Cidades

ALTO CACHÊ

Prefeitura de MS destina R$ 1,6 milhão em show de Ana Castela e dupla sertaneja

Além destes, outros shows contratados também ultrapassam os R$ 100 mil; comemorações do aniversário da cidade deve começar no dia 3 de julho

Continue lendo...

Com pouco mais de 40 mil habitantes, o município de Paranaíba, no leste de Mato Grosso do Sul, está se preparando para comemorar seu aniversário com uma série de atrações musicais de grande porte — e de valores igualmente expressivos. 

A festa, que acontece entre os dias 2 e 5 de julho, reúne nomes consagrados da música nacional, com investimento total que ultrapassa R$ 1,6 milhão apenas em cachês artísticos.

As informações foram confirmadas por meio de autorizações de inexigibilidade publicadas no Diário Oficial da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). Somente a apresentação da cantora Ana Castela, marcada para o dia 3, custará R$ 800 mil aos cofres públicos. A artista, conhecida como “Boiadeira”, é um dos nomes mais populares da atualidade entre o público jovem.

Já no dia 4, feriado municipal, será a vez da dupla Zé Neto & Cristiano subir ao palco para o show principal da noite. O custo da apresentação é ainda maior: R$ 850 mil, conforme os documentos oficiais. A presença do governador Eduardo Riedel e outras autoridades está prevista para a data, que marca o dia oficial de aniversário da cidade.

Em 2024, para comemorar o carnaval, o município contratou a dupla Maiara e Maraísa no dia 10 de fevereiro, no valor de R$604.000,00, cerca de 240 mil a menos do que o cachê atual da dupla sertaneja.

A programação começa no dia 2 de julho, com a banda brasiliense Raimundos. Ícone do punk rock nacional, o grupo de mais de três décadas de estrada será a atração de abertura na Praça do Carnaíba. O cachê da apresentação é de R$85 mil. 

Já no encerramento, que acontece dia 5, o destaque será para a dupla campo-grandense Maria Cecília & Rodolfo, que se apresenta ao lado do DJ Netto, contratado por R$50 mil.

Além dos shows, a cidade também prepara uma arena de rodeio com premiações que podem chegar a R$40 mil. 

Embora os eventos culturais movimentem o comércio e atraiam visitantes, os valores envolvidos nas contratações chamam atenção, em uma reportagem publicada pelo Correio do Estado sobre o cachê da dupla Zé Neto & Cristiano, internautas levantaram questionamentos nas redes sociais. 

Entre os comentários, estavam críticas à atual situação do município: “Pra que isso, e nos postos faltando remédios, lamentável”, comentou uma moradora. Outro cidadão mencionou as condições das vias urbanas: “O asfalto da cidade está um lixo”. 

Assine o Correio do Estado

ACIDENTE

Motociclista morre após perder controle e bater em muro em Campo Grande

Vítima seguia pela via quando perdeu o controle da motocicleta, atingiu o canteiro e, em seguida, o muro de um imóvel

20/08/2026 09h00

O caso foi registrado na Depac-Cepol

O caso foi registrado na Depac-Cepol Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Um motociclista identificado como Matheus morreu em um acidente de trânsito após perder o controle da moto e bater contra o muro de um imóvel, no cruzamento da Rua Carangola com a Avenida Conde de Boavista, em Campo Grande.

Conforme informações registradas pela Polícia Civil, a vítima conduzia uma Honda Bros preta pela Rua Rua Carangola, no sentido Norte/Sul, quando, ao chegar ao cruzamento com a Avenida Conde de Boavista, perdeu o controle da motocicleta.

Na sequência, a moto atingiu a guia do meio-fio do canteiro central e, posteriormente, o muro de um imóvel. Matheus não resistiu aos ferimentos e morreu no local. 

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e permaneceu no local até a chegada da Polícia Civil. A Perícia Técnica também realizou os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente.

