Deodápolis, a Indápolis, em Dourados.

A vítima, identificada como Wilson Maciel de Oliveira, seguia de volta para casa, em Deodápolis, depois de passar o dia com familiares em Dourados.

De acordo com o portal Dourados News, o idoso conduzia um Ford Fiesta Sedan, de cor prata, quando teria perdido o controle da direção. O veículo saiu da pista e capotou às margens da rodovia.

Com o impacto, o motorista foi lançado para fora do carro e morreu ainda no local. A suspeita é de que ele não utilizava cinto de segurança no momento do acidente.

Equipes da Polícia Militar Rodoviária e da Polícia Civil, além da perícia técnica, estiveram na área para realizar os levantamentos iniciais. As circunstâncias do acidente seguem em investigação.

Não houve envolvimento de outros veículos na ocorrência.

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TRÁFICO DE SUBSTÂNCIAS

'Dry'; 'Skunk': apreensões de drogas chamam atenção pelos nomes

Trabalhos das forças de segurança pública do MS retiram de circulação substâncias "refinadas" e de alto valor comercial

22/04/2026 12h59

Pacotes fracionados eram transportados quase que como uma

Pacotes fracionados eram transportados quase que como uma "armadura" do veículo GM Onix, revelando que os compartimentos ocultos nas portas e no para-choque traseiro, os populares mocós, seguem sendo utilizado como estratégia do crime organizado para "ma Reprodução/DOF-MS

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Substâncias entorpecentes mais "refinadas" e de alto valor comercial, algumas apreensões feitas recentemente pelas forças de segurança pública no Mato Grosso do Sul chamam atenção nem tanto pelos montantes, ou as mesmas práticas como costumam ser escondidas em "mocós", mas mais pelos nomes, como "Dry" e "Skunk", que levantam dúvidas sobre o que exatamente está sendo falado. 

Neste último final de semana, por exemplo, agentes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) tiraram aproximadamente 47 quilos da substância batizada de "dry", montante esse que, conforme avaliado pelo setor da Polícia Militar, estaria avaliado em mais de três milhões de reais. 

Conforme repassado pelo DOF, os 47 quilos da substância foram apreendidos próximos a um bloqueio realizado pelos militares em trevo das rodovias MS-289 com MS-486, em Coronel Sapucaia. 

Os pacotes fracionados eram transportados quase que como uma "armadura" do veículo GM Onix, revelando que os compartimentos ocultos nas portas e no para-choque traseiro, os populares mocós, seguem sendo utilizado como estratégia do crime organizado para "mascarar" o tráfico de drogas. 

O que é o "Dry"?

Transportados por um homem de 52 anos, o responsável pelo carregamento disse ter sido contratado para pegar o veículo já carregado, pago para dirigir entre os municípios de Caarapó até Coronel Sapucaia, trecho de aproximadamente 123 quilômetros. Confira:

Pela matemática das forças de segurança pública, cada quilo dessa substância apreendida estaria avaliado em mais de R$70 mil, já que, se comercializados, os 47 totais são apontados como uma mercadoria que vale R$3,3 milhões, o que levanta dúvidas sobre o que se trata a substância. 

Tratando-se de um concentrado de resina, o "dry", como é conhecido, não passa de uma extração dos componentes do restante da matéria vegetal seca da cannabis, que acontece através de um processo artesanal e sem o emprego de solventes químicos. 

Como bem esclarece o portal especializado em cultivos e extrações "Girls in Green", o "Dry" é nome pelo qual o chamado "haxixe paquistanês" está popularizado atualmente. 

Em resumo, esse concentrado é produzido através das cabeças de tricomas (as glândulas de resina) da cannabis, começando-se a espalhar neste caso desde a Ásia Central, com registros históricos que datam do século V a.C (cinco antes de Cristo).

Esse haxixe paquistanês é produzido, na maior parte das vezes, por meio de uma extração a seco por peneiração, com as plantas secas sendo batidas com varas verdes flexíveis para desprender os tricomas das flores. 

