Cidades

TRANSPORTE COLETIVO

Justiça dá 15 dias para prefeitura reajustar tarifa de ônibus em Campo Grande

Reajuste deveria ter ocorrido em outubro e juiz estipulou multa diária de R$ 50 mil por dia, caso prefeitura não cumpra decisão

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O juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 4ª Vara de Fazendas Públicas e de Registros Públicos deu o prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Campo Grande reajuste a tarifa de ônibus, que deveria ter ocorrido em outubro do ano passado, sob pena de multa diária de R$ 50 mil até que o reajuste seja efetivado.

O último reajuste do passe de ônibus ocorreu em março do ano passado, quando passou de R$ 4,65 para R$ 4,75.

A decisão leva em consideração o contrato de concessão, assinado em 2012, que definiu outubro como data-base para os aumentos anuais.O reajuste deveria haver naquele mês em 2024, o que não foi feito.

Por isso, o Consórcio Guaicurus entrou com embargo de declaração na Justiça, por descumprimento, no qual o juiz deu o prazo para o reajuste.

“Intime-se o requerido [Prefeitura], pessoalmente para que,no prazo de 15 dias, comprove nos autos o efetivo reajuste da tarifa que deveria ter ocorrido no mês de outubro do ano passado, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), até o efetivo reajuste”, diz a decisão.

O novo valor da tarifa deve ser definido através de novos cálculos, já que nem a tarifa técnica, valor que é usado como base para a tarifa pública, ainda não foi divulgado pela administração. A tarifa técnica, esta tarifa é de R$ 5,95.

A decisão do juiz, no entanto, não tem relação com o reequilíbrio do contrato de concessão do transporte público, já que este tema aguarda que uma perícia judicial nas contas da concessionária seja realizada. A análise começou em dezembro e ainda deve demorar para ser concluída.

IMBRÓGLIO

Essa ação judicial do consórcio contra a prefeitura começou a tramitar em 2023, quando a juíza Cíntia Xavier Letteriello, da 4ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos de Campo Grande, acatou pedido do Consórcio Guaicurus em ação que solicitava o reequilíbrio do contrato de concessão e a manutenção da data-base para outubro.

Porém, em dezembro do mesmo ano, o desembargador Eduardo Machado Rocha cassou a decisão, acatando argumento de que os empresários, ao contrário do que alegavam, estavam obtendo lucros acima do previsto em contrato. 

No entanto, em janeiro de 2024, o mesmo magistrado voltou atrás e manteve a decisão da juíza de primeiro grau.

A prefeitura, então, entrou com um pedido de suspensão de liminar ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e, no início de fevereiro do ano passado, o desembargador Sérgio Martins concordou com o fato de que a medida poderia impactar em um aumento exorbitante na tarifa de ônibus e derrubou a decisão do seu colega desembargador.

Logo após a publicação de Martins, o caso subiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a ministra Maria Thereza de Assis Moura, em decisão liminar, cassou a decisão do presidente da Corte, por entender que ele não tinha competência legal para suspender uma decisão que um colega seu já havia dado. Com isso ela restabeleceu a decisão de Rocha.

Entretanto, o processo ficou parado no STJ até ser julgado pela Corte Especial, o que ocorreu em novembro. Com a medida, o presidente do TJMS, assim que retornou de seu afastamento, reconheceu a sentença e deu fim a reclamação feita pela Prefeitura de Campo Grande.

Com essa publicação, o Consórcio Guaicurus agora tentou fazer valer essa decisão, alegando que a determinação de outubro de 2023 deve ser executada e conseguiu a decisão favorável, porém, apenas em relação ao reajuste anual.

Suspensão

Detran inicia suspensão de CNHs por infrações graves em Mato Grosso do Sul

Condutores notificados ainda poderão apresentar defesa, mas penalidades podem chegar à cassação do direito de dirigir em casos previstos no Código de Trânsito Brasileiro

07/07/2026 15h59

Foto: Divulgação

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Centenas de motoristas de Mato Grosso do Sul entraram na mira do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) após a publicação de novos editais que instauram processos administrativos para suspensão e cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os atos foram divulgados na edição desta terça-feira (7) do Diário Oficial do Estado e reúnem condutores autuados por infrações consideradas gravíssimas ou pelo acúmulo de irregularidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).  

Os editais representam uma nova etapa do processo administrativo conduzido pelo Detran-MS. Antes da aplicação definitiva da penalidade, os motoristas têm direito ao contraditório e à ampla defesa, podendo apresentar recurso dentro do prazo estabelecido pelo órgão.

