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Mato Grosso do Sul contabiliza 60 ocorrências por afogamento em 2024

Municípios com maior número de ocorrências são Campo Grande (10), Três Lagoas (5) e Bataguassu (4)

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Dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), ao Correio do Estado, apontam que 60 ocorrências por afogamento foram registradas, entre 1º de janeiro e 11 de dezembro de 2024, em Mato Grosso do Sul.

Os municípios com maior número de ocorrências são Campo Grande (10), Três Lagoas (5), Bataguassu (4), Bonito (4) e Naviraí (4).

Os meses com maior quantitativo de ocorrências são outubro (10), fevereiro (8), março (6), janeiro (5), novembro (5), maio (6), agosto (3), junho (2) e julho (1). Percebe-se que os meses com maior número de afogamentos são os mais quentes.

Os dados ainda mostram que homens (73,7%) se afogam mais do que mulheres (26,3%). A faixa etária mais atendida é a de 16 a 20 anos e de 66 ou mais. De janeiro a dezembro de 2023, foram 73 ocorrências. Já em 2022, 52.

Vale ressaltar que o CBMMS não contabiliza o número de mortos, apenas o de ocorrências.

Em 21 de novembro de 2024, uma mulher indígena, de 28 anos, morreu afogada na ‘Lagoa do Luciano’, localizada na Aldeia Bororó, em Dourados, município que fica a 229 quilômetros de Campo Grande.

Em 17 de novembro de 2024, Wesley dos Santos Ramos, de 24 anos, morreu afogado na Cachoeira do Rio do Peixe, em Rio Negro, município localizado a 151 quilômetros de Campo Grande.

Em 6 de outubro, mulher, de 26 anos, morreu após se afogar no Rio Aquidauana no distrito de Piraputanga, a 123 quilômetros de Campo Grande.

AFOGAMENTO

Afogamento é um incidente que ocorre quando uma pessoa fica submersa em um líquido e aspira-o, devido a entrada nos pulmões, o que pode causar asfixia, parada respiratória e morte.

Os sintomas são falta de ar, tosse, dificuldade para respirar, cianose (pele azulada) e perda de consciência. As consequências para o quadro clínico são morte cerebral, lesões cerebrais, problemas respiratórios, insuficiência cardíaca e traumatismos.

Os tipos de afogamento são:

  • Afogamento submerso: imersão completa
  • Afogamento parcial: imersão incompleta
  • Afogamento secundário: complicações após resgate

Ocorrências e mortes por afogamento são proporcionais à temperatura do ar. Quanto mais calor, maior a chance de ocorrer afogamentos, pois as pessoas se expõem mais à situação.

Quanto menos calor, menor a chance, pois, em temperaturas mais amenas, as pessoas preferem se divertir longe de ambientes aquosos.

Com isso, altas temperaturas favorecem acidentes, mortes e desaparecimentos por afogamento nas épocas mais quentes do ano.

As principais causas de afogamento são falta de habilidade na natação, falta de conhecimento a respeito do local em que se nada, cansaço do nadador, traumatismo por mergulho em águas rasas ou com pedras, cãibras, uso de álcool e problemas de saúde como infartos e crises convulsivas.

CUIDADOS

De acordo com o Corpo de Bombeiros, dezenas de atitudes podem evitar tragédias em banhos de mar, rio, piscina, cachoeira, córregos, riachos e lagoas. Veja:

  • Procure um local conhecido por você ou por outra pessoa, desde que ela o acompanhe
  • Não ultrapasse faixas e placas de avisos
  • Não entre em locais onde há avisos de perigo de morte ou em águas poluídas
  • Não tente salvar uma pessoa afogada, caso não saiba nadar, sempre acione o Corpo de Bombeiros
  • Procure sempre local onde existe a presença de guarda-vidas, ou o Corpo de Bombeiros
  • Evite nadar sozinho
  • Não tome bebida alcoólica antes de entrar na água
  • Não se afaste da margem
  • Nade longe de pedras e estacas
  • Não salte de locais elevados para dentro da água
  • Prefira lançar flutuadores para salvar pessoas ao invés da ação corpo a corpo
  • Identifique nas proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele
  • Evite brincadeiras de mau gosto, como caldos, trotes, saltos e de empurrar
  • Acate as orientações dos Bombeiros ou dos Salva-vidas
  • Não abuse se aventurando perigosamente
  • Não deixe as crianças sozinhas em meios aquosos
  • Não deixe brinquedos ou materiais dentro da piscina, pois atraem a atenção de crianças
  • Não deixe baldes ou bacias com água ao alcance de crianças e sempre deixe a tampa da privada fechada
  • Obedeça sinalizações próximos à margem de rios
  • Mantenha a calma e o pulmão sempre cheio de ar, pois ele funcionará como uma boia
  • Caso esteja em um rio, tentar jogar as pernas para frente, de forma a proteger a cabeça
  • Mantenha calma: a própria correnteza do rio, em algum momento, o levará até a margem
  • Tente agarrar algum galho de árvore que esteja flutuando
  • Evite navegar com carga em excesso
  • Só entre na embarcação usando coletes salva-vidas
  • Somente conduza embarcações se for habilitado para tal