De acordo com o boletim de ocorrência, a dinâmica inicial foi estabelecida a partir das informações e dos vestígios encontrados no local. Após a conclusão dos trabalhos periciais, o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol).

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pela Polícia Civil.

Assine o Correio do Estado

perfil

Mais da metade dos moradores de rua é usuária de drogas

Ao todo, 1.476 pessoas foram identificadas em situação de rua em Campo Grande durante a pesquisa, das quais 64,6% disseram já ter saído e retornado depois

20/08/2026 08h00

Foto: Paulo Ribas

Continue Lendo...

Levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne diversas instituições, identificou que 1.476 pessoas estão em situação de rua em Campo Grande. Dessas, 62,3% apontam o uso de substâncias psicoativas como o fator determinante.

A pesquisa foi realizada no dia 30 de setembro do ano passado, mas os dados foram apresentados ontem pelos órgãos responsáveis: Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Associação Águia Morena de Redução de Danos.

Dependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da Capital - Foto: Paulo Ribas 

De acordo com os dados levantados, das 1.476 pessoas identificadas, 842 (57%) estavam em via pública, as outras 634 (43%) se encontravam em acolhimento.

A pesquisa mostra que o perfil geral dos acolhidos é de homens pardos, com idade média de 39,6 anos. E a maior parte dessas pessoas está concentrada entre a região Central da Capital – 566 (40%) – e a região Anhanduizinho – 363 (25,6%).

Feita pela primeira vez, a pesquisa mostrou que, entre os motivos que levaram essas pessoas a estarem nesta situação, o uso de drogas foi o fator mais mencionado em associação ao ingresso da vida na rua (62,3%) e 59,1% dizem que os entorpecentes os fazem permanecer nesta situação. 

“Conflito/ruptura familiar” (35,4%) e “perda de trabalho/renda” (19,8%) também foram citados como motivadores da vida nas ruas.

Outro dado mostra que, para a maioria das pessoas em situação de rua (64,6%), este é um cenário recorrente, ou seja, em algum momento elas até conseguiram sair das ruas, mas acabaram retornando. Porém, 34,2% afirmam que estão vivendo pela primeira vez nesta situação.

Em relação ao tempo de permanência nas ruas, 37% dos entrevistados contaram que estão há cerca de seis meses, entretanto outros 32,3% dizem que já ultrapassam seis anos em situação de rua.

EDUCAÇÃO E TRABALHO

Apesar de a maioria das pessoas em situação de rua ser de homens, há algumas diferenças entre os perfis de quem está acolhido em uma instituição e das pessoas que de fato vivem nas ruas.

Em via pública 81,1% são homens (683), 18,2% são mulheres (153) e apenas 0,7% (6) são crianças. Já entre os abrigados, apesar de a proporção de homens e mulheres ser quase a mesma da registrada nas ruas (80% homens e 18,5% mulheres), cresce a presença de crianças nos abrigos (7,3%, ou 46).

O estudo diz que entre os acolhidos concentram-se mais mulheres cis e estrangeiros. Além disso, 42,2% no acolhimento dizem ter o Ensino Médio, dado que cai para 28,5% para quem está nas ruas.

Ainda sobre a educação, em dados gerais, sem o recorte por localidade, 93% afirmam saber ler e escrever, mas 30,4% estão apenas alfabetizados e 23,3% concluíram o Ensino Fundamental.

Sobre a fonte de renda, apenas 2,7% têm vínculo formal de trabalho, enquanto o trabalho informal representa 45,6% em situação de rua e apenas 9,4% no acolhimento. Entre acolhidos, 73,4% não trabalham.

A principal atividade de geração de renda registrada na rua foi a coleta de materiais recicláveis, citada por 37,3% dos entrevistados que vivem em situação de rua.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, os resultados permitirão que os órgãos públicos tenham informações para elaborar estratégias mais assertivas destinadas à população em situação de rua.

“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para acompanhamento das políticas aplicáveis”, afirma. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).