Cada vez peneiras eram empregadas progressivamente, separando os tricomas por tamanho e pureza, com esse pó colocado em sacos de linho e aquecidos no vapor até adquirir uma consistência mais maleável para posteriormente moldar os "bolos" de haxixe.  

Aqui cabe apontar que, justamente esse método de extração é o que costuma "nomear" as drogas no comércio ilegal de substâncias, com o popular "Ice", por exemplo, sendo o método de desprender esses tricomas através do congelamento, agitação da matéria vegetal em água gelada e filtragem por meio de bolsas de gelo. 

E o skunk?

De forma semelhante, antes do Feriado de Tiradentes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de trezentos quilos do chamado "skunk" no último final de semana, no município de Corumbá, no "coração" do Pantanal.

Nesse caso específico um montante de 484 quilos de substâncias foram apreendidas, entre as quais haviam 180 kg de cocaína e 303 kg do chamado skunk. 

Também vale explicar que, enquanto a "cannabis" seria o nome científico da espécime plantada, essa planta que pode produzir substâncias entorpecentes possui até mesmo um chamado "primo careta", o cânhamo, um anagrama da palavra maconha conhecido em inglês como "Hemp". 

Diferente da maconha, o cânhamo possui um nível baixíssimo do chamado tetrahidrocanabinol (THC), que seria o principal composto psicoativo da planta, servindo mais como matéria prima usado para emprego em escala industrial, como cita o portal especializado Smoke Buddies. 

Do outro lado dessa corrente, há exatamente aquelas substâncias fabricadas para possuir maior concentração de THC, os batizados "skunks", que chegam a ser chamados nos noticiários policiais de "super maconhas", mas não passam de uma variedade híbrida. 

Em outras palavras, os cultivadores em busca de uma "maconha mais forte" cruzam subespécies diferentes de cannabis através da botânica, em busca de sensações específicas, posteriormente separadas em "correntes", indo desde as sativas para maiores picos de agitação pelo THC ou até “índicas” através do CBD, que não é psicoativo e pode ajudar em tratamentos terapêuticos como anti-inflamatório, anticonvulsivante e ansiolítico e mais.

Cannabis no Brasil

Em fevereiro deste ano, a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) que  regulamenta a produção de cannabis com fins medicinais no Brasil, além do novo marco regulatório para a fabricação e importação de produtos de cannabis. 

"As normas representam respostas regulatórias baseadas em evidências científicas e sinalizam um novo cenário para pacientes, indústria e associações", cita a Anvisa. 

Importante esclarecer que nada disso autoriza comercialização de qualquer produto de natureza semelhante, tratando-se apenas de Autorização Especial (AE) exclusivamente para pessoas jurídicas com inspeção sanitária prévia e exigência de mecanismos de rastreabilidade, controle e segurança, entre outros pontos. 

Trata ainda de AE para instituições de ensino com os requisitos de segurança e controle, bem como um instrumento específico para associações de pacientes sem fins lucrativos, além de atualizar o marco regulatório vigente.

"Entre os principais pontos está a inclusão dos pacientes que sofrem de doenças debilitantes graves, como fibromialgia e lúpus, no rol de pessoas autorizadas a fazerem uso medicinal de produtos à base de cannabis com concentração de THC (tetrahidrocanabinol) acima de 0,2%. Além disso, foram ampliadas as formas de administração dos produtos com autorização para o uso dermatológico, sublingual, bucal e inalatório. A medida visa ampliar a adesão ao tratamento de pacientes em condições especiais. 

Apesar de ter sido admitida a possibilidade de manipulação desses produtos por farmácias magistrais, ficou decidido que uma norma específica será elaborada e aprovada posteriormente sobre esse tema. A ideia é que a regulação adicional possa colocar, de forma segura e controlada, essa possibilidade à disposição da população brasileira", conclui nota emitida pela Anvisa.