PRIMEIROS SOCORROS

Se ver alguém se afogando, tome as seguintes atitudes:

  • Chame ajuda via 193 (Corpo de Bombeiros)
  • Remova a vítima da água com segurnaça
  • posicione a vítima de costas
  • Limpe a boca e nariz
  • Faça respiração boca a boca (RCP)
  • Massageie o coração (se necessário)

PED | INTERIOR

Servente é encontrado com cocaína em cela do maior presídio do MS

Preso por morte de campo-grandense e pelo esfaqueamento de outros três em briga de bar foi autuado agora por tráfico de drogas na Penitenciária Estadual de Dourados

19/06/2026 12h41

menos de uma semana para o Natal de 2021, João Félix teria tirado a vida do campo-grandense Leandro Martins de Oliveira, morto aos 34 anos. 

menos de uma semana para o Natal de 2021, João Félix teria tirado a vida do campo-grandense Leandro Martins de Oliveira, morto aos 34 anos.  Reprodução/Divulgação

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Durante uma revista de rotina realizada no maior presídio do Mato Grosso do Sul na tarde de quinta-feira (19), mais de um quilo e meio de cocaína e outra substância entorpecente foram localizados em cela da Penitenciária Estadual de Dourados (PED) onde está custodiado o servente João Felix da Silva Filho. 

Hoje aos 29 anos, o indivíduo em questão, que trabalhava como auxiliar de obras antes da vida atrás das grades, está preso graças a um homicídio registrado contra um campo-grandense e pela confusão registrada em bar que terminou com outros três indivíduos esfaqueados por João em 19 de dezembro de 2021. 

Presidiário abrigado na cela 16 do Raio 3 da Penitenciária Estadual de Dourados, o servente assumiu ser dono das substâncias entorpecentes localizadas escondidas em uma espécie do popular "mocó". 

Na cela em questão, os agentes penitenciários da PED identificaram um buraco aberto na parede, onde foi possível localizar um total de 1,6 quilos de cocaína e outras 428 gramas de substância entorpecente análoga à maconha. 

Com entorpecentes encontrados dentro da cela do detento, João Félix mesmo já preso precisou ser encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. 

Entenda

Há aproximadamente cinco anos, quando a idade do servente de obras ainda era 24, João Félix da Silva Filho foi preso preventivamente após uma briga de bar registrada na cidade de Fátima do Sul, município sul-mato-grossense que fica distante cerca de 239 quilômetros da Capital. 

No estabelecimento em Fátima do Sul, que fica localizado na barranca do Rio Dourados, faltando menos de uma semana para o Natal de 2021, João Félix teria tirado a vida do campo-grandense Leandro Martins de Oliveira, morto aos 34 anos. 

O servente de obras teria ferido com golpes de faca outros três indivíduos, que chegaram inclusive a receber atendimento, mas foram liberados ainda na data do crime. Diante disso, João foi preso pelo crime de homicídio qualificado e outras três tentativas de assassinato. 

Além da morte de Leandro, foram esfaqueados: 

  • Claudinei Junior Marques dos Santos, 21 anos à época
  • Jhonatan Vitor Galvão Seabra, 20 anos à época e 
  • Renato da Silva Santos, 27 anos à época 

Toda a confusão teria começado após um suposto assedio do servente contra duas moças no bar, tendo uma 20 anos e outra tratando-se de uma adolescente de 16. 

Um bate-boca teve início após João ter se esfregado nas duas, até o momento em que o criminoso agrediu a adolescente com um soco. Em sua defesa sobre esse caso, ele negou a agressão contra a jovem e os supostos atos de assédio, dizendo ainda que os crimes posteriores teriam sido cometidos em legítima defesa. 