Caso não haja manifestação ou o recurso seja negado, a suspensão passa a valer e o condutor deverá entregar a CNH para iniciar o cumprimento da penalidade. 

Entre os casos publicados estão processos motivados por dirigir sob a influência de álcool, permitir que pessoa sem habilitação conduza veículo, trafegar com veículo não licenciado, deixar de usar o cinto de segurança, avançar o sinal vermelho e excesso de velocidade, entre outras infrações.

Em algumas situações, o histórico do motorista também pode resultar na abertura de processo para cassação da habilitação. 

Por que a CNH pode ser suspensa?

O Código de Trânsito Brasileiro prevê duas principais situações para a suspensão do direito de dirigir.

A primeira ocorre quando o condutor atinge o limite de pontos na CNH dentro do período de 12 meses. O número máximo varia conforme a quantidade de infrações gravíssimas registradas.

A segunda acontece quando o motorista comete infrações chamadas de autossuspensivas, ou seja, aquelas que, por si só, já autorizam a abertura do processo de suspensão, independentemente da pontuação acumulada.

Entre elas estão dirigir sob efeito de álcool, disputar rachas, recusar o teste do bafômetro em determinadas situações previstas na legislação e exceder significativamente os limites de velocidade.

O período de suspensão varia conforme a infração e a reincidência, podendo ser de alguns meses até um ano ou mais, conforme estabelece o CTB. Nos editais publicados pelo Detran-MS há penalidades que vão de dois a 12 meses de suspensão. 

Cassação é uma punição mais severa

Além das suspensões, o Diário Oficial também traz processos de cassação da CNH. Essa penalidade é aplicada em hipóteses específicas previstas em lei, como quando o motorista é flagrado dirigindo durante o período em que já está com a habilitação suspensa ou em outras situações previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro. 

Diferentemente da suspensão, a cassação impede o condutor de dirigir por um período mais longo e exige que ele passe novamente por todo o processo de habilitação para voltar a obter a CNH.

Defesa ainda é permitida

O Detran-MS destaca que os motoristas notificados ainda podem apresentar defesa administrativa dentro dos prazos previstos nos editais. Caso optem por não recorrer, também podem entregar voluntariamente a CNH para iniciar imediatamente o cumprimento da penalidade.

O órgão alerta ainda que conduzir veículo durante o período de suspensão pode gerar um novo processo administrativo, desta vez para cassação definitiva do direito de dirigir, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

distração

Motociclista sofre ferimentos graves ao atingir carro em local semaforizado

Acidente aconteceu na Avenida João Arinos e a motorista do carro de passeio garante que o motociclista furou o sinal vermelho e provocou a colisão

07/07/2026 15h10

Motociclista seguia no sentido centro e atingiu o carro de passeio na entrada para o Parque dos Poderes

Motociclista seguia no sentido centro e atingiu o carro de passeio na entrada para o Parque dos Poderes Gerson Oliveira

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Um motociclista de 27 anos sofreu ferimentos graves ao colidir na lateral de um Tiggo por volta das 14 horas desta terça-feira (7) na Avenida João Arinos, na saída de Campo Grande para Três Lagoas. Segundo a condutora do carro, ele teria desrespeitado o sinal vermelho e por conta disso atingiu o veículo.

Richard Carbonaro Reis seguia com sua moto no sentido bairro-centro quando atingiu a lateral do carro de passeio, que atravessava a avenida para acessar a região do Parque dos Poderes. Ele sofreu ferimentos considreados graves e teve de ser entubado antes de ser levado para a Santa Casa de Campo Grande.

Apesar de estar utilizando capacete, a suspeita é de que tenha sofrido traumatismo crânio-encefálico e por isso seu estado foi considerado grave. Ele atingiu a parte inferior da porta dianteira do lado direito do Tiggo, indicando que possivelmene caiu antes do impacto. 

Abalada, a condutora do carro de passeio, que preferiu não se identificar, fez teste do bafômetro e não apresentou nenhuma irregularidade.Tanto a decumentação pessoal quanto a do veículo estavam regulares.

A polícia de trânsito ainda estava em busca de imagens de câmeras de segurança para checar se o motociclista realmente desrespeitou a sinalização. 

Dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito relativos aos cinco primeiros meses do ano revelam que 23 pessoas morreram vítimas de acidente neste período. Destas 15 estavam em motocicltas. Uma era ciclista, quatro eram pedestres e três estavam em carros de passeio.

No ano passado, nos cinco primeiros meses foram registrados 25 òbitos nos primeiros cinco meses do ano, sendo que 23 destas vítimas estavam em motocicletas. 

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