 

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Campo Grande

Em um mês, só 42 mil dos 228 mil esperados se vacinaram contra gripe

Por conta da baixa procura, um segundo Dia D será realizado em Campo Grande no póximo sábado, dia 25

22/04/2026 12h40

No ano passado a procura pela vacina também ficou abaixo do esperado, atingindo apenas 59% do previsto

No ano passado a procura pela vacina também ficou abaixo do esperado, atingindo apenas 59% do previsto

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Quase um mês depois do início da vacinação, apenas 42 mil das 228 mil pessoas pertencentes ao público-alvo foram vacinadas contra a gripe nos postos de imunização em Campo Grande. E por conta desta baixa adesão, de apenas 18%, um novo Dia D será realizado no próximo sábado, dia 25. 

Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em 2026 foram registrados 287 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 40 confirmações por Influenza e 5 mortes.  De acordo com a própria secretaria, a adesão está sendo "muito abaixo do esperado". No ano passado, menos de 60% das pessoas que faziam parte do público prioritário foi imunizado. 

E, por conta desta baixa adesão, a Sesau anunciou nesta quarta-feira (22) que no próximo sábado será realizado  um novo Dia D de vacinação contra a gripe em Campo Grande — reforçando a mobilização já realizada anteriormente, no dia 28 de março,  quando ocorreu o primeiro Dia D.

A vacinação começou em 26 de março, mas a procura segue aquém do necessário. Paralelamente, tem sido observado aumento na demanda por atendimentos nas unidades de urgência e emergência, impulsionado pela maior circulação de vírus respiratórios, o que pode gerar momentos de superlotação e impactar no tempo de espera.

“Isso é extremamente preocupante, considerando que ainda podemos ter períodos de queda de temperatura, o que tende a agravar o cenário das síndromes respiratórias na Capital”, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

A orientação é clara: os públicos prioritários devem buscar a vacinação o quanto antes, principalmente aqueles mais vulneráveis às complicações da doença, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades.

Grupos prioritários

• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
• Idosos
• Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto)
• Profissionais da saúde
• Trabalhadores da educação
• Forças de segurança e salvamento
• Indígenas e quilombolas
• Pessoas com comorbidades
• Trabalhadores dos Correios
• Caminhoneiros
• Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário

Novo Dia D

Para tentar ampliar a cobertura vacinal, a Sesau abre 27 unidades de saúde no sábado, das 7h30 às 16h45, além de um ponto estratégico na região central, na Praça Ary Coelho, das 8h às 16h.

Para garantir o acesso da população, a vacinação estará disponível em unidades distribuídas por todas as regiões da cidade. No Distrito Segredo, estarão abertas as USFs Paradiso, Nova Lima e Vida Nova. No Imbirussu, participam as USFs Aero Itália, Silvia Regina, Serradinho, Zé Pereira e Albino Coimbra. Já no Bandeira, a vacinação ocorre nas USFs Universitário, Mape, Tiradentes e Cristo Redentor.

No Distrito Lagoa, estarão abertas as unidades Caiçara, Antártica, Vila Fernanda, Tarumã e Santa Emília. Na região Prosa/Centro, a população poderá procurar as USFs Noroeste, Nova Bahia e 26 de Agosto. E, no Anhanduizinho, participam as unidades Alves Pereira, Dona Neta, Anhanduí, Dom Antônio, Paulo Coelho e Los Angeles.

A iniciativa reforça a necessidade de aumentar a adesão da população, especialmente após a mobilização inicial realizada em março.

“No ano passado, a cobertura ficou bem abaixo do esperado, atingindo apenas 59%. Esse cenário nos preocupa e é justamente por isso que reforçamos o chamamento à população com mais um Dia D, ampliando o acesso à vacina para quem mais precisa”, destaca a superintendente.

A Sesau reforça que a vacinação segue disponível durante a semana nas 74 Unidades de Saúde da Família (USFs) e que o engajamento da população é fundamental para reduzir os casos graves e evitar novas mortes por influenza.

(Com informações da assessoria) 

No ano passado a procura pela vacina também ficou abaixo do esperado, atingindo apenas 59% do previsto

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