João alegou que teria sido levado para casa pelo dono do bar após a confusão com o grupo de amigos, complementando que retornou ao estabelecimento para buscar sua motocicleta. 

Segundo o criminoso, que negou ter retornado ao bar já munido da arma do crime. Ainda assim, depoimentos de testemunhas e das demais vítimas indicam que João já estava com duas facas em mãos e uma terceira em sua cintura. 
 

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sem interessados

Licitação do Hospital Municipal de Campo Grande fracassa 2ª vez

Hospital foi anunciado em setembro de 2023 e previsão era de que ficasse pronto antes do fim de 2024. Até, agora, porém, segue praticamente na estaca zero

19/06/2026 12h19

Previsão é de que o prédio com 259 leitos seja construído neste terreno no bairro Chácara Cachoeira

Previsão é de que o prédio com 259 leitos seja construído neste terreno no bairro Chácara Cachoeira

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Em meados de setembro de 2023 a prefeita Adriane Lopes e o então secretário municipal de saúde, Sandro Benites, convocaram uma coletiva de imprensa para anunciar a construção de um hospial municipal. A promessa era de que as obras teriam início ainda naquele ano e seriam concluídas antes do final de 2024, ano em que foi realizada eleição municipal 

Mas, quase três anos depois o projeto segue praticamente na estaca zero e nesta sexta-feira (19) fracassou, pela segunda vez, a tentatativa de licitação para contratar uma empresa interessada em construir o hospital. 

A primeira tentativa para licitar o projeto ocorreu em março deste ano, quando o certame restou deserto. Na época, a prefeita Adriane Lopes chegou a anunciar que o fracasso ocorrera por problemas técnicos no edital e por isso ela foi reagendada para esta sexta-feira (19).

Segundo relatório da concorrência, feito pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc), o fracasso de março foi “em virtude do não atendimento às condições de participação do certame pelas empresas participantes”.

A lictação foi inicialmente anunciada em julho de 2024, mas ficou praticamente parada por mais de um ano. Uma das explicações foram os questionamentos na Justiça. Representantes de moradores da região do bairro Chácara Cachoeira exigiam a realização de estudos de impactos na vizinhança antes do início de uma possível obra. 

O certame prevê a contratação de pessoa jurídica para implantação do complexo hospitalar no modelo built to suit (locação sob demanda), que inclui a construção da estrutura, fornecimento de equipamentos e mobiliário, além da manutenção e operação das instalações hospitalares (facilities), garantindo o pleno funcionamento de todas as áreas da unidade.

Pelo aluguel desta estrutura a prefeitura está disposta a pagar até R$ 5.142.403,37 por mês. E, quem oferecesse o maior desconto seria o vencedor do certame. Mas, nenhuma proposta foi entregue oficialmente. 

No ano passado duas empresas, Health Brasil Inteligência em Saúde  e a C Brito Neres Engenharia & Serviços,   chegaram a demonstrar interesse pela obra, mas o certame não chegou a evoluir para a fase das propostas financeiras. 

Projeto

O projeto prevê que o hospital seja construído em terreno localizado entre a Rua Raul Pires Barbosa e Rua Augusto Antônio Mira, no Bairro Chácara Cachoeira. Se sair do papel, terá 259 leitos, sendo 49 serão para pronto atendimento – 20 leitos de Centro de Terapia Intensiva (CTI) , 10 pediátricos e 10 adultos –, e 190 leitos de enfermaria (60 pediátricos, 60 adultos para homens e 70 adultos para mulheres).

O espaço terá Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e pediátrica, 10 salas de cirurgia, 53 consultórios e 19 salas de exame, incluindo audiometria, eletrocardiograma, eletroencefalograma, eletroneuromiografia, ecocardiograma, ergometria, hemodinâmica, mamografia, radiografia, ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.

Tudo isso será distribuído em quatro pavimentos – um subsolo, térreo, primeiro e segundo andares –, além de um centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. No total, o hospital ocupará uma área de 14.914 metros quadrados.

No edital, a previsão de para construção é de R$ 211.360.415,80. O mobiliário, incluindo móveis, equipamentos médicos e hospitalares, teria um custo aproximado de R$ 80 milhões.
E, diferentemente da previsão inicial, que previa a conclusão das obras em menos de um ano, agora o edital prevê que as obras possam se estender por 24 meses. 

 

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